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Acadêmicos da Rocinha

Acadêmicos da Rocinha Samba School flag

Madeira Matriz

Samba Enredo de 2018


Compositores: Márcio André, Marquinhos do Armazém, Amaury Cardoso, Ronaldo Nunes, Rafael Prates, JR Vidigal, Flavinho Segal e Anderson Benson
Intérprete: Leléu

Letra do Samba

Um olhar acende a luz da inspiração
Vem ilustrar em preto e branco o meu agreste
No taco da umburana, a matriz traçou
A xilogravura de um matuto sonhador
Os muros vão retratar a lida de sua gente
Nas feiras, nuvens de balões

Folheteiros de ilusões, doces, frutas e piões            (bis)

O barro é ouro às margens do Ipojuca
Floriu da palma o alimento desta luta

Contra o monstro do sertão           (bis)

Seca danada como esta ninguém viu
“Vamo” simbora que asa branca já partiu
Meu padim faz chover, São Jorge não vença o dragão
Quem carrega a fé pra valer, vai seguindo a procissão
Estrelinhas lá no céu alumiam Bezerros

É São José padroeiro           (bis)

Qual “muié” pôs o cão na garrafa?
Quem viu casar Lampião?
É o pecado e a graça nestes causos do sertão
Tem batuque pra Xangô no pé da serra
Maracatu, bumba meu boi, papangu da minha terra
Nessa ciranda todo mundo vai chegar
Este cortejo tem frevo e cantoria
Fiz de papel colè as máscaras desta “fulia”
Vem, que a Rocinha chegou, é nosso caso de amor

Deixa a borboleta te encantar…                                        (bis)
Chora, viola, a minha história vai emocionar


Desfile 2017




Enredo 2018

  • Carnavalesco: Marcus Ferreira
  • Diretor de Carnaval: Márcio André
  • Diretor de Harmonia: Daniel Katar
  • Intérprete: Leléu
  • Mestre de Bateria: Mestre Júnior
  • Rainha de Bateria: Monica Nascimento
  • Mestre-Sala: David Sabiá
  • Porta-Bandeira: Thainá 
  • Comissão de Frente:Handerson Lopes
  • Desfile de 2018
  • Posição de desfile: 
  • 4º a desfilar no sábado (10/2/2018)
  • entre 0h15 e 0h45

Madeira Matriz

Sinopse - RESUMO

Pelas campinas sob o vento quente do agreste pernambucano. Céu esculpido por baixas nuvens emoldura muros xilogravados de histórias vividas na memória de populares. A pequena São José dos Bezerros, entrelaçada por animais passantes, eterniza em desenhos a sua história em preto e branco. Passa seus ensinamentos a mãos de seus filhos de fibra. Chão de inúmeros artistas que preenchem paredes vazias com suas lições. Luzir da criação!

Trato o taco de umburana, vindo de Caruaru. Corto com um formão, cavo com uma goivinha e risco com um buril (meio troncho). Traço em matriz a “xilogravida” de um matuto que deu certo por esse mundo afora.

De reinos baianos, os primeiros símbolos gravados em cartas de jogar, ato perpetuado na feira ecológica da minha Bezerrinhos. Penduricalhos. Barracaria: palhaços-vendedores com balões; frutas nordestinas exalando doce-mel; gaiolas repletas de galinhas e cabrinhas; piões esculpidos em louro-canela; o colorido rubro-terroso da cerâmica dos grandes mestres do Alto do Moura, mesmo barro que tinge águas margeantes do Ipojuca. A gritaria dos folheteiros em barracas de cordel estampadas com o tempo de nossa não fácil vida.

Esboço a aridez do chão em tapete verde que resiste e adoça a vida em cor. Florir da palma, meio a seca castigada pelo Monstro do Sertão, nosso alimento em tempos árduos… Mesmas mãos de arte na lida colheita da cana, da quebra do milho, na acolhida aos ovos frescos da manhã ou no afago do algodão. A mula traceja um caminhar de caçuás repletos de girassol-flor e rosas da linda donzela sertaneja. Findo à tarde. Vejo distante pés ao chão e a vida na cabeça, são muitos fujindo (com j mesmo) da terra seca… Solitária, ao alto, acompanha-os: Asa Branca.

Primeiras estrelinhas raiadas ao fundo, em azul tênue do céu. Valei-me meu querido Juazeiro do Norte! Sigo o aviso de Frei Damião: ser um bom romeiro a tantas santidades católicas por mim gravadas, em especial São José, nosso padroeiro protetor. A São Francisco, proteja-me às passaradas. A São Jorge, não me vença os dragões. A Padim Ciço, os primeiros pingos de esperança. Fé e picardia não podem faltar! O diabo e a mulher andam de mãos dadas. A prostituta boa, quem diria, barganhou com charme sua vaga aos céus. O carcará em voo perpétuo sobrevoa o bando de Lampião que, ao chegar ao inferno, avista o casamento de seu supremo maior: Anjo-Mau.

