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União do Parque Curicica

União do Parque Curicica Samba School flag

O REINO ESTÁ NU!

Samba Enredo de 2018

Compositores: CLAUDIO RUSSO, ANDRÉ DINIZ E RONALDO YLLÊ

Intérprete: Ronaldo Yllê

Letra do Samba

GIRA A COROA AGUERRIDA
DESFILA A NOBREZA DECADENTE
DOS USURPADORES DA PUREZA
ROEDORES DOS VALORES DESSA GENTE
MURCHAM AS FLORES NO RAMALHETE
O TAPETE ESCONDE A SUJEIRA
BRILHA A ARROGÂNCIA SOBERANA
E A SOBERBA QUE EMANA 
NÃO ACABA QUARTA-FEIRA

O POVO SONHA
EM VESTIR A SUA FANTASIA
É ARTE QUE HABITA O PORÃO
O BOBO DA CORTE
QUE INVENTA A GRAÇA
COMPARSA DA ILUSÃO

A FORÇA DA PLEBE NÃO FALHA
VENCE A BATALHA PRA RAINHA MÁ
FOGOS, BANQUETES, BAILARINOS
NA MESA, DESTINOS
CABEÇAS VÃO ROLAR
SEGUE O BAILE
A INOCÊNCIA SE VAI
A MÁSCARA CAI
MAS NÃO SE EXPLICA
QUERO OUTRA VEZ A PAIXÃO
SOU UNIÃO DO PARQUE CURICICA

REINA A VAIDADE
REINO DA FOLIA
ENTREGA AO POVO
OU ACABA A MONARQUIA
O DONO ETERNO DA FESTA SOU EU
AUDACIOSA ALMA DE PLEBEU

Desfile 2018




Enredo 2018

  • Carnavalesco: Marcus Ferreira
  • Diretor de Carnaval: Ubirajara Claudino
  • Diretor de Harmonia: João de Jesus
  • Intérprete: Ronaldo Yllê
  • Mestre de Bateria: Yan Hurley
  • Rainha de Bateria: Shayene Cesário
  • Mestre-Sala: Marcinho Souza
  • Porta-Bandeira: Letícia Malaquias
  • Comissão de Frente: Jardel Augusto Lemos
  • Desfile de 2018
  • Posição de desfile: -

O REINO ESTÁ NU!

Sinopse - RESUMO

"Não é ouro nem nunca foi,
A coroa que o Rei usou,
É de lata barata, E olhe lá. Borocochô! ."

(Marchinha - A Coroa do Rei - Haroldo Lobo, David Nasser, Odeon)

1 - O Reino está nu!

Ao alto, a visão do poder perpetuado nas flâmulas: a Coroa, símbolo do respeito maior. Dentro, um Castelo infestado por roedores e usurpadores peçonhentos. Tetos desenhados por teias, castiçais sustentam velas gastas. A visão do abandono e da sujeira escondida por debaixo do tapete. Descaso real de uma irreal Monarquia em crise. Nos corredores, a zombaria da Rainha Má e de seus Vice-Reis falidos ecoa. Repletos da soberba vivida de glórias passadas, por um Reino para o qual nada fazem.

2 - Os verdadeiros Plebeus.

Nos porões a arte para um grande carnaval. O ferro velho enverga no sentido alegórico. A madeira em desuso molda o cenário. Esculturas esquecidas ganham nova vida, enfeitando salões. De pequenos pedaços de trapos, faço as vestes. Belas fantasias alfinetadas em ateliês repletos de empenho e suor, onde artistas, moradores das coxias, pintam e bordam. Pedras gastas ganham o brilho necessário na finalização de adereços. Capas de veludo, esquecidas, viram tapetes para o desfile dos Monarcas "falsos-bacanas".

Somos prisioneiros da ansiedade e do tempo. Fiz-me pedinte de porta em porta, de Reino em Reino: de tesouras e colas. Dos meus dízimos, por vezes, custeei tantos relicários. Nas goteiras, amparei água de beber para muitos artesãos. Zelei pela fome de muitos, em inúmeras noites de longas angústias. Bati o pó dos candelabros. Guardei a sujeira nas estranhezas. Preparei os salões para receber o ilustre baile de máscaras.

3 - As aparências enganam.

Após oito derrotas em árduas batalhas, o Reino, enfim, comemora a sua vitória "na guerra". Fogos de artifício riscam os céus. Candelabros são acesos, cavaleiros empunham cornetas. O castelo se enche de vida. Músicos (audaciosos) soam os primeiros acordes; dançarinos (ou passistas) ensaiam passos de minueto; o banquete é servido. "Quem paga, senta-se a mesa!" - Ordena a Rainha. Nos salões o desfruto da falsa-fidalguia. Nos bastidores, o corre-corre dos Plebeus. Exaustos, os verdadeiros reis e rainhas do maior espetáculo. Baile entregue. Barriga cheia, "pé no mundo".

"Cortem as cabeças!" - Ordena a Rainha.

4 - E segue o baile.

Minha alegria não emana com a mesma graça de sempre. A maquiagem escorrida revela o cansaço. Sujos, os sapatos cheios de graxa. O lamê não brilha como em tempos de outrora. As gravatas de bico não dispõem da mesma armação. Guizos enferrujam. Luvas gastas cobrem mãos calejadas de trabalho. O sorriso se esconde. A máscara se perde. Meus dízimos não foram pagos.
Deposto: O Bobo da Corte.

Para todos artistas, viventes d

  • 2011Campeã
  • 2009                                     Vice-Campeã
  • 2005Campeã
  • 2002                                     Vice-Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 1 de março de 1993
  • Cores: Vermelho azul e branco
  • Presidente: Lorraine Rosa
  • Presidente de Honra: João de Jesus
  • Quadra:  R. Arauá, 385 - Curicica, Rio de Janeiro - RJ
  • Ensaios:-
  • Barracão:-
  • Web site: www.curicica.com.br
  • Imprensa:-

A História da União do Parque Curicica

O Grêmio Recreativo Escola de Samba União do Parque Curicica foi fundado em 01 de março de 1993. Surgiu da fusão dos Blocos “Universal” e “Quem tem boca fala o que quer”. Na época ambos não tinham registro oficial. O que tinham em comum, além da vontade de crescer, era a cor branca. O “Universal”, azul e branca e, o “Quem tem boca fala o que quer”, vermelha e branca. O dia, 01 de março, o ano, 1993. Reuniram-se, na Rua Paraíso do Norte Nº 14, sede do Universal Jacarepaguá Futebol Clube, vários representantes das duas agremiações e mais alguns amigos do “Conversando entre Homens e Mulheres”. O encontro começou às 19:00 e só terminou à 01:00h. Daí saíram as novas cores (vermelha, azul e branca) e, sob a presidência do Sr. João de Jesus, foram iniciados os trabalhos para o 1º desfile, com um nome registrado: Grêmio Recreativo Escola de Samba União do Parque Curicica

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