• Contato
  • | Tel: +55 (21) 3500-0133
  • Moeda:

Home | Escola de Samba - Imperatriz

Imperatriz Leopoldinense

Imperatriz Escola de Samba Bandeira

"Uma Noite Real no Museu Nacional"

Samba Enredo de 2018

Compositores: Jorge Arthur, Maninho do Ponto, Julio Alves, Márcio Pessi e Piu das Casinhas
Intérprete:Arthur Franco

Letra do Samba 

ONDE A MUSA INSPIRA A POESIA 
A CULTURA IRRADIA O CANTAR DA IMPERATRIZ 
É UM PALÁCIO, EMOLDURA A BELEZA 
ABRIGOU A REALEZA, PATRIMÔNIO É RAÍZ 
QUE GERMINOU E FLORESCEU LÁ NA COLINA 
A OBRA-PRIMA VIU O MEU BRASIL NASCER 
NO ANOITECER DIZEM QUE TUDO GANHA VIDA 
PAISAGEM COLORIDA, DESLUMBRANTE DE VIVIER 
BAILAM METEOROS E PLANETAS 
DINOSSAUROS, BORBOLETAS 
BRILHAM OS CRISTAIS 
O CANTO DA CIGARRA EM SINTONIA 
RELEMBROU AQUELES DIAS QUE NÃO VOLTARÃO JAMAIS

VOA TIÊ, TUCANO E ARARA 
QUERO-QUERO VER ONÇA PINTADA 
OS TAMBORES RESSOARAM, ERA UM RITUAL DE FÉ 
PARA O REI DE DAOMÉ, PARA O REI DE DAOMÉ

A BRISA ME LEVOU PARA O EGITO 
ONDE UM SOLFEJO LINDO DA CANTORA DE AMON 
ECOA SOB A LUA E O SERENO 
PERFUMANDO A DEUSA VÊNUS SEM JAMAIS SAIR DO TOM 
MARAJÓ, CARAJÁ, BORORÓ 
EM CADA CANTO UM HERDEIRO DE LUZIA 
FLAUTAS DE CHIMUS E INCAS 
SOPRAM PELAS GRIMPAS LINDA MELODIA 
À LUZ DOURADA DO AMANHECER 
AS PRINCESAS DEIXAM O JARDIM 
OS PORTÕES SE ABREM PRO LAZER 
PIPAS GANHAM ARES 
ENCONSTROS POPULARES DECRETAM QUE A QUINTA É PRA VOCÊ

GIRA, COROA DA MAJESTADE 
SAMBA DE VERDADE, IDENTIDADE CULTURAL
IMPERATRIZ É O RELICÁRIO 
NO BICENTENÁRIO DO MUSEU NACIONAL

Desfile 2018




Enredo 2018

  • Carnavalesco: Cahê Rodrigues
  • Diretor de Carnaval: Wagner Tavares Araújo 
  • Diretor de Harmonia: Júnior Escafura
  • Intérprete: Arthur Franco
  • Mestre de Bateria: Lolo
  • Rainha de Bateria: Flávia Lyra
  • Mestre-Sala: Thiaguinho Mendonça
  • Porta-Bandeira: Rafaela Teodoro
  • Comissão de Frente: Claudia Mota
  • Desfile de 2018
  • Posição de desfile: ?5.º de segunda-feira


"Uma Noite Real no Museu Nacional"

Sinopse - RESUMO

Introdução – O redescobrimento do Brasil

O Brasil foi descoberto em 1500, mas, de verdade, só foi inventado como país em 1808, com a chegada da família real ao Rio de Janeiro. Até então, o Brasil ainda não existia.

Laurentino Gomes

Ao desembarcar no Largo do Paço da cidade do Rio de Janeiro, em março de 1808, após uma longa viagem cruzando o Oceano Atlântico, a família real portuguesa trouxe, em sua bagagem, um propósito que transformaria definitivamente a então colônia brasileira, descoberta três séculos antes, que até aquele momento ainda não se reconhecia como Nação. O Brasil tinha uma população que beirava os três milhões de habitantes, mais da metade eram negros e índios, mal distribuídos em regiões praticamente isoladas umas das outras, com idiomas e costumes próprios. Excetuando o fato de todos estarem sob o poder de uma única coroa, não existia um sentimento de unidade, cidadania e identidade.

