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Unidos de Padre Miguel

Unidos de Padre Miguel  Samba School flag

“Qualquer semelhança não terá sido mera coincidência”

Samba Enredo de 2019

Compositores: Eli Penteado / Gulle / Igor Leal / Jefinho Rodrigues / Jonas Marques / Ruth Labre / WAGNER SANTOS
IntérpretePixulé

Letra do Samba

Zé, nada muda nessa terra Continuam as promessas
Pátria mãe da ignorância
Zé, nessa cruz que tu carregas
Pesa a fé do opressor
Fardo da intolerância
Oyá por nós Santa Senhora
Pois somos órfãos do saber
Porcina, o povo pede esmola
Enquanto surrupiam no poder
Mas ressuscita a esperança
Um novo Roque pra lutar
Perdidos a gente não sabe
Em quem acreditar

Eu vi o poder cegar a razão
Ouvi a vingança implorar o perdão
Aonde há ganância a maldade sobra
Um dia a justiça divina cobra

Mas ergue-se imponente a ambição
E a natureza implora
E nessa selva o povo perde o sono
É muita terra pra pouco dono
O tempo passa e continua o abandono
Mas há de voltar o Rei
Pra erguer mais alto
A nossa bandeira
Unidos a malandros e cabrochas
Com as feridas expostas
Vão sambar a noite inteira
Oh! Meu Brasil
Escute a voz da nossa gente bamba
Vila vintém! Aqui se aprende a amar o samba
Em "Dias" , a inspiração
Mistérios na cena fatal
Realidade ou ilusão? Carnaval!

Padre Miguel a vida imita a arte
Ganhar ou perder faz parte
O pranto de outrora regou a raiz
Teu povo espera um final feliz

Desfile 2019




Enredo 2019

  • Carnavalesco: João Vitor Araújo
  • Diretor de Carnaval: Cícero Costa e Nana Costa
  • Diretor de Harmonia: Decio Bastos
  • IntérpretePixulé
  • Mestre de Bateria: Mestre Dinho
  • Rainha de BateriaKarina Costa
  • Mestre-Sala: Vinícius Antunes
  • Porta-Bandeira: Jéssica Ferreira
  • Comissão de Frente: David Lima
  • Desfile de 2019
  • Posição de desfile: 
  • 6ª  escola a desfilar na sexta feira (01/03/2019)
  • entre 01:00h - 01:45h

“QUALQUER SEMELHANÇA NÃO TERÁ SIDO MERA COINCIDÊNCIA”

Sinopse - RESUMO

“Meus conterrâneos, minhas concidadãs!
Neste espaço sapucaisticamente concebido para laurear os grandes vultos e acontecimentos deste pujante Brasil, elevo minha voz entusiasticamente para galardoar a obra de um apoteótico romancista, novelista e teatrista. Seu nome é no plural. Sim, no plural, porque não era apenas um. Era um bocado de gente que morava dentro de uma cabeça trepidante que vivia maquinando os causos e as astúcias de gente como eu, ou você, ou você e eu, e vice-versa. Um audaz dramaturgo cognominado Dias Gomes! Um valoroso artista, que com inventividade, prodigiosidade e, por que não dizer, vanguardisticidade, fez com que as histórias do seu povo corressem léguas e léguas por esse país de auriverde pendão.

Mas botando de lado os entretantos e partindo logo pros finalmentes, eu venho até vocês para fazer baixar neste sacralíssimo terreiro as distintas personalidades que esse luzente autor trouxe para a imortalidade dos nossos palcos e para a vitaliciedade das nossas telas. Vejo esculpido e encarnado em cada um dos senhores e senhoras a marca presente em todo ombro humilde que carrega a sua cruz pelas beiras das estradas da vida. Sim! Eu vejo a imagem e semelhança do fiel pagador de promessa de quem a sanha intolerante deu cabo na porta da igreja de Santa Bárbara, no preciso momento em que o despossuído cidadão cumpria a digna missão que Iansã lhe determinou: entrar na casa do Senhor com o símbolo da sua penitência e repartir o pouco que tinha com os desamparados. Até posso ver, meus abismadíssimos senhores e minhas perplexíssimas senhoras, o corpo estendido no chão, tombado e depois triunfalmente elevado como o Salvador entre dois pedaços de madeira cruzados, ao som dos din-din-don-dons dos berimbaus dos capoeiristas e do coro das filhas e das mães de santo. E em verdade eu vos digo: Oyá por nós, minha Santa Bárbara! Esse povo não sabe o que faz…

