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Império da Tijuca

Império da Tijuca Samba School flag

 Olubajé – Um banquete para o rei

Samba Enredo de 2019

Compositores: Márcio André, Elson Ramires, Núia Rodrigues,  Paulo Lopita 77 e Samir Trindade
Intérpretes: Tinga e Marquinhos Art’Samba

Letra do Samba

QUANDO NANÃ GEROU
ENTREGOU SEU FILHO A YEMANJÁ
COM TODO AMOR ELA CUIDOU
E LHE CUROU, NA IMENSIDÃO DO MAR
SALVE O ESPLENDOR BRILHANTE DA MANHÃ
DO FILHO ILUMINADO DE OXALÁ E NANÃ
ELE VOLTOU…
CAÇADOR, FEITICEIRO E BOM DE GUERRA
BATIZADO, SENHOR DO SOL E DA TERRA

OBALUAIÊ JÊJÊ NAGÔ, É OLUAIÊ, CHAMA E CALOR
A CURA DE TODO MAL COBRIU NA PALHA
PODE TER FÉ A MAGIA DO VELHO NÃO FALHA

SAPAKTÁ TRIBO DOS ANCESTRAIS
REINAM MÃES SENHORAS E OS ORIXÁS
OSSAIN NAS FOLHAS O PODER
IROKO, YEWA, ARROBOBOI OXUMARÊ
EU QUERO VER OMOLU DANÇAR
NO OPANIJÉ COM O SEU XAXARÁ
TEM PIPOCA NO ALGUIDAR, MANDIGUEIRO
SINFONIA IMPERIAL CHEGOU NO TERREIRO
ATÔTÔ BALUAIÊ MEU PAI VEM NOS VALER
O BANQUETE PARA O REI VAMOS TE OFERECER
ESPELHO DE GENTE GUERREIRA
QUE DÁ O SUOR NA LABUTA, E FAZ OLUBAJÉ
NO IMPÉRIO DA TIJUCA

ARALOKO, ARALOKO PAJUÊ
Ê PAJUÊ Ê PAJUÊ
VEM O MORRO DA FORMIGA, VEM PRA VENCER

Desfile 2019




 Enredo 2019

  • Carnavalesco:Jorge Caribé e Sandro Gomes
  • Diretor de Carnaval: Luan Teles 
  • Diretor de Harmonia: João Vieira
  • Intérprete:Daniel Silva
  • Mestre de Bateria: Mestres Jordan, Júlio e Paulinho
  • Rainha de Bateria: Laynara Telles
  • Mestre-Sala: Jeferson Souza
  • Porta-Bandeira: Gleice Simpatia
  • Comissão de Frente: Junior Scapin
  • Desfile de 2019
  • Posição de desfile: 2° a desfilar na sexta-feira

 Olubajé – Um banquete para o rei

Sinopse - RESUMO

África, força divina! Por séculos, vem de lá toda a força da natureza e dos Orisás que conduzem o mistério da vida, o segredo da doença e o remédio da cura. O jogo do Ifá, consagrado do Candomblé revela que é tempo de oração e respeito. Nasce o dia! Surge a estrela da manhã: o sol, com toda a sua quentura. A terra se alimenta e nutre o corpo de vida e saúde. Do calor da natureza, grande pai e senhor, dono do Ayê.

O Império da Tijuca pediu agô por seu povo. Elevou as mãos ao céu e fez surgir um grito de fé. Da esperança verde e branca do Morro da Formiga, veio o clamor: atotô, ajuberu! Atotô, Obaluaiê!

Filho de Nanã, sua mãe biológica, que mesmo ao rejeitá-lo diante de sua fraqueza, por não entender que tu eras especial e que só ela seria capaz de gerá-lo, por caminhos não explicados; foi permitido pelo Criador, o destino de transformá-lo no senhor da quentura. Obaluaiê vai viver e se curar nas mágicas águas salgadas do Reino de Olokun, no colo maternal e piedoso de Yá Omon Ejá (a mãe cuja os filhos são peixes) e dela recebe afeto, amor e a cura. Assim começa a nossa história.

O morro do Império da Tijuca curva-se diante de Ti, ó senhor para homenageá-lo, contando a tua história para milhões de pessoas que vão entender a tua vida, através desta ópera a céu aberto e assim para aqueles que não o conhecem aprenderem a amá-lo e respeitá-lo.

Nos deparamos com uma incrível coincidência: as formigas do povo Iorubá (formigas e cupins), que são os símbolos de Obaluaiê na África, divindade da terra. Suas incorporações mirins denominadas de erês, são batizados por esses nomes e o símbolo da escola, junto com a coroa imperial, são as formigas que também prestam o nome para este morro tão tradicional da comunidade carioca. Aí percebemos que o caminho era certo. Com as formigas, palhas e suas pipocas, pedimos proteção para iniciarmos os nossos trabalhos.

Através do sopro divino da inspiração, o Império da Tijuca faz do seu enredo, um grande sirê para ver Obaluaiê dançar ao toque de opanijé. Chegou a hora! O ritual vai começar! Giram as baianas na avenida! Entrem ao som do adjá! Todos querem ver o lindo balançar das palhas de Obaluiaê!

“Pai Obaluaiê, venha nos valer! Cubra o nosso pavilhão e abençõe a coroa da nossa sinfonia imperial. Que a terra sagrada, solo onde são lançadas as sementes de saúde e cura, seja a luz e o caminho para a vitória da nossa comunidade.”

Atotô, ajuberu! Atotô Obaluaiê!

