Unidos de Padre Miguel - Samba School Song Português

Unidos de Padre Miguel Samba School flag

Listen here to the samba song of the Rio Samba School Unidos de Padre Miguel. Just click on the music player on the side.


Unidos de Padre Miguel Samba School

DETAILS

Established in: 12/12/1957

Flag Colours: Red and white

Honorary: Lenilson Leal

President: Lenilson Leal

Address: Rua Mesquita, 8 - Padre Miguel Telefone:

Reharsals: Rua general Gomes de Castro – Padre Miguell

Head Quarter:


Unidos de Padre Miguel 2017

2017 parading time

Parading Theme: "Ossaim: o poder da cura"

Carnival Designers (Carnavalescos): Edson Pereira

Carnival Manager: Cicero Costa

Vocalist: Pixulé

Drummer`s Regents: Mestre Dinho

Drummer`s Queen: Karina Costa 

Flag Carring Couple: Vinicius e Jéssica

Vanguard: David Lima


 

 

 

Unidos de

Padre Miguel

Theme: "Ossaim: o poder da cura"

Composers: Dudu Nobre, Toninho do Treile, Marcelo do Rap, Jonas Marques, Denilson do Rozário, Diego Rodrigues, Léo Peres e Jefinho Rodrigues

Vocalist: Dudu Nobre e Ito Melodia

Samba Enredo

 

EYE VOOU…
SEUS OLHOS REFLETIRAM A DOR DO MUNDO
E MAJESTOSO POUSA AO ENTARDECER
PRO BEM NO AYÊ SEMEAR
ORUNMILÁ…
DIVINO MENSAGEIRO QUE RECONHECEU
A OBSTINAÇÃO, SABEDORIA
QUE FEZ LIBERTO O CURANDEIRO, KATENDÊ
E OLODUMARÉ
PRESENTEOU… O FILHO DE NANÃ E OXALÁ
COM O PODER DAS FOLHAS, O AXÉ
SEIVA DA VIDA NA MINHA FÉ

SOCA O PILÃO, BATE O TAMBOR (ÔÔÔ)
PRETO VÉIO JOGA ARRUDA E GUINÉ NO MEU ABÔ
LUA DE PRATA, NO MEU TERREIRO
TEM REZA FORTE PRA BENZER O MUNDO INTEIRO

XANGÔ NUM MOMENTO DE IRA
PEDIU A GUERREIRA OYÀ
SACODE A SAIA E DEIXA O VENTO LEVAR
AS FOLHAS DA MATA PRA CADA ORIXÁ
MAS O SEGREDO GUARDADO ESTÁ
AGUÉ LHE PEÇO LICENÇA
UNIDOS NO VERDE ESPERANÇA
É FESTA, É DANÇA DO MEU VIVER
PLANTEI NO JARDIM DE OXALÁ
PRA SEMEADURA VINGAR
A CURA E O AMOR NO AMANHECER

SOU GUERREIRO, SOU VINTÉM
É VERDADEIRO ESSE AMOR ME FAZ TÃO BEM
EWÉ ASSÁ OSSAIN, CLAREIA
VAI TER XIRÊ VAI CELEBRAR NA NOSSA ALDEIA

 

 


2017 Parading Theme

"Ossaim: o poder da cura"

Carnavalesco: Edson Pereira

Sinopse

Entardece. Eye – pássaro alado – cruza os céus de todos os lugares quase a completar seu percurso. Cumpre mais uma vez e sempre a viagem em que teus olhos se lançam sobre os cantos do mundo. 

Inclina sua crista dourada, desce dos céus, cruza o pórtico selvagem de teu santuário virgem e, reverente, pousa majestoso no centro dos sete ramos de teu opere. É aí que se dispõe cordialmente a responder à tua inquirição silenciosa. Senhor do equilíbrio, lanças teu olhar pássaro sobre a desarmonia do mundo e recolhe na percepção de tua alma-floresta tudo aquilo que te relata o tempo presente: loucura, obsessão, males do corpo e da alma. Misérias. Mazelas. Agonias e Aflições. Descompasso. Conhecendo a desordem, contudo, tu és silêncio e estabilidade… A terra, justo por tua resistência, confiou-te o sumo da regeneração. 

Foi Orunmilaia – enviado divino de Olodumaré para o auxílio dos homens – quem reconheceu tua onstinação e sabedoria quando, ordenada a ceifa da mata, te recusaste a arrancar as ervas e as folhas, que até hoje traduzem axé. Ensinaste ao Deus adivinho as maravilhas das folhas, erguendo-te de escravo a apoiador, curandeiro e conselheiro inseparável. Olodumaré te presenteou com o saber do âmago das Jinsaba, por teu empenho sincero no trabalho de restauração da saúde e das energias. 

