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Imperatriz Leopoldinense

Imperatriz Escola de Samba Bandeira

“Me dá um dinheiro ai”"

 2019 Themed Samba

AuthorsMário Monteiro e Kaká Monteiro
SingerArthur Franco

Samba Lyricsa 

A TENTAÇÃO SEDUZIU A POESIA
DA VOLTA TODO DIA É A OFERTA E A DEMANDA
PECADO CAPITAL DA HUMANIDADE
SENHOR DA DESIGUALDADE
SEMPRE DIZ QUEM É QUE MANDA
O ARQUEIRO ERGUEU, AQUELA GENTE OPRIMIDA E SEM PAZ
PERDEU MEU BEM, POBRE FORTUNA, NOBRES IDEAIS
MIDAS COM O SEU DEDO DE OURO
CONDENOU A PRÓPRIA FILHA A VIVER NUMA PRISÃO
PRATA, PIXULÉ, PAPEL MOEDA E O HOMEM ESCORREGA
METE O PÉ NA AMBIÇÃO
TROCA-TROCA Ê NA BEIRA DA PRAIA
TROCA-TROCA Ê NA BEIRA DA PRAIA
UM ESPELHO POR COCAR, O NEGOCIO É UM PECADO
OURO NO MERCADO NEGRO, NEGRO É OURO NO MERCADO
 TEMPOS MODERNOS, ONDE VIDAS VALEM MENOS

BOAS AÇÕES NÃO REPRESENTAM DIVIDENDOS
A RODA GIRA PRO MAIS FORTE, POUCOS TEM A SORTEDE VIRAR O JOGO QUE O DESTINO FEZ
TEM PATO MERGULHADO NO DINHEIRO

E O POVO BRASILEIRO NADA POR MIGALHAS OUTRA VEZ
SE É PRA POUPAR

O PORQUINHO PODE ATÉ SER VIRTUAL
HAISHTAG NO INFINITO, COM CASCALHO, EU TO BONITO
NO ESPAÇO SIDERAL
IMPERATRIZ, SENTIMENTO NÃO TEM PREÇO, TEM VALOR
EU NÃO VENDO E NÃO EMPRESTO, O MEU ETERNO AMOR

ME DÁ, ME DÁ, ME DÁ ME DÁ UM DINHEIRO AÍ
GOSTEI DA COMISSÃO, ME DÁ MEU FAZ-ME RIR
PRA INVESTIR NO SONHO E VESTIR A FANTASIA
QUERO RENDA NA BAIANA, NOTA 10 NA BATERIA


2018 Parade




2019 Themed Samba

  • Carnival Commission: Mário Monteiro e Kaká Monteiro 
  • Carnival DirectorWagner Araújo 
  • Harmony Director: Júnior Escafura
  • Singer: Arthur Franco
  • Drums Director: Lolo
  • Drummers' Queen: Flávia Lyra
  • Escort: Thiaguinho Mendonça
  • Flag-Bearer: Rafaela Teodoro
  • Vanguard Commission: Claudia Mota
  • 2019 Parade
  • Parading Position:  6º de Domingo
    03/03/2019 / 02:40 - 03:15

"Me dá um dinheiro ai”

Abstract

Wagner Araújo nosso Enredo vai falar sobre o dinheiro e sua relação com o ser humano desde a sua invenção até a época atual. Ele é, sem dúvida alguma, um dos instrumentos de maior importância na vida econômica das nações e das pessoas. Para se certificar disso, bastará imaginar o que seria a vida sem dinheiro. Como poderíamos comprar e vender, receber e pagar, abastecermo-nos e economizar para o futuro, etc., se ele não existisse?

Nosso desfile começa contando duas lendas clássicas que lançam uma luz sobre a justiça e a ganância humana pelo dinheiro.

A primeira fala de Robin Hood, herói mítico inglês (séc. XII), que roubava da nobreza, que vivia da exploração do povo através de impostos e taxas extorsivas e distribuía para os pobres.

A segunda lenda conta a história do Rei Midas, que recebeu dos deuses a capacidade de transformar em ouro tudo que tocasse. A dádiva virou maldição. Até mesmo sua filha predileta foi transformada por ele em ouro.

Em seguida vamos viajar até o século VII a.C., no Reino da Lidia (Turquia atual), onde foram criadas as primeiras moedas. Depois da moeda veio o papel. Os chineses foram os primeiros a perceber a vantagem de lidar com o dinheiro na forma de documentos de papel no século X.

