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Unidos da Tijuca

Unidos da Tijuca Escola de Samba Bandeira

Império do Café, o Vale da Esperança!”



Compositores: Diego Nicolau, Pixulé, Braguinha Cromadinho, Jota e Tinga.
Intérpretes: Tem-tem Jr; Tinga e Pixulé.

Letra do Samba 2019

Ventos de dor os trouxeram pra cá
Fé que guiou o destino de tantos
Africanos destinados à saudade
Sol e chuva, a tristeza como par Nego tá cansado, nego tem que trabaiá
O ouro negro enraiza a escrava lida
E faz o áureo poder deixar o breu
A boa música valsava em poesia
Enquanto o ébano sangue escorreu
Tem batuque, jongo, capoeira
Na mandinga da vovó benzedeira
No terreiro firma o ponto, gira dos meus orixás
Força da fé que dobra o capataz

Ah, passou o tempo, o vale se transformou
A imigrande mágica misturou
Fez renascer a esperança dessa gente
Mãos calejadas fazendo arte
E um aroma de enlouquecer
Unem-se à folclórica verdade
Tanta gente veio conhecer A luz que protege a alma
À cruz, peço pra me guiar
Se hoje é agronegócio que traz o progresso
O povo agradece e vem cantar

Desce o Morro da Formiga
Meu Império da Tijuca vai à luta
Traz o Vale do Café, negritude de valor
Num lindo rosário de amor


Desfile de 2019




Enredo 2019

  • Carnavalesco: Jorge Caribé
  • Diretor de Carnaval: Luan Teles 
  • Diretor de Harmonia: João Vieira 
  • Intérprete: Daniel Silva
  • Mestre de Bateria: Jordan, Júlio e Paulinho
  • Rainha de Bateria: Laynara Telles
  • Mestre-Sala: Renan Oliveira
  • Porta-Bandeira: Gleice Simpatia
  • Comissão de Frente: Junior Scapin 
  • Desfile de 2019
  • Posição de desfile: 7° escola a desfilar no sábado (02/03/2019) / 01:00 - 01:45


Império do Café, o Vale da Esperança

Sinopse - RESUMO

Após longa travessia pelos oceanos, centenas de milhares de Africanos desembarcam nos Portos do Rio de Janeiro, Paraty, Mangaratiba e Cabo Frio. Seu destino, o Vale do Café Sul Fluminense. A pé, enfrentando todas as intempéries climáticas, marcham sobre sol e chuva, pés descalços e com fome, rumo ao grande Vale de terras férteis, verdes matas, mas também de dor e escravidão; lar de seus lamentos, sua labuta e saudade. Assim o negro chega ao Vale do Paraíba, posteriormente conhecido como o Vale do Café. Esse plantado e colhido por mãos escravas.

“O Nêgo tá cansado de trabaiá… Trabaia… Trabaia Nêgo…”

Graças a sua chegada e ao ouro negro por eles cultivado, nasce uma áurea e aristocrática sociedade escravagista com toda pompa, luxo e alta cultura, como deveria ser uma próspera sociedade nobiliárquica rural.

O Vale é tomado por arte em forma de concertos, óperas, poesias, festas, ourivesaria, valsas, polcas, saraus… Corte; oriundos do escorrer do sangue vermelho/negro a banhar cafezal. Mas, assim como esta sociedade branca escravocrata introduzia em seus costumes a cultura europeia, o negro africano miscigenava sua herança cultural com a da nova terra…

“Foi na beira do rio, Aonde Oxum chorou… Chora iê iê ô, Chora os filhos seus…” (Ponto de Oxum)

Assim brota a pluralidade que encontramos hoje em nosso Vale com ritmos sincopados em seus lundús, maxixes, jongos, figurinos multicores. Exú, Obaluaiyê, Ogum, Oxumarê, Iroko, Iansã, Xangô, Obá, Oxóssi, Logun Edé, Ossain, Oxalá, Oxum, Yemanjá, Nanã, Ybeji, coloridas e poderosas divindades da natureza e a crença em ervas, rezas e benzedeiras, força da raça que não se deixou intimidar com a chibata algoz de seus senhores.

“Na hora em que a terra dorme,

enroladas em frios véus,

eu ouço uma reza enorme

enchendo o abismo dos céus…”

(Castro Alves)

O Vale se transformou… O cafezal virou cidade, a história e o turismo e a dor de outrora, poeira ao vento. A cultura se expande sobre a influência de imigrantes que vieram atrás do sonho dourado nas terras Sul Fluminense, pisando em chão negro e magicamente gerar filhos genuínos brasileiros, resultantes da mistura de raças.