E meus engalanados compatriotas e minhas licorosas citadinas, ainda nessa peleja dos divinísticos contra os profanísticos da fé, se Deus e o Diabo descerem à Terra, sem guarda-chuva, sem bandeira, bem ou mal, certamente haverão de acertar as contas com seus santos. (Ou com seus demônios, que seja). Foi o que aconteceu lá nas plagas de Asa Branca, o berço do herói, onde o mito Roque Santeiro ressuscitou sem ter morrido, assim como a Porcina foi viúva sem nunca ter sido. Enquanto isso, na morna e cheirosa Sucupira, a brejeira Pérola do Norte, o povo não tinha nem onde cair morto. Literalmente! Por não contar com um cemitério para enterrar seus funéreos cidadãos, teve finado que seguiu por aí balançando a própria difuntice tendo que ser enterrado em município estrangeiro. Criou-se então uma justa demanda, mas que por falta de cadáver, acabou virando um elefante funesto e branco, como muita coisa que acontece numa terra acolá que eu não vou nem me atrever a dizer o nome. Numa cova bem cavada jaz a decência da política, na qual os que deveriam zelar pelo bem do povo acabam por acender uma vela pra Cristo e outra pra Judas a fim de salvar a própria pele e guarnecer o próprio bolso. Mas nada de revolta popular! Como disse um dia alguém que perdeu a inexorável chance de ser nominalmente citado nesta parabolagem pra dormitar bovino, eu brado: “Sucupira: Ame-a ou Deixe-a!” Então, deixa tudo torto mesmo e bora tocar pra frentemente.

Pegando o rumo pra cidade grande, o que se avista, minha urbanística e modernística plateia? Não sabem não? Pois eu digo a vocês! Uma paisagem tomada de alterosas edificações feitas de cimento, aço e poderoso capital. Ali se viu mais um bate-estaca e menos um sobrado. Mais uma obra de monumental imponência e menos uma vegetação! Uma vertiginosa plantação de vidro e pedra se levantando do chão para agredir o espaço, erguendo mais alto a voz do vil metal, que dá o seu recado natural: este mundo nada mais é que um grande latifúndio. É muita terra pra pouco dono! Eis que então a batida ritmada da construção se confundiu em dado instante com o prugurundum do surdo que marca o tempo do samba. A Bandeira 2 rodou freneticamente no asfalto quente onde o corretor zoológico virou o Rei de Ramos, do Carnaval, das cabrochas, dos milhões de gigantes a construir. Assim falou Martim Cererê, o profeta do impoluto destino brasileiro que um dia haverá de prosperar baseado na sua miscigenada genealogia. Mas enquanto esse dia não chega, vamos nós vivendo o nosso realismo fantasticamente.

E no final desse sarapatel temperado de dendê, eu convido cada um de vocês a vir bulir no caldeirão do mistério… Abra o olho e venha ver as coisas do arco da velha que se sucederam em Bole-Bole, a cidade do absurdo. Um pedaço de lugar em que tudo podia acontecer, até mesmo uma alucinada contenda histórica que mobilizou toda a população local. Divididos em dois blocos, os mudancistas e os tradicionalistas, os polarizados bole-bolenses se digladiaram para decidir se o nome da cidade mudaria ou não para Saramandaia. Enfim, sendo saramandaísta ou bole-bolista, o fato é que se tratava de uma terra de gente muito peculiar. Lá havia homem que virava lobisomem, dama ardente que pegava fogo, tinha o coronel que botava formiga pelas ventas e até a redondística e circunferente dona que não parava de comer. E no meio desse bole e rebola no bole-bole-bolacho, tudo era mistério no voar do enigmático herói que nasceu com um par de asas. Um sujeito de mentalidade alada, que botou a imaginação pra correr céu, assim como o artista que criou toda essa gente de forma genial, extraordinária, e como não dizer… estupendamente engenhosa!

E terminando sem mais retardamentos nem atrasamentos, eu me despeço com uma mensagem sobre todos aqueles que desafiarem a capacidade de criação popular da nossa gente: ELES SÃO MUITOS, MAS NÃO PODEM VOAR!”

  • 2016                                    Vice-Campeã
  • 2015                                    Vice-Campeã
  • 2009Campeã
  • 2006Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 12 de novembro de 1957 
  • Cores: Vermelho Branco
  • Presidente: Lenílson Leal
  • Presidente de Honra:-
  • Quadra: R. Mesquita - Padre Miguel, Rio de Janeiro - RJ, 21721-021
  • Ensaios:-
  • Barracão: Rua Prefeito Júlio de Moraes Coutinho, 1900 - Manguinhos, Rio de Janeiro - RJ
  • Web site: www.unidosdepadremiguel.com.br
  • Imprensa: Monica Marinho

A História da Unidos de Padre Miguel

O início da escola foi esfuziante, pois logo em seu primeiro desfile na Praça Onze em 1959 sagrou-se campeã e adquiriu o direito de se apresentar entre as grandes em 1960. Entretanto, a má colocação que obteve, a fez retornar às categorias inferiores. A escola voltou a desfilar entre as grandes em 1964, 1971 e 1972. Após o incremento financeiro de Castor de Andrade à Mocidade Independente de Padre Miguel, a escola se distanciou dos principais grupos cariocas, chegando, inclusive, a não desfilar em alguns anos.