Areal iluminado por linhas tracejantes de gambiarras, pequenos pontos de luz. Ouço a rude batucada e cânticos de louvor a Xangô na fina areia do agreste. Devagar. Brejeiros, os primeiros acordes do pífano rural no forró da Serra Negra. Ordeno o som da embolada para as donzelas do Coco e Ciranda. Nas cheganças, lindo cortejo de fitas e flores franzidas no balancê do Bumba-meu-boi e Cavalo-marinho. Passo cruzado, brilhante perucaria da corte do Maracatu Rural. Nas pequenas sacadas, Papangus comem xerém ao som do frevo e cantoria. Os hômi se esconde das muié na sua rouparia. Baile armado: compasso minha alegria!

Escavo a minha inspiração e moldo a máscara em papel colè. Marco o debrum negro de formas aladas. Pingo antenas com auréola. Faço uma fúlia (digo folia) com a borboleta encantada, pedacinho do meu Agreste… Pincelo o verde, azul e deixo o branco como base. Entalho, assim, essa história e a minha história, Rocinha!

De tema: Madeira Matriz. Preparo a tinta gráfica. Prenso. Penduro.
Finco na barrinha: J. Borges.

  • 2015                                       Campeã
  • 2005Campeã
  • 2001Campeã
  • 1999Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 31 de março de 1988
  • Cores: Azul Branco e Verde
  • Presidente: Ronaldo Oliveira
  • Presidente de Honra: Ronaldo Oliveira
  • Quadra:
  • Rua Bertha Lutz, 80 
  • São Conrado - Rio de Janeiro - RJ
  • Ensaios: ?????????
  • Barracão: ?????????
  • Web site: http://www.academicosdarocinha.com.br
  • Imprensa: ?????????

A História da Rocinha

A escola de samba Acadêmicos da Rocinha é originária de três blocos carnavalescos da favela da Rocinha: o Império da Gávea, Sangue Jovem e Unidos da Rocinha. A Acadêmicos da Rocinha tem como símbolo a borboleta e as cores azul, verde e branca.

Desfilou pela primeira vez como escola de samba em 1989 pelo Grupo 4 na Estrada Intendente Magalhães em Campinho, tendo como carnavalesco Joãozinho Trinta. Naquele ano a escola se sagrou campeã e ascendeu para o grupo 3. Mais dois campeonatos consecutivos pelo grupo 3 em 1990 e pelo grupo 2 em 1991 a levou para o Grupo 1 onde permaneceu até 1996, ano em que obteve a segunda colocação, que lhe garantiu o direito de desfilar pela primeira vez no Grupo Especial.

A partir de 2002, a Acadêmicos da Rocinha se manteve no Grupo A e em 2005, com o enredo “Um mundo sem fronteiras”, a escola consagrou-se campeã do Grupo de Acesso A , garantindo o direito de desfilar em 2006 no Grupo Especial, que não frequentava há nove anos. Desenvolvendo o enredo "Felicidade não tem preço" a escola desceu de grupo com 371,7 pontos.

No carnaval 2008, estreou como carnavalesco, o auxiliar de Max Lopes na Mangueira, Fábio Ricardo. Naquele ano a Rocinha obteve o vice-campeonato, atrás apenas do Império Serrano, a campeã. Já em 2009, a escola de São Conrado homenageou o cartunista J. Carlos com o enredo Tem francesinha no salão… O Rio no meu coração, conseguindo a 3º colocação com 239 pontos, mantendo-se no Grupo de Acesso A em 2010.

Para o carnaval de 2010, a Rocinha segue com o carnavalesco Fábio Ricardo e busca mais um acesso para o grupo especial com o enredo autoral Ykamiabas, baseado no livro Ykamiabas - Filhas da Lua, Mulheres da Terra. contado a história das mulheres guerreiras que chegaram ao Amazonas há dez mil anos, terminando na 10º colocação, quase perto de descer para o antigo Grupo B.

Após o carnaval 2010, Maurício Mattos se desliga da escola e o então vice Déo Pessoa assume a escola[4] . trazendo Luiz Carlos Bruno como carnavalesco , para o lugar de Fábio Ricardo. Sérgio Lobato, como coreografo e da volta de Anderson Paz, como cantor principal. além disso trocou de rainha de bateria, com a sobrinha de Max Lopes (Érika Palmer), no lugar de Fábia Borges. No o carnaval 2011, com o tema Rocinha! Estou vidrado em você, a escola apresentou na avenida a trajetória do vidro desde do solo de areia até as lentes da tecnologia. Apesar de ser apontada como uma das favoritas ao título do Grupo de Acesso A, a escola ficou apenas na 9° colocação.

No carnaval de 2012 a escola de São Conrado manteve Luiz Carlos Bruno no desenvolvimento de seu carnaval tendo como enredo uma abordagem carnavalesca sobre a história das praças, foi a segunda escola a desfilar e obteve a 8ª colocação, na frente apenas por um décimo da última colocada Paraíso do Tuiuti. Na ocasião as duas últimas seriam rebaixadas para o até então grupo B, o que não aconteceu devido a uma virada de mesa da LESGA (Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso), com isso, permanece em 2013 no grupo de acesso, hoje com o nome de Série A.

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