Presença mágica. Filho liberto da terra. Orixá olodê das folhas que crescem nos lugares em que haja a liberdade. Avesso da poluição e do artificial. Agué dos jêjes. Katendê dos Bantos. Ossaim dos Yorubás ou Ossanha nas roças brasileiras de Candomblé e em nossos terreiros de umbanda. Presença mítica e primordial do panteão lendário do Dahomé, terra de serpente sagrada. Filho de Nanâ e Oxalá, 

gêmeo de tua sagrada irmã Ewá, irmão de Oxumaré, o deus do movimento e de Omulu, abnegado médico com quem divide o axé sobre a saúde física e sobre as dádivas da terra. 

Silêncio que preserva o segredo. Austeridade que tudo descontamina. A impetuosidade de Xangô quis privar-te da exclusividade de teu poder sagrado. Sob os ventos furiosos de Yansã, igbá-osanyin – tua cabaça que guardava todas as folhas – foi derrubada do galho de iroko em que sempre a descansava. Espalhadas as folhas ao vento, foram apanhadas aos punhados por cada um dos orixás… Em momento algum te preocupaste com a perde de teus poderes. Teu grito diante do fato, ewe ó! ewe ó! revelou tua real preocupação: As folhas! As folhas! Todas elas agora espalhadas e repartidas entre os demais orixás. Não te afligiste, porém, com a distribuição delas… Compreendeste que ao reparti-las cumpri com a tarefa de reconhecer que os diferentes são complementares. Detentores das folhas recolhidas, os orixás, contudo, jamais foram capazes de tua profundidade. Continuas cuidador único do jardim de Orunmilaia. O axé de cada folha, seu nome e sua encantaria, ainda hoje só tu podes despertar. Nada na seiva verde das plantas acorda sem tuas palavras de ordem e sem tua ciência acerca de suas utilidades. 

Detentor do axé que nem mesmo aos orixás pode faltar. Kosi ewé, kosi Òrisà!

Recolhe teu pássaro mágico com as notícias de nossas feridas e enfermidades, tu que és sempre evocado quando se instaura a desordem! Professor de Ifá na arte de curar, orixá da convalescença! 

Recupera-nos no corpo e no espírito!

Nosso desfile é reza/celebração. A Unidos é tua Alyaba Ewe, responsável, nesse desfile "toque", por cantar em seu nome a encantaria que esperta as folhas. 

Licença, encantado da floresta! A Unidos hoje é teu Babá Olosayin, pedindo autorização para cruzar o portal onde se colhem as ervas. Viemos pedir por todos aquilo que tu podes conceder: a cura. 

É noite enluarada essa em que a Unidos pisa nas terras sagradas do teu reino, saudando Aroni, teu fiel anão elemental, tradutor para os homens de tuas vontades e conselhos. É para ti e para ele que deixamos, sobre o solo de seu espaço sagrado, moeda, fumo e mel. Licença! A seiva das plantas, sob o prateado da lua, entumece os caules com as emanações da terra fertilizadas pelo divino das águas.

A Unidos caminho por entre tuas ervas para buscar a cura dos males. Não nos esconda as ervas, senhor do refazimento! Enche de axé nossos balaios, tu que és a grande encruzilhada entre a ciência e a religião. Queremos a tudo revigorar com o fresco verde de tuas folhas. A Unidos te pede, nessa prece-desfile-homenagem, a recondução de tudo ao equilíbrio fundamental: a cura. Médico do Orumalé, 

padrinho da homeopatia, da farmácia, dos químicos. Mago aventureiro, autoconfiante inspirador dos sacerdotes! Conhecedor do bem e do mal. Força dentro de si mesmo. Artesão da tranquilidade. Dono do pilão que macera as ervas e os males…

Cura como restabelecimento. Como processo de reequilíbrio alcançado pela via do auxílio fraterno e pela vitória sobre nossos próprios vícios. Cura espiritual, pela mão dos mestres humildades a quem confiaste os mais ricos de teus poderes na singeleza irradiante de nossos terreiros… Cura física para os males do corpo, consequências de nossos descaminhos de ontem e de hoje… Reestruturação da qual as eventuais cicatrizes são marcas de superação e vitória. Cura como eterno processo reconstrutor da vitalidade do mundo. O mundo continua sempre que que um verde broto irompe o mistério da terra.

Permite-nos a colheita do axé do sangue verde de tuas folhas. 