Nasce o novo dono do Vale…

Sua arte é múltipla! Nela destacam-se o jongo, calango, maculelê, caninha verde, capoeira, sociedades musicais, Folias de Reis, viola sertaneja, choro, serestas, orquestras, balé, canto lírico, artes plásticas e o samba onde sua origem se dá nos Quilombos das Serras Fluminenses e cantado por sua filha maior, Clementina de Jesus.

“Não cadeia Clementina… Fui feita pra vadiá…” (Clementina de Jesus)

O artesanato e a culinária somados a todas essas manifestações artísticas e folclóricas atraem turistas do mundo inteiro, gerando renda e progresso.

Na religiosidade encontramos as quermesses e novenas dedicadas aos Padroeiros de cada Altar Matriz com seus belíssimos jardins aos pés. N. S. da Conceição, N. S. da Guia, N. S. da Glória, São Sebastião, N. S. da Piedade, Santa Teresa D’Ávila, Santana, N. S. da Soledade, São Pedro e São Paulo, Santo Antônio e Santa Cruz, formam a Ciranda de fé que cada cidade ostenta como seus protetores. No entorno desses altares em ouro com seus anjos barrocos, os terreiros de Umbanda e Candomblé com seus pés descalços e o ocultismo místico, curam, rezam e Benzem ao som de atabaques e pontos mágicos; herança negra com seu sincretismo cultural.

“A Treze de Maio, Na Cova da Iria, No Céu Aparece, A Virgem Maria…” (Hino Católico)

Hoje o Vale é pecuário, agronegócio. Festa de Peão e rodeio. Muito do que consumimos nas grandes cidades foram sementes e embriões enraizados em pastagens que outrora, foram antigos cafezais.

A indústria de minério, têxtil, automobilística, o comércio em grande escala fazem do Vale hoje, uma máquina próspera e de grande renda que emprega seus filhos e cria oportunidades de crescimento sócio urbano.

A educação é presente nas redes Municipais e Estaduais com ensino público de qualidade, assim como uma infinidade de escolas particulares com propostas educativas de grande relevância. Universidade e Faculdades são um capítulo à parte devido a infinidade de cursos oferecidos. No Vale encontramos o grande Hospital Escola Severino Sombra que atende toda a população não só da região como de vários municípios do Grande Rio.

O Vale possui a sua rede de TV própria que reflete ao mundo a beleza do Vale do Café, gerando notícias e programas que mostram o seu povo com toda a sua diversidade cultural. A TV Rio Sul como grande agente divulgador da cultura do Vale do Paraíba Sul Fluminense e Sul do Estado do Rio de Janeiro.

Passando todos esses anos desde a chegada do negro em nossa região, a Império da Tijuca traz para a Avenida Marquês de Sapucaí esse lindo rosário de pérolas em que cada município do Vale do Café, colore sua conta com o que seu povo tem de mais puro e belo, o AMOR!


  • 2014Campeã
  • 2012Campeã
  • 2010Campeã
  • 1999Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 31/12/1931
  • Cores: Azul e Amarelo
  • Presidente: Antônio Marcos Teles 
  • Presidente de Honra: Paulo Tenente
  • Quadra: Clube dos Portuários – Av. Francisco Bicalho, 47 – Santo Cristo, Rio, RJ Sede - Rua São Miguel, 430, Tijuca – Rio de Janeiro, RJ – CEP 20530-420
  • Ensaios:-
  • Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 12) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa - CEP: 20.220-290
  • Web site: www.unidosdatijuca.com.br
  • Imprensa: Júlia Rodrigues

A História da Unidos da Tijuca

Em 1936, a escola foi a grande campeã do carnaval carioca, com o enredo Sonhos delirantes. Naquele desfile, realizado na Praça Onze, a Tijuca trouxe uma inovação, apresentando alegorias aludindo o enredo.

De 1960 a 1980, enfrentou um período muito difícil, desfilando no segundo grupo e sem conseguir subir. Neste período, somente uma vez chegou perto de voltar ao grupo das grandes. Em 1980, foi a campeã do Grupo 1B, voltando ao grupo principal do carnaval carioca.

O empresário português Fernando Horta assumiu a presidência em 1992 pela primeira vez. Sob sua gestão, uma nova quadra de ensaios foi inaugurada, no Santo Cristo, zona portuária. De acordo com Fernando Horta, essa foi uma medida para atrair recursos para a escola, que assim, poderia ajudar mais a comunidade. Alguns membros da comunidade, no entanto, reclamam da falta de presença da entidade em sua própria quadra, utilizada apenas, segundo estes, pela escola de samba mirim.