Paradoxalmente, nos anos 2000, após uma fase de estagnação da coirmã de Padre Miguel, a Unidos trilhou um caminho de sucesso. Com dois campeonatos seguidos. Em 2005 no Grupo D e em 2006 no Grupo C, saiu do último grupo do carnaval carioca até o retorno ao desfile no sambódromo em 2006, pelo Grupo B.

"2005 - Abram alas que eu quero passar. Sou carnaval carioca sou Unidos de Padre Miguel"

Com o carnavalesco André Cézari Unidos de Padre Miguel fez um desfile Maravilhoso falando sobre o Carnaval Carioca e sua História. Com um samba que é lembrado até hoje na sua quadra, "Eu sou Unidos, Amor... Vermelho e Branco, Eu sou..." a Unidos conseguiu o seu 3° campeonato. Este samba é usado como o Samba-Exaltação da escola atualmente.

"2006 - Da lágrimas do tupã, nasce o fruto divino: o guaraná"

Ganhou seu 2° Campeonato seguido, com o carnavalesco estreante Edson Pereira falando da História do Guaraná, a Unidos Impactou com seu desfile impecável.

"2007 - Unidos pelos caminhos da fé, desbravando os carnavais"

Em 2007, a Unidos de Padre Miguel voltava a Marquês de Sapucaí depois de mais de duas décadas. A escola contou o seu cinquentenário a começar pela comissão de frente de guerreiros prateados em defesa da fé. Um dos pontos altos do desfile foi o segundo carro, com televisões, mesas de bate-papo e varais de roupa, em um visual que formava um barraco, preenchido pela comunidade da Vila Vintém. As baianas da escola vieram douradas em comemoração à boda de ouro. Quadrilha de festa junina, natal, páscoa, pipas foram lembrados como rituais em alas irreverentes. O público se animou com a escola, que passou acelerada e teve de se arrastar no final para não terminar o desfile com menos de 40 minutos. A escola conseguiu a sexta colocação no grupo B.

"2008 - No reino das águas de Olucôn"

Em 2008, a mídia dava como certa a ascensão da escola para o Grupo de acesso A, porta de entrada para o Grupo Especial, mas, inexplicavelmente, a escola obteve apenas a terceira colocação, adiando assim o seu retorno ao Grupo A. A Unidos de Padre Miguel não passou de um terceiro lugar, mas o desfile foi impecável. Desde a comissão de frente até o último carro, a escola mostrou alegorias luxuosas, para contar a importância das águas, seja dos mares, dos rios ou dos oceanos, por meio da história de Olokum, Deus das Águas.

"2009 - Vinho, néctar dos deuses - A Celebração da Vida"

Em 2009, a Unidos de Padre Miguel apresentou alegorias e fantasias altamente luxuosas para contar o enredo sobre o vinho, denominado Vinho, néctar dos deuses - A celebração da vida, conquistou o Grupo Rio de Janeiro 1, empatada com a Acadêmicos do Cubango, ascendendo ao Grupo A, porta de entrada para o Grupo Especial. A escola mergulhou na Mitologia, do deus Dionísio, para mostrar que o vinho foi amadurecido em Roma, apadrinhado pela Igreja Cristã, na Idade Média, desprezado pelo Islamismo e fortalecido no Renascimento, até ser relacionado com a celebração da vida, estando presente em todas as cerimônias e festas comemorativas. A bebida embarcou em naus, na época das Grandes Navegações, chegando ao Mundo Novo. No Brasil, criou-se com os imigrantes italianos, no sul do país, sendo homenageado na Festa da Uva, realizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

2010 - "Aço- Universo Presente na Riqueza da Terra - O Futuro a Ti Pertence"

Em 2010, a escola sentiu o peso de abrir o desfile com as arquibancadas vazias. Com problemas na comissão de frente, que representava a estrela cadente, cujas fantasias atrasaram e obrigaram os componentes a se vestir na avenida, a escola contou a história do aço através de uma grande bola de fogo, que chocada com a crosta terrestre, deu origem ao minério de ferro, matéria-prima do metal. O abre-alas causou impacto pelas cores e luzes e representou a explosão de meteoritos, cuja principal escultura era a de um pássaro de fogo. A escola mostrou as grandes civilizações que usavam o ferro principalmente para fabricação de armamento, como os romanos, fenícios e celtas. O segundo carro representou a evolução do aço na era medieval. Em outra alegoria, uma grande locomotiva antecedeu os altos-fornos, que tornaram possível a construção das siderúrgicas. Um Robocop de cinco metros estava à frente da quarta alegoria, que retratou o aço presente no nosso dia a dia, nas mais diversas situações - cozinhas industriais, hospitais, laboratórios, empresas e indústrias em geral. O último carro trouxe São Jorge, que no sincretismo religioso é Ogum, o Orixá do ferro, da guerra. A bateria veio fantasiada de alquimista. Apesar de apresentar fantasias e alegorias bem acabadas, os efeitos de luz e fumaça planejados pela escola acabaram sendo prejudicados pelo sol. Na apuração, a escola terminou em 11º lugar sendo rebaixada junto com a Paraíso do Tuiuti para o Grupo de Acesso B.