Começa a romper o dia. A Unidos Babá Olosayin deixa os domínios de tua morada… Enche-nos os samburás com teus verdes unguentos… Concede a tua força a este Candomblé da Nação Vintém! Olha teus pacientes debaixo da cumeeira do mundo!

É dia. Nosso povo sambista deixa o mistério da mata para o claro dos holofotes da Sapucaí. Sobre a sombra dos coqueiros, tua árvora sagrada, veio fazer a grande festa! Nas mãos de todos o peregum! 

Vai começar o Sassayin – ritual de imantação das folhas – sob os olhos da Sapucaí! o mágico cântico de nosso samba é que hoje desadormece as ervas. 

Benditas as tuas múltiplas bênçãos! São amacis, infusões, abôs. "Porque tudo é passado no abô". 

Na Marquês, hoje, tudo é seiva viva banhando de determinação e estabilidade esse país que lançaste a beleza do verde e amarelo de tuas cores! Em gratidão, nosso alabê-mestre e sus ogãs-ritmistas conclamam o Xirê dos Orixás – a grande festa da natureza! Teus irmãos dançam conosco em tua homenagem!

Celebramos a tua serenidade! A Sapucaí também dança contigo o bravun e o sajó. Redime nosso desequilíbrios e saltira conosco bailarina de uma perna só, sob o carinho de nossas palmas! Celebra a tua glória. Glória que os olhos amigos de Orunmilaia abençoam nesta apoteose!

A festa é tua, zelador eterno da regeneração! A Vintém é hoje contigo o poder que tudo cura. Samba na certeza de que repousa em seu colo obstinado a eterna e verde esperança… Celebra em ti a certeza do restabelecimento. Ewe assá, Ossaim! Ewe assá!

A vermelho e branco se matiza com o verde de suas cores. E no casamento perfeito, o branco, vermelho e verde são símbolo de tua gente cabocla. Samba, celebra, o broto novo, aldeia de Padre Miguel! 

A natureza veste teu povo e seu cântico corta o céu. Abô de felicidade pra restaurar a cidade… Uma amaci de força viva que banha a avenida… Ossaim guarde sempre as sementes do riso de sua gente!…

Ewé njé Oógún njé Oógún tikò jé Ewé re i kò pé! (as folhas funcionam. Os remédios funcionam. Remédio que não funciona é que tem folha faltando!". 


