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Mocidade Independente de Padre Miguel

Mocidade Escola de Samba Bandeira

"Eu sou o Tempo. Tempo é Vida."

Samba Enredo 2019

Compositores: JEFINHO RODRIGUES, DIEGO NICOLAU, MARQUINHO ÍNDIO, JONAS MARQUES, RICHARD VALENÇA, RONI PIT’STOP, ORLANDO AMBROSIO E CABEÇA DO AJAX
Intérprete: Wander Pires

Letra do Samba: 

OLHA LÁ, MENINO TEMPO
TENHO TANTO PRA CONTAR
ERA EU, GURI PEQUENO
PÉS DESCALÇOS, MEU LUGAR
QUANDO UM “TOCO” DE VERSO (ÔÔÔ)
SEMEOU A POESIA (Ê LÁIÁ)
EU COLHI A FLOR DA IDADE
VI NA MINHA MOCIDADE
O RAIAR DE UM NOVO DIA

BAILA NO VENTO, DEIXA O TEMPO MARCAR
NAS VIRADAS DESSA VIDA
VOU SEGUIR MEU CAMINHAR
AH! QUEM ME DERA O PONTEIRO VOLTAR
E REENCONTRAR O MESTRE NA AVENIDA

DESMEDIDO CORAÇÃO
NO CONTRATEMPO DESSA ILUSÃO
ORA MACHUCA, ORA “CURA DOR”
DO MEU DESTINO, COMPOSITOR
TEMPO QUE FAZ A VIDA VIRAR SAUDADE
GUARDA MINHA IDENTIDADE
INDEPENDENTE RELICÁRIO DA MEMÓRIA
PADRE MIGUEL, O TEU GURI JÁ NÃO CAMINHA TÃO DEPRESSA
MAS NUNCA É TARDE PRA SONHAR
VAMOS LÁ, A HORA É ESSA!

SENHOR DA RAZÃO, A LUZ QUE ME GUIA
NOS TRILHOS DA VIDA ESCOLHI AMAR
ESTRELA MAIOR, PAIXÃO QUE INEBRIA
EU CONTO O TEMPO PRA TE VER PASSAR

Desfile 2019




Enredo 2019

  • Carnavalesco: Alexandre Louzada
  • Diretor de Carnaval: Marquinho Marino
  • Diretores de Harmonia: Robson Veloso e Wallace Capoeira
  • Intérprete: Wander Pires
  • Mestre de Bateria: Dudu
  • Rainha de Bateria: Camila Silva
  • Mestre-Sala: Marcinho Siqueira
  • Porta-Bandeira: Cristiane Caldas
  • Comissão de Frente: Jorge Teixeira e Saulo Finelon
  • Desfile de 2019
  • Posição de desfile: 7° escola a desfila na segunda (04/03/2019) / 03:45 - 04:18


"Eu sou o Tempo. Tempo é Vida."

Sinopse - RESUMO

Tempo, tempo, tempo, tempo…

As batidas do meu coração marcam o compasso no tambor do samba, quando ecoa o apito da partida do trem da vida, nos trilhos do tempo, caminho infinito, riscado no espaço pela cauda de luz da estrela-guia, que cria um vácuo de sonho que a ciência desafia e que invade a morada de Cronos, a antimatéria que brilha, magia, e que se comprime e se expande, se dobra, retrocede e avança, num vai e vem que se esvai e se lança numa viagem louca, do presente ao passado e, numa reviravolta, de volta para o futuro.

Tempo que aqui se define ou que nasce indefinido, num tempo quando o tempo sequer existia no mundo, fruto do Caos, num dado momento, quando o Céu se encontrou com a Terra e concebeu o titã implacável, senhor da razão e do destino, o tempo que se mede desmedindo.

Tempo que a humanidade buscou entender acompanhando a dança dos astros, bailando entre a luz e a treva, dia e noite se repetindo e se reinventado constantemente, luas e marés mutantes, pois nada é igual ao que era antes, antes de tudo mudar. Tempo de florescer, de plantar e de colher, tempo de hibernar e de buscar onde se aquecer, tempo a brotar em épocas, ritos em profusão, oferendas, estações, declarações de fé em solstícios e equinócios, sagrações da primavera em cada alvorecer.

Tempo de descobrir, marcar, calcular. Quanto tempo o tempo tem? Tempos remotos de se observar o Sol a riscar de sombra a haste sobre a terra, horas que se desenham, nas gotas da clepsidra, tempo que orna e transborda. Tempo que ocioso passeia, de cima para baixo, e que se revira nas ampulhetas – o tempo que desliza nas areias, vira-virando o mistério.

Tempos idos medidos em calendários antigos, civilizações e impérios – apogeu e queda. Tempo que do universo é o regente e que em ciclos se divide no lado de cá do ocidente, envolto em enigmas entre o povo Maia, tempo que se faz serpente. Tempo viril, “yang”, que fecunda as terras do oriente, regando de chuva o seu chão. Tempo que se faz festejado, tão aguardado, tempo mítico dragão.

Tempo que gira perverso: eis que é tempo de inventar o tempo e de se aprisionar dentro dele. Engrenagens em movimento, tic-tac, relógios, máquinas do tempo pra lá e pra cá em um pêndulo. Som das horas a despertar, o galo que já cantou. Tempo que urge, a pressa, é cedo, é tarde, é hora de trabalhar, tempo que corre, dispara, tempo que é dinheiro, aposta, notícia, tempo de vida, o tempo que de fato não para.

