• Idioma:
  • Conversão:

Home | Escola de Samba - Viradouro

Acadêmicos do Viradouro

Bandeira - Viradouro Escola de Samba

 “Vira a cabeça pira o coração. Loucos gênios da criação”

Samba Enredo de 2018

Compositores: Zé Glória, Lucas Macedo, William Lima, Gugu Psi, Lico Monteiro, Lucas Neves e Matheus Gaúcho
Intérpretes: Igor Sorriso

Letra do Samba

Genial
“É ter na mente” o dom da criação
Onde ser louco é inspiração
“Une verso” a melodia
Brincar de Deus… e com as cores delirar
Nos sonhos meus, “Vinci” fazer acreditar
Desperta a voz que dá luz a invenção
Quem dera o infinito conhecer
E nesse azul, eu encontrei você
Além das estrelas na imensidão
Voando nas asas da imaginação
Meu mundo especial, meu céu

Meu ideal
Quem foi que pensou algum dia
Que o homem iria se aventurar
Nas telas, nos livros
Tantos moinhos derrubar
Sei que a loucura é o “x” da questão
“Ser ou não ser” mais um entregue a razão
Fazer do lixo uma bela fantasia
Eu sou um sonhador, um pierrô alucinado
Artista de uma escola de verdade
Orgulho de ser comunidade
É de arrepiar, a nossa emoção
Sou Viradouro, sou paixão

É de enlouquecer, Viradouro
A cabeça desse povo
Tocou a alma, pirou meu coração
Não tem explicação

Já enlouqueceu, Viradouro
A cabeça desse povo
Tocou a alma, pirou meu coração
Não tem explicação

Desfile 2018




Enredo 2018

  • Carnavalesco: Edson Pereira
  • Diretor de Carnaval: Comissão de Carnaval e Harmonia
  • Diretor de Harmonia: Comissão de Carnaval e Harmonia
  • Intérprete: Zé Paulo Sierra
  • Mestre de Bateria: Mestre Maurão
  • Rainha de Bateria: Raíssa Machado
  • Mestre-Sala: Julinho Nascimento
  • Porta-Bandeira:  Rute Alves
  • Comissão de Frente: Márcio Moura
  • Desfile de 2018
  • Posição de desfile: 3° escola a desfilar no sábado
    (10/2/2018) entre 23h30 e 23h50

 “Vira a cabeça pira o coração. Loucos gênios da criação”

Sinopse - RESUMO

Chegou tua hora, Viradouro!
Grita forte para desestabilizar o cotidiano da razão.
É tempo de virar o mundo todo!
Momento de criar, de novo,
carnavalizando para o povo,
no desordenado reino da imaginação,
estes loucos gênios da criação.

Abraça os magos doutores da erudição!
Trova forças e matizes em explosão prisma multicor,
sela o chão deste asfalto com línguas de cientistas malucos alucinados,
e delira com o mensageiro das estrelas precursor!
Redescobre a energia, a luz, a comunicação e
exalta, Viradouro,
a inventividade e a idealização!
Grita o eureka! ensandecido dos inventores
e a persistência da memória das invenções,
pois se é desde a criação de Adão
que, de louco, todos temos um pouco,
divaga para essa gente os gênios doidos
e seus devaneios de realizações!

Enlouquece, Viradouro!
Vira d´ouro nesta avenida o teu próprio tesouro!
Brinca as glórias dos louros
das obras de uns Vinci a Trinta numes loucos!
Vai aos céus declamando
Ícaro, balões, voos de emoção!
Persegue, junto deles, no caos, o cosmo,
e descobre o teto do firmamento
graças ao Santos que deu asas à imaginação!
Canta as inspirações loucas que recitam a ambição
do apogeu da racionalidade e da sua irmã insanidade.
Ah, e para quem duvida
aquele Trinta também cientista,
quão errante é quem ignora a quimera
que ciência é, da arte, um espelho de mesma matéria?

Então, inspire-se, comunidade!
Conjura, Viradouro,
grandes alquimistas da ficção!
Sábios insanos que (re)criaram a excentricidade
da vida na ficcionalidade.
Saudemos a sétima arte e o humor,
das músicas, o compositor,
e o monstro de Frankenstein, o doutor.
Devotos quixotescos do moinho de fantasia,
fiemos rosários para bispos incompreendidos,
sambemos com chapeleiros e rainhas,
e com um bruxo e seu alienista.