  • 2013Campeã
  • 2006Campeã
  • 1995                                     Vice-Campeã
  • 1990Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 8 de dezembro de 1940
  • Cores: Verde e branco
  • Presidente: Antônio Marcos Teles 
  • Presidente de Honra: Paulo Tenente
  • QuadraRua Medeiros Pássaro, 84 – Tijuca
  • CEP 20530-070 – Rio de Janeiro / RJ
  • Ensaios:-
  • Barracão: Rua de Catumbi, 15 – Catumbi
  • CEP 20251-440 – Rio de Janeiro / RJ
  • Web site: http://www.imperiodatijuca.com.br/
  • Imprensa:-

A História da Império da Tijuca

A escola, desde o início, efetivou experiências comunitárias no Morro da Formiga, no bairro da Tijuca, onde foi fundada em 1940.

União das antigas escolas Recreio da Mocidade e Estrela da Tijuca, entre os seus fundadores estão Joaquim Augusto de Oliveira (Quincas), Agripino de Souza, Rodolfo Augusto de Oliveira, Celestina Pinto Rabaça, Fernando Matos, Jorge Domingos da Silva, João Escrevente, Mario Pereira, Manoel Queiroz, Aylton dos Santos, Emílio Marcatte, Manuel Pinto, entre outros.

Entre os nomes mais famosos da escola, estão Synval Silva (um dos compositores prediletos de Carmen Miranda) e Mário Pereira (Marinho da Muda), falecido em 1989.

Havia uma escola de alfabetização para crianças, a "Tropa José do Patrocínio" (grupo de escoteiros do morro), que atuou anos na comunidade. A Império da Tijuca foi a primeira escola de samba a usar o termo Império, razão pela qual tem uma coroa, símbolo da nobreza, em sua bandeira, bem como ramos de fumo e café que traduziam as riquezas do Brasil na época.

Durante a década de 1980, a escola esteve cinco vezes no grupo principal. Dessas, quatro foram consecutivas (de 1984 a 1987). Depois, conseguiu somente participar novamente do Grupo Especial em 1996, com o enredo "O Reino Unido Independente do Nordeste", de Miguel Falabella. Desde então teve problemas financeiros até 2005, quando o presidente Antônio Marcos Telles, mais conhecido como Tê, assumiu e organizou a escola, obtendo a quinta colocação no primeiro ano de seu mandato. E logo se tornou campeã do grupo B com o enredo Tijuca, cantos, recantos e encantos.

Em 2007 emocionou a Marquês de Sapucaí falando de São Jorge com o enredo O Intrépido Santo Guerreiro, obtendo a quinta colocação no grupo A.

Em 2008, com a proposta da prefeitura de elaborar um enredo sobre os 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, e com problemas em alegorias e fantasias, que foram prejudicadas pela chuva, o Império da Tijuca termina a apuração na sétima colocação.

No ano seguinte, a escola da Formiga repatriou a modelo Nana Gouvêa como madrinha de bateria, e trouxe como intérprete Pixulé. Reeditou o enredo O mundo de barro de Mestre Vitalino, do carnaval de 1977. A escola conseguiu a 7º colocação com 236,3 pontos, permanecendo no Grupo de Acesso em 2010.

Para 2010 a escola do Morro da Formiga troxe como enredo "Suprema Jinga - Senhora do trono Brazngola" o carnavalesco Jack Vasconcelos que estava na União da Ilha. Com um desfile sem muitas falhas rendeu um expressivo 5º lugar. Para 2011 mostrou um enredo sobre os carnavais em outras partes do mundo. do carnavalesco Severo Luzardo. fazendo um desfile surpreendente e terminando na 6º colocação. para 2012, a escola continua com o mesmo carnavalesco, tendo um enredo sobre utopias.

Em 2013, após Severo Luzardo, sair devido a outros compromissos. a escola da Formiga resolveu apostar no carnavalesco Júnior Pernambucano, homônio do jogador de futebol de mesmo nome. que é uma das grandes revelações do Carnaval de Três Rios onde foi campeão pela Bom das Bocas, com um desfile tecnicamente perfeito e arrebatador que encantou o público e, com um samba muito forte, conquistou Estandarte de Ouro. Com dois refrões de levantar a Sapucaí, a Império da Tijuca conquistou o público, os jurados, a crítica pelo bom enredo desenvolvido na Passarela do Samba e o título da Série A, ganhando o direito de desfilar entre as grandes, junto com suas co-irmãs Acadêmicos do Salgueiro e Unidos da Tijuca, fazendo com que o bairro da tijuca tenha o maior número de Agremiações na elite do Carnaval carioca. além de ter dois mestres de bateria, com mestre Capoeira se juntando a Claudinho Cardoso.

No seu retorno ao Especial, a escola optou pela manutenção da equipe vencedora do ano anterior, exceção feita as direções de carnaval e harmonia, o enredo escolhido para o ano de 2014 foi "Batuk". Apesar do samba forte e o belo desfile, a agremiação terminou em 12º lugar e voltou a desfilar na Série A em 2015. O resultado gerou muita revolta não somente na comunidade do Morro da Formiga como também no mundo do samba em geral, que pedia uma reciclagem dos julgadores e revisão nos seus métodos de julgamento.

Em 2015, a escola permaneceu com seu estilo afro e mantendo boa parte da equipe do ano anterior, sendo que a escola trouxe Quinho para se juntar com Pixulé, no comando do carro de som. No entanto, apesar de um bom desfile, terminou na 6° colocação. Para o carnaval de 2016 a escola dispensou o intérprete Pixule, que estava desde 2009 na escola, para seu lugar entrou Rogerinho, que passou por Portela e Renascer de Jacarepaguá

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