Tempo que jaz no tempo, repousado nas camadas de tempos passados. O tempo redescoberto, preservado em museus e livros, frases então reveladas, arquivo do tempo. Tempo que brilha em mentes a frente do próprio tempo e, tal qual uma equação, viaja anos-luz na imensidão. Ciência equilibrada em teorias que em dobras do tempo, faz o longe quase perto e se teletransporta. Ou não? Tempo virtual, memória atemporal que a tecnologia armazena no ar, nas nuvens. O que antes era ficção científica, hoje é realidade. Tempo que se congela estéril na ilha glacial, Aíon, guardião da eternidade, faz da grande geladeira a nossa herança, a esperança de preservação.

Tempo, indomável tempo, de Kairós, o fragmento, único como o sopro divino, tempo de Deus que não é medido, tempo para ser vivido, sem pressa, sem medo, vida que segue, tempo indesvendável, tempo que é segredo e árvore sagrada.

O toque da inspiração vem num estalo de tempo: a arte se faz imortal e se eterniza na memória, de geração a geração, de voltas e reviravoltas, na tela do carnaval ou em uma explosão de cor no meio desse povo, assim como a nossa escola, que atravessou os trilhos do tempo e se imortalizou na história. Tempos de glórias, descritos por seus poetas nos seus lindos sambas, das paradinhas inesquecíveis, dos seus gênios artistas que lançaram tantas cores nos seus tantos carnavais. Ela, a eterna juventude, Mocidade Independente, que carrega a estrela, que é o cosmo, como emblema, o verde da brotação que se renova e o branco da paz de espírito. É possível parar o tempo na síncope do batuqueiro. Hoje o trem que transporta o futuro, que recuperou o tempo perdido, na vanguarda, redemoinho, acelera e retorna orgulhoso, na certeza de novas conquistas – e conduz a sua gente à mais infinita alegria!

Vira-tempo no templo do samba, eis que chega o nosso momento. Uma voz ecoa na noite: “Vamos lá! A hora é essa!” Coloque a fantasia, ouça o som da bateria.

É tempo de desfilar!

Alexandre Louzada


  • 2017Campeã
  • 1996Campeã
  • 1992Campeã
  • 1990Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 10/11/1955
  • Cores: Verde e Branco
  • Presidente: Wandyr Trindade
  • Presidente de Honra: Rogério Andrade
  • Quadra: Av. Brasil, 31.146 – Realengo – Rio de Janeiro, RJ – CEP 21725-001
  • Ensaios:-
  • Barracão:Cidade do Samba (Barracão nº 10) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa - CEP: 20.220-290
  • Web site: www.mocidadeindependente.com.br
  • Imprensa: Rodrigo Coutinho

A História da Mocidade

Em 1956, apresentou o enredo "Castro Alves", novamente num desfile local. Em 1957, na praça onze, participou pela primeira vez do desfile oficial no Rio de Janeiro, com o enredo "O Baile das Rosas" conquistando o 5° lugar no grupo de acesso. Em 1958 foi campeã do grupo de acesso com o enredo "Apoteose ao Samba", mas o que realmente marcou esse carnaval foi que nele foi realizado, pela primeira vez sob o comando de Mestre André, a célebre "paradinha da bateria" em frente à comissão julgadora. O povo então foi ao delírio, mais tarde, a acompanhar a tal "bossa" com o grito de "Olé". Durante este período, a Mocidade era conhecida como "uma bateria que carregava a escola nas costas", pois a bateria era mais conhecida do que a própria escola, só alguns anos depois teve condições de competir com as grandes da época (Portela, Mangueira, Salgueiro, e Império Serrano). A partir da "paradinha" feita por Mestre André, a "paradinha" foi aderida anos depois pelas outras escolas de samba, e hoje em dia todas as baterias das escolas de samba do Rio de Janeiro e do Brasil a fazem.

No ano de 1974, com o carnavalesco Arlindo Rodrigues, apresentou o enredo "A festa do Divino", tirando um 5° lugar. Mas neste ano ela poderia ter ganhado o campeonato, se não tirasse uma nota 4 em fantasia - o que foi considerado um escândalo, na época, visto que Arlindo era conhecido e consagrado pelo bom gosto e requinte nas fantasias. A campeã Salgueiro teve apenas 4 pontos a mais que a Mocidade, ou seja, um simples 8 em fantasias daria o título à Padre Miguel, visto que no quesito de desempate, bateria, o Salgueiro tinha 9 e a Mocidade 10.

Desde então, a escola deixava de ser conhecida apenas por sua bateria, para impor-se como grande escola de samba. Em 1975, a Mocidade vence pela primeira vez as "quatro grandes", num desfile realizado em outubro durante o congresso da ASTA - American Society of Travel Agents, no Rio de Janeiro, em que as escolas do grupo principal realizaram um desfile competitivo, a Mocidade foi campeã.

Em 1976, por ironia, a Mocidade empatou em segundo lugar, com a Mangueira, e perdeu o desempate por ter um ponto a menos na nota da tão famosa bateria nota 10. Em 1979, ainda com Arlindo Rodrigues, a Mocidade conquista o seu primeiro campeonato com "O Descobrimento do Brasil". No ano seguinte, assumiu o carnaval Fernando Pinto, produzindo desfiles considerados pela crítica como excepcionais, projetando-se assim como um dos mais criativos e inventivos carnavalescos já conhecidos.

No primeiro ano de Fernando Pinto na Mocidade, em 1980, a escola conquistou um segundo lugar com o enredo "Tropicália Maravilha". Em 1983, a Mocidade recebe o Estandarte de Ouro de melhor comunicação com o público com o enredo "Como era verde o meu Xingu". Fernando permaneceu na escola até 1987, ano de sua morte, e fez grandes carnavais na Mocidade na década de 1980: além de "Tupinicópolis", deu à escola o título de 1985, com "Ziriguidum 2001". Nesse carnaval, a Mocidade entraria na Avenida com um enredo futurista, projetando o carnaval do próximo século.

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