  • 2014                                          Campeã
  • 2013                                     Vice-Campeã
  • 2011                                     Vice-Campeã
  • 1997                                     Vice-Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 24 de junho de 1946
  • Cores: Vermelho Branco
  • PresidenteMarcelo Calil Petrus Filho
  • Presidente de HonraJosé Carlos Monassa Bessil MarceloCalil
  • Quadra: Barreto, Niterói - RJ, 24110-216
  • Ensaios:-
  • Barracão: Barreto, Niterói - RJ, 24110-216
  • Web site: www.unidosdoviradouro.com.br
  • Imprensa:-

A História da Viradouro

A escola disputou os desfiles de Niterói por 39 anos (1947 a 1985), porém, nesse período, veio ao Rio de Janeiro algumas vezes (64 e 65), conseguindo não mais que um 26º lugar (último) na terceira divisão.[24]

Após ser campeã niteroiense por dezoito vezes, a Viradouro resolveu tentar a sorte novamente no Rio em 1986. Fez bons desfiles nos grupos inferiores, sendo campeã do Grupo 2 em 1989 com o enredo "Mercadores e Mascates" e campeã do Grupo 1 no ano seguinte com "Só Vale o escrito", chegando assim ao Grupo Especial em 1991.

Com uma homenagem à atriz Dercy Gonçalves, a escola surpreendeu e chegou em 7º lugar, à frente da Mangueira e da Vila Isabel, no ano em que o Império Serrano foi rebaixado. A escola teve a mesma quantidade de pontos da 4ª colocada, a Beija-Flor. Apenas pelos critérios de desempate, a escola acabou caindo para a 7ª posição. No desfile, considerado pela crítica como muito bonito, a homenageada desfilou no alto do primeiro carro alegórico, com os seios à mostra.

Em 1992, apresentou o enredo "E a magia da sorte chegou", enredo de autoria de Max Lopes, e que contava a história dos ciganos. A escola fez um dos melhores desfiles de sua história. Todavia, dois incidentes ocorreram. O primeiro foi quando descompasses em evolução, em um casal no carro do Egito, que fez a escola correr para que não estourasse o tempo. O segundo foi em um dos mais belos carros daquele ano, que homenageava a Sibéria e trazia vários huskies siberianos, que pegou fogo. No momento do incêndio, o desfile estava em seus minutos finais. A decisão dos bombeiros foi esperar o carro queimar por completo para iniciar o combate ao fogo. Enquanto isso, um imenso rastro de fumaça cobria a Sapucaí. Durante este tempo, a escola ficou parada, até o momento do combate ao fogo. Por fim, a escola estourou o tempo em 13 minutos, o que resultou na perda de 13 pontos. Foram esses pontos perdidos que levaram a escola para a 9ª posição. Diante do incêndio, a escola ainda perdeu pontos no quesito Evolução. Como o incêndio foi causado por curto-circuito e não por problemas técnicos, não houve punição para o caso específico.

Max Lopes ainda se manteve na escola em 1993 obtendo o 7° lugar com o enredo "Amor, Sublime Amor", mas em 1994 a Viradouro traria Joãosinho Trinta, que se afastara da Beija-Flor há dois anos. Logo em sua estreia, o carnavalesco obteve o 3º lugar, o melhor resultado da escola até então. Depois, obteve dois maus resultados, classificando-se na 8ª em 1995 com "O Rei e os três espantos de Debret" e na 13ª posição em 1996, com "Aquarela do Brasil ano 2000".

Após o péssimo resultado de 1996, quando quase foi rebaixada, a Viradouro tinha o projeto de conseguir chegar ao Desfile das Campeãs. Mas o resultado final foi mais generoso e deu o primeiro título à escola de Niterói. Com Dominguinhos do Estácio como intérprete oficial e "Trevas, luz, a explosão do Universo", levou para a avenida um bonito jogo de cores, contrastando o preto e o branco, o claro e o escuro. Um dos destaques deste desfile foi a bateria ter tocado, na "paradinha", alguns compassos em ritmo de funk, sob o comando de Mestre Jorjão. Na época houve críticas de alguns outros mestres de bateria, que não gostaram da novidade.

No ano seguinte, a escola apresentou o enredo "Orfeu, o Negro do Carnaval", baseado no filme de mesmo nome, que misturava mitologia grega à realidade social brasileira. Naquele ano a escola esperava repetir o sucesso do ano anterior, mas somente conseguiu um quinto lugar, o que a levou a protestar no desfile das campeãs, com alguns de seus integrantes inclusive usando narizes de palhaço. A partir daí, a escola conseguiu sempre chegar ao Desfile das Campeãs, exceto em 2005, quando ficou na 8º posição.

Em 2004 a escola do bairro do Barreto reeditou "A festa do Círio de Nazaré", enredo da Unidos de São Carlos apresentado em 1975, inicialmente a proposta da escola era um enredo inédito sobre a romaria Paraense, porém o então presidente José Carlos Monassa à época interrompeu a disputa de samba-enredo da escola e anunciou a reedição do samba estaciano. Se o critério de descarte da nota mais baixa fosse aplicado nessa época, a escola teria sido campeã do carnaval daquele ano, com 299,8 pontos se descontadas todas as notas minimas de cada quesito, exceto bateria que teve as notas de um julgador anuladas por quebra de sigilo.

;