Em 1998, homenageou o navegador português Vasco da Gama, além do Clube de Regatas Vasco da Gama, que completava o seu centenário. Nesse ano, foi rebaixada. Mais de uma década depois, o presidente classificaria aquele como "o melhor desfile" e atribuiria o rebaixamento ao fato de os jurados serem flamenguistas e anti-Eurico Miranda. Em 1999, no Grupo de Acesso, a Tijuca fez um desfile memorável, com o enredo O Dono da Terra do carnavalesco Oswaldo, recebendo todas as notas "10", com um belo carnaval e um samba considerado por muitos especialistas como "antológico", sendo reconduzida ao Grupo Especial.

Em 2000, no carnaval comemorativo dos 500 anos de Descobrimento do Brasil, apresentou o enredo Terra dos papagaios… Navegar foi preciso!. Nesta ocasião, após polêmica devido ao uso da imagem de Nossa Senhora da Boa Esperança e uma cruz, o carnavalesco Chico Spinoza chegou a ser detido e o painel apreendido. O delegado responsável pela operação chegou a dizer que a escola já teria, com isso, alcançado seus minutos de fama, já que possivelmente obteria uma má colocação. No entanto, o quinto lugar obtido foi o melhor resultado em quase 50 anos. No ano seguinte, cantou a vida e obra de Nélson Rodrigues, mas não obteve o sucesso do ano anterior.

Em 2002, contou a história da Língua Portuguesa, homenageando os países da CPLP. A escola teve problemas com a última alegoria, que a fez terminar o desfile acima do tempo regulamentar e, com isto, ser punida com 0,2 na apuração, terminando em nono lugar. O ano de 2003, abordou como tema de seu desfile os Agudás, povo africano formado por ex-escravos brasileiros que foram para a África. Um desfile também problemático em diversos quesitos, obteve novamente a nova colocação.

Com a chegada de Paulo Barros, em 2004, a Tijuca surpreendeu e conquistou o vice-campeonato, através de um enredo que falava dos avanços da Ciência, tendo revolucionado a estética dos desfiles ao apresentar alegorias humanas. A Revista Nature destacou a alegoria, cuja atração era a presença de 133 bailarinos, que através dos seus movimentos, formavam uma espiral, representando o DNA. Na opinião do então prefeito César Maia, o carro alegórico foi o mais marcante do ano.

Em 2005, foi novamente vice-campeã, com um enredo que falava de cidades e reinos do imaginário humano dessa vez ficando a apenas um décimo da campeã Beija-Flor, tendo sido a favorita do público e vencedora do Estandarte de Ouro de melhor escola.Em 2006, a escola do Morro do Borel entrou como favorita no Sambódromo[carece de fontes onde realizou um desfile vibrante. O enredo abordava o som, e segundo o carnavalesco, seu desafio seria transformá-lo em imagem. O desfile transcorreu perfeitamente[carece de fontes, e a escola ganhou, mais uma vez, o Estandarte de Ouro de melhor escola, porém amargou a sexta colocação. Após o carnaval, Paulo Barros transferiu-se para a Viradouro, sendo substituído pela dupla Lane Santana e Luiz Carlos Bruno

Em 2007, a Tijuca manteve o estilo de Paulo Barros desfilando com o enredo De lambida em lambida, a Tijuca dá um click na avenida, que falou sobre a fotografia, conquistando a quarta colocação, ainda à frente do Viradouro. No carnaval de 2008, a azul e ouro da Tijuca falou sobre os diferentes tipos de coleções.

Alegoria, no desfile de 2009.

No ano seguinte, saindo da linha sobre temas abstratos, apresentou o enredo Uma odisseia sobre o espaço, de autoria de Luiz Carlos Bruno, texto de João Pedro Roriz e samba-enredo de Julio Alves e Totonho,obtendo a 9º colocação. O presidente, naquele ano, reclamou, após o resultado, que a Beija-Flor, ao desfilar antes da Tijuca com um enredo que abordava o banho, espalhou água pela pista, o que teria prejudicado a apresentação dos segmentos, especialmente, do casal de mestre-sala e porta-bandeira

Com o enredo É segredo! e a volta do carnavalesco Paulo Barros no carnaval 2010, a escola quebra o jejum de 74 anos sem o título do Grupo Especial e se torna a campeã do carnaval carioca pela segunda vez,levando ainda o Estandarte de Ouro de melhor escola.

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