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Porto da Pedra

Porto da Pedra Escola de Samba Bandeira

 “Rainhas do Rádio – Nas ondas da emoção, o Tigre coroa as Divas da canção!”

Samba Enredo de 2018

Compositores: Bira, Oscar Bessa, Duda Sg, Márcio Rangel, Alexandre Villela, Guilherme Andrade, Adelyr, Bruno Soares e Rafael Raçudo
Intérpretes: Marquinhos Art’Samba, Duda SG, Ronaldi Yllê, Pit de Menezes e Domênico 

Letra do Samba

VEM REVIVER TEMPOS DE GLAMOUR E DE FASCINAÇÃO
NO AR, A MAGIA DE UMA ESTAÇÃO
SONHOS DA “FELIZ CIDADE”
NUM RIO DE SAUDADE MERGULHEI
E ENCONTREI LINDAS MELODIAS
ONDE A POESIA FEZ MORADA NOS BRAÇOS DA GUANABARA
UM ELDORADO DE AMOR
CORAÇÕES ARREBATOU

A ALMA DO BRASIL ECOOU, RELUZIU
AO SOM DA RÁDIO NACIONAL
PAIXÃO SEM IGUAL
QUE NOS ENCANTOU
SINTONIZOU…

AH! TÃO BELAS VOZES EM NOTAS MUSICAIS… IMORTAIS
RAINHAS QUE O POVO ESCOLHEU PRA AMAR
E A VIDA INTEIRA ADORAR
UM SÚDITO AOS TEUS PÉS EU SOU
NO MEIO DA RUA CANTANDO EU VOU
AO BAILE DA CONSAGRAÇÃO SER MAIS UM FÃ EM DEVOÇÃO
MEU PORTO DA PEDRA NUM CORTEJO DIVINAL
FAZ O SEU CARNAVAL

SÃO DEZ ESTRELAS A BRILHAR
NAS ONDAS DA EMOÇÃO
MEU TIGRE VEM COROAR
AS DIVAS DA CANÇÃO

Desfile 2018




Enredo 2018

  • Carnavalesco: Jaime Cezário
  • Diretor de Carnaval: Paulo Brandão
  • Diretor de Harmonia: Amauri de Oliveira
  • Intérprete: Luizinho Andanças
  • Mestre de Bateria: Mestre Pablo
  • Rainha de Bateria: Daniele Ferreira
  • Mestre-Sala: Rodrigo França
  • Porta-Bandeira: Cintya Santos
  • Comissão de Frente: Jardel Lemos
  • Desfile de 2018
  • Posição de desfile: 4° a desfilar na sexta-feira (9/2/2018)
  • entre 1h e 1h15

 “Rainhas do Rádio – Nas ondas da emoção, o Tigre coroa as Divas da canção!”

Sinopse - RESUMO

Tudo começou em meados da década de 1930, início da era de “ouro do rádio”, que atingiu seu auge nos anos 40 e 50: um período marcado por requinte e glamour, especialmente no Rio do Janeiro, então capital federal, chamada de Guanabara. Os belos cassinos, teatros, hotéis, bares e boates respiravam prosperidade, dando a cidade uma aura mágica, quase um mundo de faz de conta. E para coroar esse universo mítico, foi fundada a Rádio Nacional tornando tudo ainda mais especial, pois a emissora tinha a missão de integrar o país, ditando modas e costumes. Sua programação variada fascinava, e através do sucesso dos seus programas musicais, cada vez mais populares, os grandes ídolos foram criados. E assim, a Cidade Maravilhosa se tornou o coração desse novo reinado, onde a realeza da canção arrebatou o país inteiro.

Bastava ligar o rádio, num gesto simples de girar o botão e as vozes invadiam os lares brasileiros de norte ao sul do país. Ninguém ficava indiferente, todos queriam acompanhar a programação, extasiados pelos sons que saiam daquele aparelho que se tornou indispensável. Os programas musicais despertavam o maior fascínio e todos aprendiam as canções que caiam rapidamente no gosto popular. Nessa disputa entre cantores e cantoras, coube as vozes femininas, de forma única e particular, seduzirem os ouvintes… algo difícil de traduzir, mas fácil de sentir. Um fenômeno que pouco a pouco, foi tomando conta do coração de todos, num misto de paixão e adoração.

E nesse mundo de faz de conta, não existiu pseudônimo melhor e mais adequado para definir estas mulheres do que este: Rainhas. Majestosas ao interpretar canções vivas, canções de carnaval, de dor de cotovelo e faziam tudo muito bem. Mistérios que só a alma do povo saberá dizer. Soberanas, tiveram dias de intenso brilho, milhares de fãs – ou seriam súditos? – as reverenciavam em todo país. Estrelas autênticas de nossa música popular, que fizeram o brilho de uma época e que até hoje nos fazem sonhar.

