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Porto da Pedra

Porto da Pedra Escola de Samba Bandeira

 “Antonio Pitanga, um negro em movimento

Samba Enredo de 2019

Compositores: Bira,  Adelyr / Alexandre Villela / Bira / Bruno Soares / Claudinho Guimarães / Duda SG / Eric Costa / Guilherme Andrade / Márcio Rangel / Oscar Bessa / Paulo Borges / 
Intérprete: Luizinho Andanças 

Letra do Samba

Meu povo chegou de Daomé
Escravizado pela mão do invasor
Trazendo na alma axé
A fé foi alento na dor
Nasci em São Salvador da Bahia
De todos os santos, ogum é meu guia
Subo a ladeira do Pelô
A batucada começou, tem capoeira (ê, camará!)
Histórias de um griô
Memórias vindas de lá do Gantois

Ôôôô do barravento vem a força da transformação
Ôôô do meu quilombo ecoa um grito de libertação

No cinema novo fiz brotar
Resistência popular
Eu sou pitanga!
Na tela a pele negra reluz
Um gingado que seduz Eu sou pitanga!

Com raça venci preconceitos, mostrei meu talento e opinião
}Na oficina da arte segui lutando contra a opressão
Deixei o sol entrar, vivi lindas manhãs
Meus frutos vi crescer
Rio de Janeiro, de braços abertos, me acolheu
Pra você eu tiro o chapéu, Mangueira
Estação primeira do meu coração
No céu, a estrela não vai se apagar
Brilha na terra, ilumina o mar
É sentimento que não tem fim
Bendito amor que mora em mim

Sou Porto da Pedra, chegou o momento!
No berço do samba, nosso apogeu
Guerreiro e bamba, negro em movimento
Esse mundo é meu!

Desfile 2019




Enredo 2019

  • Carnavalesco: Jaime Cezário
  • Diretor de Carnaval: Amauri de Oliveira
  • Diretor de Harmonia: Amauri de Oliveira
  • Intérprete: Luizinho Andanças
  • Mestre de Bateria: Mestre Pablo
  • Rainha de Bateria: Kamila Reis
  • Mestre-Sala: Rodrigo França
  • Porta-Bandeira: Cintya Santos
  • Comissão de Frente: Márcio Moura
  • Desfile de 2019
  • Posição de desfile: 4° a desfilar na sábado  (02/03/2019)
  • entre 00:15 - 00:45

 “Antonio Pitanga, um negro em movimento!”

Sinopse - RESUMO

A maior festa da celebração popular é o nosso carnaval que ano após ano traz para as ruas e avenidas a alegria do nosso povo, que mesmo em momentos adversos busca energia para exorcizar as mazelas e celebrar a vida! Nesse cenário as Escolas de Samba sempre desempenharam um papel importante, utilizando seus desfiles para propagar ideias, resgatar histórias, levantar polêmicas e promover a cultura nacional.

A Porto da Pedra vem desde 2016, apresentando enredos que resgatam momentos e personagens da cultura nacional, histórias de fácil identificação e comunicação com o público. Nosso desejo sempre é de que pelo tempo que durar o desfile do Tigre de São Gonçalo, todos possam viver uma doce ilusão, se extasiando na emoção para guardá-las na memória, foi assim que, revivemos a alegria do Palhaço Carequinha, cantamos as hilárias Marchinhas de Carnaval e saudamos as eternas Rainhas do Rádio.

O tempo passou e temos a certeza de que o recado de felicidade foi bem dado. Nesses três anos, vimos a receptividade estampada nos olhos marejados e nos sorrisos de um público feliz. A melhor resposta de que o caminho está correto. Por isso, precisamos continuar buscando em nossa cultura fatos ou personagens que tenham representatividade popular para nossos enredos, afinal, o carnaval é do povo e para o povo!

Mergulhamos na busca dessa nova inspiração para manter acesa a chama da emoção. Foi revirando os livros da memória que encontramos um brasileiro de origem humilde, que nasceu na efervescente cidade de Salvador, na Bahia, no final da década de 30 e soube transformar a sua história. Ele buscou caminhos teoricamente mais difíceis, com grandes desafios e barreiras. Menino pobre de pele negra que encontrou nas artes cênicas sua vocação. Naquela época, atores eram marginalizados e o teatro e o cinema ainda não davam espaço para atores negros… Nesse cenário surge nosso homenageado: Antônio Luiz Sampaio, popularmente conhecido como “Antônio Pitanga”.