2011 - "Hilária Batista de Almeida"

No ano de 2011, a escola cantou Tia Ciata. A comissão de frente representou a África. O abre-alas trouxe o Palácio Dourado de Oxum, o orixá da homenageada. O segundo carro lembrou a Bahia, terra onde viveu e cresceu Tia Ciata, destacando-se a lavagem do Bonfim, Bumba meu Boi, Festa do Divino e Folia de Reis. O Rio de Janeiro foi reverenciado no setor seguinte, que recordou blocos, ranchos, corsos e escolas de samba. Uma alegoria trouxe um fusca imitando uma antiga viatura da Polícia Militar ilustrando a perseguição sofrida pelos sambistas no começo do século XX. O enredo Hilária Batista de Almeida foi projetado pelos carnavalescos Edward Moraes e Fábio Santos, sendo que Edward saiu da escola, após não concordar com o samba vencedor. A escola conseguiu um 3° Lugar No Grupo de Acesso B.[4]

2012 - "Arte - Um Universo Fascinante"

Em 2012, apostou num enredo sobre a arte. Contratou o intérprete Igor Vianna e fez um desfile considerado Bom, ficando assim em 3° Lugar na Classificação.

2013 - "O Reencontro entre o Céu e a Terra no Reino de Alà Áfin Oyó"

No ano seguinte, com a promoção das escolas do Grupo B para a segunda divisão, a escola passou a fazer parte da Série A, apresentando o orixá Xangô como tema de seu desfile. Marquinho Art'Samba Foi contrato para a função de intérprete Oficial da Agremiação, foi a 9° escola a entrar na Avenida e conseguiu o 7° lugar.

2014 - "Decifra-me ou te devoro: Enigmas - Chaves da Vida"

Em 2014 a Unidos de Padre Miguel foi considerada uma surpresa, com seu desfile sendo considerado "impactante", e obtendo o terceiro lugar. Foi a 8° escola a entrar na avenida com um enredo sobre os Mistérios da Humanidade.

2015 - "O Cavaleiro Armorial Mandacariza o Carnaval"

Em 2015, fez uma homenagem ao escritor Ariano Suassuna e fez mais um desfile que colocou a escola com uma das favoritas ao título da Série A, porém obteve o vice-campeonato. Desfilou com 2.300 Componentes. Foi a 4° escola a entrar na avenida.

2016 - "O Quinto dos Infernos"

Em 2016, o boi vermelho perdeu seu intérprete Marquinho Art'Samba, que preferiu aceitar ser o novo intérprete da Imperatriz Leopoldinense. Para seu lugar, foi contratado o renomado Luizinho Andanças.[5][6] Com o enredo "O Quinto dos Infernos" a escola fez um desfile alegre com seus 2.500 Componentes foi a penúltima escola a entrar na avenida, tiveram alguns problemas com carros alegóricos q vieram com falhas, porém mais uma vez não deixou a desejar em seu desfile Obtendo a 2° colocação novamente.

2017 - "Ossain - O poder da cura"

Para 2017, anunciou o enredo "Ossain - O poder da cura", sobre o orixá das folhas e da cura Ossain. No desfile, a escola fazia uma bela apresentação até o momento em que a porta-bandeira da agremiação, Jéssica Ferreira, caiu durante sua apresentação frente ao módulo de jurados e teve que ser levada ao hospital - foi diagnosticado que ela teve uma entorse no joelho. Seu par, Vinícius Antunes, seguiu desfilando sozinho por alguns minutos, sendo muito aplaudido pelo público, até a chegada da segunda porta-bandeira da escola, Cássia Maria, para seguir o desfile ao lado do mestre-sala. O atendimento à Jéssica prejudicou também a evolução da escola - apesar de não ter estourado o tempo. Na apuração, com as previstas punições no quesito Mestre-Sala e Porta-Bandeira (0,9 no total), a Unidos terminou em quarto lugar.

Para 2018, a escola contratou o carnavalesco João Vitor Araújo, ex-Rocinha, que irá desenvolver o enredo "O Eldorado Submerso - Delírio Tupi-Parintintin" baseado na obra de Milton Hatoum

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