Para atender o desejo popular em participar da vida de seus ídolos, foram criadas publicações especializadas em rádio, com destaque para a famosa “Revista do Rádio”. As gravadoras ganharam um grande impulso e disputavam a peso de ouro nossas cantoras. As salas de cinema superlotadas, a cada nova Chanchada da Atlântida, para ver seus ídolos cantando os novos lançamentos musicais. Mas o que fez o Brasil realmente parar foi a competição criada para eleger a Rainha do Rádio.

O primeiro concurso foi promovido em 1936 pelo jornal o Diário da Noite em parceria com o bloco carnavalesco Cordão dos Laranjas. Os primeiros concursos não tiveram grande repercussão a nível nacional, pois a eleição era feita apenas pelo voto dos artistas e profissionais do meio radiofônico.

Nesse modelo, só deu a cantora Linda Batista, eleita sucessivamente por uma década. Entretanto, quando em 1948, a Associação Brasileira do Rádio (ABR) começou a organizá-lo, passando a eleição para o voto popular, o concurso explodiu no Brasil inteiro e foram eleitas nove rainhas nesse novo formato. Após a eleição, elas se tornavam verdadeiras garotas propagandas, ajudando a promover tudo. Os concursos aconteciam na poderosa Rádio Nacional, que na época simbolizava o “Palácio Real” de onde nossas soberanas reinaram…

Quem haverá de esquecer essas Rainhas? Começando pelas irmãs Batistas, Linda e Dircinha, eternas estrelas. Carregando a famosa “Lata D’água” na cabeça lá se foi Marlene, essa mulher cheia de vida, ocupar seu lugar. O “Que será” de nossas vidas sem o seu amor, Dalva de Oliveira? Quebrando toda “Rotina” surgiu Mary Gonçalves para reinar nessa história. É, dizem que “tem francesinha no salão”! Será? Quem reinou mesmo nos salões e nos palcos foi ela, a minha, a sua, a nossa Emilinha Borba. De vermelho e negro vestindo a noite o mistério trouxe nossa Sapoti, Ângela Maria. Olhando pela “janela do mundo” nos apaixonamos por “este seu olhar” Vera Lucia. Mas o que gostamos é de você, Dóris Monteiro, que de conversa em conversa provou a todos sua nobreza. Dizem que amor é bom de dar, muitos fingiram gostar, mas só mesmo você Julie Joy, soube fechar com chave de ouro este ciclo real.

  • 2001Campeã
  • 1999                                     Vice-Campeã
  • 1995Campeã
  • 1994                                     Vice-Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 8 de março de 1978
  • Cores: Vermelho e branco
  • Presidente: Fábio Montibelo
  • Presidente de Honra:-
  • Quadra: Rua João Silva, 84 - Porto da Pedra
  • São Gonçalo - RJ
  • EnsaiosRua João Silva, 84 - Porto da Pedra São Gonçalo - RJ
  • Barracão:-
  • Web site: http://unidosdoportodapedra.com.br/
  • Imprensa:-

A História da Porto da Pedra

Nos anos setenta, havia em São Gonçalo um clube de futebol chamado Porto da Pedra Futebol Clube, que possuía as cores vermelho e branco e reunia moradores do bairro. Entre estes integrantes, formou-se a ideia de formar um bloco de rua, bloco este que desfilou em 1975 e 1976 pelas ruas da cidade.

Em 8 de março de 1978, o bloco do Porto da Pedra foi oficialmente registrado, adquirindo personalidade jurídica própria, sendo esta a data oficial de fundação da escola, então chamada Bloco Carnavalesco Porto da Pedra, então um bloco de enredo, que tinha como presidente Haroldo Moreira, entre seus fundadores, José Carlos Rodrigues, José Paulo de Oliveira Chaffin, Jorair Ferreira, Jorge Brum e Nilton Belomino Bispo.

Três anos depois, em 1981, o Porto da Pedra alcançou a categoria de escola de samba, onde desfilando no Grupo B do Carnaval de São Gonçalo, conquistou o vice-campeonato com o enredo "Mundo Infantil". No ano seguinte, já no Grupo A, com o enredo "No Reino da Fantasia", conquistou sua primeira vitória como escola de samba. Em 1983, não houve carnaval em São Gonçalo, e no ano seguinte, a escola obteve outro vice-campeonato.