Antônio Pitanga é um ator intuitivo, vigoroso, desbravador social e cultural. Respeitador dos Movimentos Negros, mas que prefere se intitular como “um negro em movimento”, para ter a capacidade de pensar, avançar e recuar. Mandingueiro de essência fascina por sua vida e pela construção, através de seus personagens, do protagonismo do negro no cinema brasileiro. De operário à Cristo, Antônio, nosso cavaleiro de Ogum, abriu caminhos para o Cinema Novo. Mostrou ao longo de sua vida que o impossível não existe, basta querer e lutar de forma digna por seus objetivos. Uma vida construída pelos bons valores familiares que o alicerçou a transformar a sua realidade.

Homenagear esse singular artista, que marcou presença em terrenos tão díspares como o cinema novo, teatro de vanguarda paulista, as novelas de televisão, a militância política e as relações afro-brasileiras, é motivo de grande orgulho para a família Porto da Pedra. Vamos saudar este grande homem que está completando 80 anos, sendo sessenta deles dedicados a arte, um exemplo inspirador para um país que precisa de brasileiros que não se curvem as dificuldades e ao preconceito. Ele é a encarnação viva de um sonho feliz de país: miscigenado, livre e justo.

Antônio Pitanga, um negro em movimento!

  • 2001Campeã
  • 1999                                     Vice-Campeã
  • 1995Campeã
  • 1994                                     Vice-Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 8 de março de 1978
  • Cores: Vermelho e branco
  • Presidente: Fábio Montibelo
  • Presidente de Honra:-
  • Quadra: Rua João Silva, 84 - Porto da Pedra
  • São Gonçalo - RJ
  • EnsaiosRua João Silva, 84 - Porto da Pedra São Gonçalo - RJ
  • Barracão:-
  • Web site: http://unidosdoportodapedra.com.br/
  • Imprensa:-

A História da Porto da Pedra

Nos anos setenta, havia em São Gonçalo um clube de futebol chamado Porto da Pedra Futebol Clube, que possuía as cores vermelho e branco e reunia moradores do bairro. Entre estes integrantes, formou-se a ideia de formar um bloco de rua, bloco este que desfilou em 1975 e 1976 pelas ruas da cidade.

Em 8 de março de 1978, o bloco do Porto da Pedra foi oficialmente registrado, adquirindo personalidade jurídica própria, sendo esta a data oficial de fundação da escola, então chamada Bloco Carnavalesco Porto da Pedra, então um bloco de enredo, que tinha como presidente Haroldo Moreira, entre seus fundadores, José Carlos Rodrigues, José Paulo de Oliveira Chaffin, Jorair Ferreira, Jorge Brum e Nilton Belomino Bispo.

Três anos depois, em 1981, o Porto da Pedra alcançou a categoria de escola de samba, onde desfilando no Grupo B do Carnaval de São Gonçalo, conquistou o vice-campeonato com o enredo "Mundo Infantil". No ano seguinte, já no Grupo A, com o enredo "No Reino da Fantasia", conquistou sua primeira vitória como escola de samba. Em 1983, não houve carnaval em São Gonçalo, e no ano seguinte, a escola obteve outro vice-campeonato.

A partir daí, a agremiação resolveu abandonar as competições, e apresentou-se somente em seu bairro durante muitos anos. Só conseguiu obter uma quadra de ensaios coberta, ainda que considerada pequena, no início da década de 1990. Com a ajuda de empresários e do sambista Jorginho do Império, a escola cresceu e em 1993 recebeu um convite para se apresentar no carnaval carioca, a Porto da Pedra recebeu um convite para se apresentar no chamado "Grupo de Acesso" do Rio de Janeiro, que nessa época ainda desfilava na Avenida Rio Branco, e era na realidade a quinta divisão do Carnaval.