Em se tratando de Brasil, começamos narrando a primeira relação de troca entre os índios e descobridores em 1500: o escambo.

Somente quase dois séculos depois foi criada a Casa da Moeda da Bahia, marco da produção das primeiras moedas brasileiras, grandemente utilizadas na compra de escravos. Um capítulo hediondo de nossa história que durou quase 3 séculos.

Com a República e o progresso vieram inúmeros meios de guardar e investir dinheiro: depósitos bancários, aplicações financeiras e assim por diante. Também veio a divisão da sociedade em classes, denunciando uma enorme desigualdade de renda: poucos com muito e muitos com tão pouco.

A chance de ascender a uma classe superior, com raríssimas exceções, é muito limitada. Como por exemplo, de forma ilícita ou por um golpe de sorte, através de um prêmio acumulado na Loteria - a roda da fortuna.

Também abordamos o lado popular e bem-humorado do dinheiro com o personagem do Tio Patinhas e o cofre do porquinho.

Encerramos o desfile falando de um futuro já presente através das moedas criptográficas - um sistema de recurso digital projetado para funcionar como um meio de troca. A partir de 2010, algumas empresas em escala global começaram a aceitar Bitcoins.

E o carnaval do futuro? Desfiles intergalácticos?

A Imperatriz flutuando no espaço sideral?

Aguardemos.


  • 2001Champion
  • 2000Champion
  • 1999Champion
  • 1995Champion

Data

  • Foundation: 06/03/1959
  • Colors: Verde, Branco e Ouro
  • President: Luiz Pacheco Drumond
  • Honorary: Luiz Pacheco Drumond
  • Samba Hall: Rua Prof. Lacê, 235 - Ramos - Rio de Janeiro - RJ - CEP. 21060-120
  • Rehearsals:-
  • Barracks: Cidade do Samba (Barracão nº 14) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa - CEP: 20.220-290
  • Website: www.imperatrizleopoldinense.com.br
  • Press:-

 Imperatriz's history

O farmacêutico Amaury Jório foi o mentor da Imperatriz Leopoldinense. Após a extinção do Recreio de Ramos, do qual fazia parte, Jório teve a ideia de fundar uma escola de samba. Mas para que a nova agremiação tivesse força e não sucumbisse como o extinto Recreio, seria preciso agregar a nata dos sambistas da Zona da Leopoldina. Conhecido por sua habilidade política, Amaury convocou sambistas e foliões de outros blocos e agremiações da região, além de amigos seus, para uma reunião em sua casa, na rua Dr. Euclides Faria, número 22, em Ramos. A Imperatriz Leopoldinense foi fundada numa sexta-feira, dia 6 de março de 1959, por Amaury Jório, Oswaldo Gomes Pereira, Arlindo de Oliveira Lima, Elísio Pereira de Mello, Agenor Gomes Pereira, Vicente Venâncio da Conceição, José da Silva (Zé Gato), Jorge Costa (Tinduca), Francisco José Fernandes (Canivete), Manoel Vieira (Sagui), Aloísio Soares Braga (Índio), Jorge Salaman, Manoel Hermógenes dos Santos, Arlindo de Oliveira Lima, Nair dos Santos Vaz, Nair da Silva, Claudionor Belizário, Zé Katimba, entre outros sambistas e foliões da região, e remanescentes do Recreio de Ramos. Diferente da maioria das outras escolas, que têm suas origens em comunidades carentes, a Imperatriz surgiu em um local bem estruturado do subúrbio carioca. Fato que gerou um contingente de componentes de níveis sociais mesclados. Participaram de sua fundação tanto pessoas simples, quanto grupos de acadêmicos de alta escolaridade.

Durante a reunião de fundação foi criada uma junta governativa que ficaria incumbida de legalizar a escola, criar seu regimento interno e convocar outros sambistas da região para participar dos segmentos da recém-criada agremiação (bateria, ala de passistas, ala de baianas, ala de compositores, etc). Na mesma reunião, foram escolhidos o nome e os símbolos da nova escola. Osvaldo Gomes Pereira foi eleito o primeiro presidente da Imperatriz, até que fosse convocada uma nova eleição. Amaury Jorio foi escolhido o secretário e Arlindo de Oliveira Lima, o tesoureiro. No mesmo ano de fundação, a agremiação conseguiu o alvará de localização, fixando sua sede na casa de Amaury Jório, sendo a pioneira em tal feito.

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