A partir daí, a agremiação resolveu abandonar as competições, e apresentou-se somente em seu bairro durante muitos anos. Só conseguiu obter uma quadra de ensaios coberta, ainda que considerada pequena, no início da década de 1990. Com a ajuda de empresários e do sambista Jorginho do Império, a escola cresceu e em 1993 recebeu um convite para se apresentar no carnaval carioca, a Porto da Pedra recebeu um convite para se apresentar no chamado "Grupo de Acesso" do Rio de Janeiro, que nessa época ainda desfilava na Avenida Rio Branco, e era na realidade a quinta divisão do Carnaval.

Nessa época, por sugestão de Jorge Luiz Guinâncio, um de seus patronos, foi adotado o tigre como símbolo oficial, e a logomarca foi criada. Também no mesmo ano se iniciou a construção de uma nova quadra, inaugurada em 1994, ano em que com o enredo "Um novo sol do amanhã", a escola sagrou-se vice-campeã da quinta divisão carioca - última, à época - conquistando a ascensão.

Para o carnaval de 1995, devido a problemas políticos internos na AESCRJ, foi criada a LIESGA, que existiu somente por um Carnaval, mas que modificou os Grupos 1, 2, 3 e 4 para Grupos de acesso A, B, C, D e E. Apesar de haver correlação entre tais grupos, a ascensão e rebaixamento acabou não tendo sido respeitada, e a Porto da Pedra, naquele ano recebeu um convite de Paulo de Almeida, então dirigente da LIESGA, para se filiar à entidade, e assim participar do desfile do então "Grupo de acesso A", o que fez com que a escola pulasse automaticamente da quinta para a segunda divisão.

Com o enredo "Campo/Cidade, em busca de felicidade", A Porto da Pedra surpreendeu, classificando-se em primeiro lugar entre 19 escolas, e classificando-se para o Grupo Especial.

A partir de então, a escola foi a grande revelação da década. Nona entre 18 escolas em 1996, em 1997, a Porto da Pedra conseguiu um honroso quinto lugar que a colocou no desfile das campeãs. Naquele ano, a Porto da Pedra chegou ao sambódromo com um elogio à loucura. Em seu desfile, contou com a participação de pacientes e funcionários do hospital psiquiátrico Pinel, uma vez que o enredo escolhido foi "No reino da folia, cada louco com a sua mania", do carnavalesco Mauro Quintaes. Aquele ano, outra escola considerada mais tradicional, o Salgueiro, também falou sobre o mesmo tema, mas obteve classificação inferior.

A Porto da Pedra conseguiu causar um bom impacto na sua abertura com uma comissão de frente vestida de Napoleão e um abre-alas que mostrou o tigre, símbolo da agremiação, em meio ao “Portal da Loucura”. As primeiras fantasias mostraram os delírios de D. Maria I, a rainha louca, que também foi motivo de inspiração para o figurino das baianas. O segundo setor do desfile foi dedicado ao Fantasma da Ópera. Havia ainda os carros de Raul Seixas e do Menino Maluquinho. O bailarino Nijinsky foi o personagem principal do carro “Prelúdio do Entardecer de um Fauno”, no qual foi montada, em estilo “art nouveau”, uma réplica do palco do Teatro Parisiense. Os loucos varridos, criados por uma campanha publicitária da Comlurb, estrelada por Sônia Braga, para manter as ruas do Rio limpas, vieram em uma das alas da escola. O último setor do desfile foi dedicado ao Bispo do Rosário, personagem central do último carro. Destaque para a bateria de Dom Quixote e a ala das crianças de Menino Maluquinho.

No ano seguinte, a Porto da Pedra trouxe mais uma vez um polêmico enredo intitulado "Samba no pé e mãos ao alto, isto é um assalto", e que acabou não sendo bem recebido, cabendo à escola a última colocação entre 14 escolas, o que causou o surpreendente rebaixamento da então novata do Grupo Especial. A ideia de Mauro Quintaes após o primeiro ano da escola no Grupo Especial era fazer uma trilogia que homenageasse grupos marginalizados da sociedade: os loucos, os ladrões e as prostitutas. Porém, com o rebaixamento, o carnavalesco acabou demitido e sua proposta foi abandonada.

A Porto da Pedra ainda voltou ao grupo principal ao ser vice-campeã do Grupo A em 1999, porém só ficou um ano. Em 2001, vence novamente o Grupo de acesso e volta ao grupo de elite do samba carioca, onde permaneceu até 2012. Com destaque para o ano de 2005, quando conseguiu um 7º lugar com a reedição do enredo da sua escola-madrinha: União da Ilha "Festa Profana".

Em 2008, a Porto da Pedra em comemoração dos 100 anos de imigração japonesa no Brasil, apresenta um desfile com o enredo: 100 anos de imigração japonesa no Brasil - Tem pagode no Maru, porém não agradou os jurados e por pouco não foi rebaixada ficando com o 11º lugar.

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