Nessa época, por sugestão de Jorge Luiz Guinâncio, um de seus patronos, foi adotado o tigre como símbolo oficial, e a logomarca foi criada. Também no mesmo ano se iniciou a construção de uma nova quadra, inaugurada em 1994, ano em que com o enredo "Um novo sol do amanhã", a escola sagrou-se vice-campeã da quinta divisão carioca - última, à época - conquistando a ascensão.

Para o carnaval de 1995, devido a problemas políticos internos na AESCRJ, foi criada a LIESGA, que existiu somente por um Carnaval, mas que modificou os Grupos 1, 2, 3 e 4 para Grupos de acesso A, B, C, D e E. Apesar de haver correlação entre tais grupos, a ascensão e rebaixamento acabou não tendo sido respeitada, e a Porto da Pedra, naquele ano recebeu um convite de Paulo de Almeida, então dirigente da LIESGA, para se filiar à entidade, e assim participar do desfile do então "Grupo de acesso A", o que fez com que a escola pulasse automaticamente da quinta para a segunda divisão.

Com o enredo "Campo/Cidade, em busca de felicidade", A Porto da Pedra surpreendeu, classificando-se em primeiro lugar entre 19 escolas, e classificando-se para o Grupo Especial.

A partir de então, a escola foi a grande revelação da década. Nona entre 18 escolas em 1996, em 1997, a Porto da Pedra conseguiu um honroso quinto lugar que a colocou no desfile das campeãs. Naquele ano, a Porto da Pedra chegou ao sambódromo com um elogio à loucura. Em seu desfile, contou com a participação de pacientes e funcionários do hospital psiquiátrico Pinel, uma vez que o enredo escolhido foi "No reino da folia, cada louco com a sua mania", do carnavalesco Mauro Quintaes. Aquele ano, outra escola considerada mais tradicional, o Salgueiro, também falou sobre o mesmo tema, mas obteve classificação inferior.

A Porto da Pedra conseguiu causar um bom impacto na sua abertura com uma comissão de frente vestida de Napoleão e um abre-alas que mostrou o tigre, símbolo da agremiação, em meio ao “Portal da Loucura”. As primeiras fantasias mostraram os delírios de D. Maria I, a rainha louca, que também foi motivo de inspiração para o figurino das baianas. O segundo setor do desfile foi dedicado ao Fantasma da Ópera. Havia ainda os carros de Raul Seixas e do Menino Maluquinho. O bailarino Nijinsky foi o personagem principal do carro “Prelúdio do Entardecer de um Fauno”, no qual foi montada, em estilo “art nouveau”, uma réplica do palco do Teatro Parisiense. Os loucos varridos, criados por uma campanha publicitária da Comlurb, estrelada por Sônia Braga, para manter as ruas do Rio limpas, vieram em uma das alas da escola. O último setor do desfile foi dedicado ao Bispo do Rosário, personagem central do último carro. Destaque para a bateria de Dom Quixote e a ala das crianças de Menino Maluquinho.

No ano seguinte, a Porto da Pedra trouxe mais uma vez um polêmico enredo intitulado "Samba no pé e mãos ao alto, isto é um assalto", e que acabou não sendo bem recebido, cabendo à escola a última colocação entre 14 escolas, o que causou o surpreendente rebaixamento da então novata do Grupo Especial. A ideia de Mauro Quintaes após o primeiro ano da escola no Grupo Especial era fazer uma trilogia que homenageasse grupos marginalizados da sociedade: os loucos, os ladrões e as prostitutas. Porém, com o rebaixamento, o carnavalesco acabou demitido e sua proposta foi abandonada.

A Porto da Pedra ainda voltou ao grupo principal ao ser vice-campeã do Grupo A em 1999, porém só ficou um ano. Em 2001, vence novamente o Grupo de acesso e volta ao grupo de elite do samba carioca, onde permaneceu até 2012. Com destaque para o ano de 2005, quando conseguiu um 7º lugar com a reedição do enredo da sua escola-madrinha: União da Ilha "Festa Profana".

Em 2008, a Porto da Pedra em comemoração dos 100 anos de imigração japonesa no Brasil, apresenta um desfile com o enredo: 100 anos de imigração japonesa no Brasil - Tem pagode no Maru, porém não agradou os jurados e por pouco não foi rebaixada ficando com o 11º lugar.

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