Unidos de Padre Miguel`s history

O início da escola foi esfuziante, pois logo em seu primeiro desfile na Praça Onze em 1959 sagrou-se campeã e adquiriu o direito de se apresentar entre as grandes em 1960. Entretanto, a má colocação que obteve, a fez retornar às categorias inferiores. A escola voltou a desfilar entre as grandes em 1964, 1971 e 1972.
Após o incremento financeiro de Castor de Andrade à Mocidade Independente de Padre Miguel, a escola se distanciou dos principais grupos cariocas, chegando, inclusive, a não desfilar em alguns anos.
Paradoxalmente, nos anos 2000, após uma fase de estagnação da coirmã de Padre Miguel, a Unidos trilhou um caminho de sucesso. Com dois campeonatos seguidos, em 2005 no Grupo D e em 2006 no Grupo C, saiu do último grupo do carnaval carioca até o retorno ao desfile no sambódromo em 2006, pelo Grupo B.
Em 2007, a Unidos de Padre Miguel voltava a Marquês de Sapucaí depois de mais de duas décadas. A escola contou o seu cinquentenário a começar pela comissão de frente de guerreiros prateados em defesa da fé. Um dos pontos altos do desfile foi o segundo carro, com televisões, mesas de bate-papo e varais de roupa, em um visual que formava um barraco, preenchido pela comunidade da Vila Vintém. As baianas da escola vieram douradas em comemoração à boda de ouro. Quadrilha de festa junina, natal, páscoa, pipas foram lembrados como rituais em alas irreverentes. O público se animou com a escola, que passou acelerada e teve de se arrastar no final para não terminar o desfile com menos de 40 minutos. A escola conseguiu a sexta colocação no grupo B.
Em 2008, a mídia dava como certa a ascensão da escola para o Grupo de acesso A, porta de entrada para o Grupo Especial, mas, inexplicavelmente, a escola obteve apenas a terceira colocação, adiando assim o seu retorno ao Grupo A. A Unidos de Padre Miguel não passou de um terceiro lugar, mas o desfile foi impecável. Desde a comissão de frente até o último carro, a escola mostrou alegorias luxuosas, para contar a importância das águas, seja dos mares, dos rios ou dos oceanos, por meio da história de Olokum, Deus das Águas.
Em 2009, a Unidos de Padre Miguel apresentou alegorias e fantasias altamente luxuosas para contar o enredo sobre o vinho, denominado Vinho, néctar dos deuses - A celebração da vida, conquistou o Grupo Rio de Janeiro 1, empatada com a Acadêmicos do Cubango, ascendendo ao Grupo A, porta de entrada para o Grupo Especial. A escola mergulhou na Mitologia, do deus Dionísio, para mostrar que o vinho foi amadurecido em Roma, apadrinhado pela Igreja Cristã, na Idade Média, desprezado pelo Islamismo e fortalecido no Renascimento, até ser relacionado com a celebração da vida, estando presente em todas as cerimônias e festas comemorativas. A bebida embarcou em naus, na época das Grandes Navegações, chegando ao Mundo Novo. No Brasil, criou-se com os imigrantes italianos, no sul do país, sendo homenageado na Festa da Uva, realizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.
Em 2010, a escola sentiu o peso de abrir o desfile com as arquibancadas vazias. Com problemas na comissão de frente, que representava a estrela cadente, cujas fantasias atrasaram e obrigaram os componentes a se vestir na avenida, a escola contou a história do aço através de uma grande bola de fogo, que chocada com a crosta terrestre, deu origem ao minério de ferro, matéria-prima do metal. O abre-alas causou impacto pelas cores e luzes e representou a explosão de meteoritos, cuja principal escultura era a de um pássaro de fogo. A escola mostrou as grandes civilizações que usavam o ferro principalmente para fabricação de armamento, como os romanos, fenícios e celtas. O segundo carro representou a evolução do aço na era medieval. Em outra alegoria, uma grande locomotiva antecedeu os altos-fornos, que tornaram possível a construção das siderúrgicas. Um Robocop de cinco metros estava à frente da quarta alegoria, que retratou o aço presente no nosso dia a dia, nas mais diversas situações - cozinhas industriais, hospitais, laboratórios, empresas e indústrias em geral. O último carro trouxe São Jorge, que no sincretismo religioso é Ogum, o Orixá do ferro, da guerra. A bateria veio fantasiada de alquimista. Apesar de apresentar fantasias e alegorias bem acabadas, os efeitos de luz e fumaça planejados pela escola acabaram sendo prejudicados pelo sol. Na apuração, a escola terminou em 11ºlugar sendo rebaixada junto com a Paraíso do Tuiuti para o Grupo de Acesso B.
No ano de 2011, a escola cantou Tia Ciata. A comissão de frente representou a África. O abre-alas trouxe o Palácio Dourado de Oxum, o orixá da homenageada. O segundo carro lembrou a Bahia, terra onde viveu e cresceu Tia Ciata, destacando-se a lavagem do Bonfim, Bumba meu Boi, Festa do Divino e Folia de Reis. O Rio de Janeiro foi reverenciado no setor seguinte, que recordou blocos, ranchos, corsos e escolas de samba. Uma alegoria trouxe um fusca imitando uma antiga viatura da Polícia Militar ilustrando a perseguição sofrida pelos sambistas no começo do século XX. O enredo Hilária Batista de Almeida foi projetado pelos carnavalescos Edward Moraes e Fábio Santos, sendo que Edward saiu da escola, após não concordar com o samba vencedor.
Em 2012, apostou num enredo sobre a arte. No ano seguinte, com a promoção das escolas do Grupo B para a segunda divisão, a escola passou a fazer parte da Série A, apresentando o orixá Xangô como tema de seu desfile.

Em 2014 a Unidos de Padre Miguel foi considerada uma surpresa, com seu desfile sendo considerado "impactante", e obtendo o terceiro lugar.

Rio Carnival 2017
Samba Schools &
Samba Songs

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Rio Carnival Samba School Photos

Unidos de Padre Miguel`s history

 

Titles of the School

YAER PLACE
1978 5th place
1979 9th place
1980 6th place
1981 3rd place
1982 7th place
1983 2nd place
1984 Winner
1985 10th place
1986 8th place
1987 10th place
1988 11th place
1989 10th place
1990 --------------
1991 5th place
1992 6th place
1993 7th place
1994 7th place
1995 2nd place
1996 11th place
1997 8th place
1998 7th place
1999 4th place
2000 5th place
2001 12th place
2002 12th place
2003 6th place
2004 2nd place
2005 Winner
2006 Winner
2007 6th place
2008 3rd place
2009 Winner
2010 11th place
2011 3rd place
2012 3rd place
2013 7th place
2014 3rd place
2015 2nd place
2017