Dom João VI, através de seu empreendedorismo na criação de importantes instituições como o Arquivo Real, a Real Biblioteca, o Erário Régio e Jardim Botânico, começou a orquestrar um projeto civilizatório de país, introduzindo novos hábitos culturais e, com isso, modificando radicalmente o perfil colonial brasileiro. O país saía do ostracismo intelectual que lhe fora atribuído quando servia apenas como uma zona de exploração e extração de riquezas, para consolidar o poder monárquico no Novo Mundo. Nesse projeto civilizatório, uma peça importante seria um museu que pudesse, com seu acervo científico e antropológico, mostrar ao mundo a potência de um império sediado na América. Para muitos, o precursor desse museu foi a Casa de História Natural, popularmente apelidada de Casa dos Pássaros, criada na cidade do Rio de Janeiro por determinação da Rainha D. Maria I, duas décadas antes da chegada da família real ao Brasil.

Tendo como finalidade “propagar os conhecimentos e estudos das ciências naturais no Reino do Brasil”, o Rei João VI cria, por decreto, no longínquo sábado, seis de junho de mil oitocentos e dezoito, o Museu Real, com o apoio decisivo da Arquiduquesa da Áustria, Carolina Josefa Leopoldina, esposa de D. Pedro e futura Imperatriz. O Museu Real tornou-se Imperial e hoje é o nosso Museu Nacional que, no apogeu dos seus duzentos anos, continua sendo um alicerce de arte, ciência e cultura universais, motivo de orgulho para todos os brasileiros.

Enredo

Pense em um palácio luxuoso e encantado construído no alto de uma colina, tendo como moldura um suntuoso jardim repleto de flores e pássaros descortinando uma paisagem deslumbrante. Dentro deste palácio ainda habitam o Rei, a Rainha, os príncipes e princesas que um dia foram os seus mais nobres moradores e hoje serão os cicerones imaginários de nossa visita ao grande museu que ali se instalou: o atual Museu Nacional. Naqueles salões cheios de lembranças, milhões de anos de história nos foram deixados como herança, permitindo que, ao conhecer o passado, possamos compreender o presente e idealizar o nosso futuro.

Dom João, o Rei, decretou a criação do Museu Real que nasceu sob a solidez e o brilho reluzente dos cristais, sua primeira coleção, e cresceu de maneira imponente através da astúcia, diplomacia e idealismo dos nossos Imperadores.

Podemos dizer que Pedro, o Primeiro, consolidou um Brasil com sentimento de nação unida e independente que já possuía maturidade para caminhar sozinha e se mostrar grandiosa diante do mundo. Em sintonia com o pensamento romântico de seu tempo, o outro Pedro, o Segundo, utilizou o museu como repositório das expedições que organizaria, visando escrever a história da nova nação, e como peça importante no processo de modernização do país, elevando o acervo a símbolo da ciência universal.

É importante ressaltar que ambos tiveram a ajuda significativa de suas consortes. Leopoldina, responsável por trazer da Europa, em sua comitiva nupcial, cientistas, artistas, naturalistas, botânicos e mineralogistas que constituíam a missão austríaca, e Teresa Cristina, a Imperatriz arqueóloga. No delírio carnavalesco que tudo consente, a escola de samba Imperatriz Leopoldinense a todos convida para uma jornada a um dos maiores museus do mundo. O Museu Nacional se enche de vida e abre suas portas para embarcarmos nessa viagem fantástica. Cai a noite. Rompendo a fronteira do tempo e do espaço, meteoros cruzam o céu e nos ajudam a desvendar a origem da vida. A sutileza das plantas e dos corais contrasta com a força e a brutalidade dos gigantes que, um dia, dominaram o mundo. Representantes ilustres da megafauna brasileira, surgem, repentinamente, em nossa frente nos lembrando de que houve uma era em que o tamanho fazia toda a diferença.

A noite avança. Majestosas em suas cores e formas, as borboletas enfeitam nossa caminhada. Besouros, mariposas, cigarras e tantos outros insetos promovem uma orquestra sinfônica de zumbidos variados nos salões onde, antes, se ouvia o som dos violinos. O grande palácio possui estilo neoclássico, com referências ao barroco e ao rococó, que se funde com o matiz selvagem da onça pintada e com as penugens dos tucanos e araras, expressando o tropicalismo original deste território que é proprietário de um dos mais belos santuários da fauna mundial, em suas terras, céus e mares. A luz da lua atravessa as vidraças, em nosso caminho vemos um trono, presente do rei Adandozan do Daomé, marcando nossa entrada no continente africano com seus marfins, lanças, tambores e agogôs.

Chegamos ao Egito! Amuletos, múmias e sarcófagos nos revelam os segredos e mistérios das antigas civilizações, conduzindo-nos aos afrescos de Pompéia e ao torso nu da Deusa Vênus, legado do Império Greco-Romano. A madrugada ainda esconde a aurora do Novo Mundo. Antes do Cristóvão, o Colombo, descobrir a América e de outro Pedro, o Cabral, chegar ao Brasil, este torrão já tinha dono. Tribos indígenas de todos os cantos se fazem presente. Tem cerâmica Karajá, Marajó e Bororó. Cestaria Nambikwára, Máscara Tikuna e escudo trançado dos Tukano. Tem índio da mata e também do sertão. Índio que caça, que pesca e que dança. Tem índio até que come gente, quem diria? De Lagoa Santa nas Minas Gerais surge Luzia, a mais antiga das brasileiras, revolucionando todas as teorias sobre a ocupação do continente americano. Das terras andinas chegam os Incas adornados com penas de araras. Da Amazônia Equatoriana surge o povo Jivaro, que se mistura aos Chancay, Chimu, Moche e Lambayeques, entoando cânticos sagrados com suas trombetas e flautas. A noite termina num espetáculo emocionante. Os primeiros raios de sol iluminam o Jardim das Princesas, um monumento romântico decorado com guirlandas, conchinhas marinhas e mosaicos de porcelana inglesa, criado pelas mãos das nobres descendentes da Imperatriz Leopoldina. E é sob a luz dourada do amanhecer que os herdeiros da Imperatriz Leopoldinense vêm abraçar essa verdadeira joia paisagística e abrir caminhos para o colorido das pipas que enfeitam o dia ensolarado, para a originalidade dos vendedores ambulantes e para a alegria do povo que se reúne em torno de toalhas estendidas nos gramados. O palácio é do povo! A Quinta do Imperador é de todos nós! O repositório do saber e da preservação se une à celebração popular da vida num encontro “antropológico” verdadeiro e essencial para nossa identidade cultural como povo e como Nação.

Reinando soberana no alto do Palácio Real, a coroa reluzente da Imperatriz festeja o bicentenário do Museu Nacional, berço que embala heroicamente a história das artes, da cultura e das ciências no Brasil!

  • 2001Campeã
  • 2000Campeã
  • 1999Campeã
  • 1995Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 06/03/1959
  • Cores: Verde, Branco e Ouro
  • Presidente: Luiz Pacheco Drumond
  • Presidente de Honra: Luiz Pacheco Drumond
  • Quadra: Rua Prof. Lacê, 235 - Ramos - Rio de Janeiro - RJ - CEP. 21060-120
  • Ensaios: ?????????
  • Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 14) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa - CEP: 20.220-290
  • Web site: www.imperatrizleopoldinense.com.br
  • Imprensa: ?????????

A História da Imperatriz

O farmacêutico Amaury Jório foi o mentor da Imperatriz Leopoldinense. Após a extinção do Recreio de Ramos, do qual fazia parte, Jório teve a ideia de fundar uma escola de samba. Mas para que a nova agremiação tivesse força e não sucumbisse como o extinto Recreio, seria preciso agregar a nata dos sambistas da Zona da Leopoldina. Conhecido por sua habilidade política, Amaury convocou sambistas e foliões de outros blocos e agremiações da região, além de amigos seus, para uma reunião em sua casa, na rua Dr. Euclides Faria, número 22, em Ramos. A Imperatriz Leopoldinense foi fundada numa sexta-feira, dia 6 de março de 1959, por Amaury Jório, Oswaldo Gomes Pereira, Arlindo de Oliveira Lima, Elísio Pereira de Mello, Agenor Gomes Pereira, Vicente Venâncio da Conceição, José da Silva (Zé Gato), Jorge Costa (Tinduca), Francisco José Fernandes (Canivete), Manoel Vieira (Sagui), Aloísio Soares Braga (Índio), Jorge Salaman, Manoel Hermógenes dos Santos, Arlindo de Oliveira Lima, Nair dos Santos Vaz, Nair da Silva, Claudionor Belizário, Zé Katimba, entre outros sambistas e foliões da região, e remanescentes do Recreio de Ramos. Diferente da maioria das outras escolas, que têm suas origens em comunidades carentes, a Imperatriz surgiu em um local bem estruturado do subúrbio carioca. Fato que gerou um contingente de componentes de níveis sociais mesclados. Participaram de sua fundação tanto pessoas simples, quanto grupos de acadêmicos de alta escolaridade.

Durante a reunião de fundação foi criada uma junta governativa que ficaria incumbida de legalizar a escola, criar seu regimento interno e convocar outros sambistas da região para participar dos segmentos da recém-criada agremiação (bateria, ala de passistas, ala de baianas, ala de compositores, etc). Na mesma reunião, foram escolhidos o nome e os símbolos da nova escola. Osvaldo Gomes Pereira foi eleito o primeiro presidente da Imperatriz, até que fosse convocada uma nova eleição. Amaury Jorio foi escolhido o secretário e Arlindo de Oliveira Lima, o tesoureiro. No mesmo ano de fundação, a agremiação conseguiu o alvará de localização, fixando sua sede na casa de Amaury Jório, sendo a pioneira em tal feito.

;