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Acadêmicos da Rocinha

Acadêmicos da Rocinha Samba School flag

"A Guerreira Negra Que Dominou os Dois Mundos"

Samba Enredo de 2021


Compositores: CLÁUDIO RUSSO- FADICO - ANDERSON BENÇON
Intérprete: Ciganerey

Letra do Samba 2021:

NASCEU MARIA!
NOBREZA EM SUA TRIBO AFRICANA
TÃO LIVRE QUANTO OS VENTOS DA SAVANA
E A LUA CHEIA PRA TESTEMUNHAR
QUE A DOR, CORTA O MAR
CHORA MARIA!
QUE ÁGUA DO OCEANO SABE O GOSTO
DÁ LÁGRIMA QUE ESCORRE EM SEU ROSTO
E OS SANTOS QUE APORTAM NO CAIS DA BAHIA
PROTEGEM QUEM JÁ FOI MERCADORIA

 LEILOEIRO CANTA O LOTE
N’OUTRO CANTO O CHICOTE
SEGUE A VIA DA BRAVURA
É MARIA DA NEGRURA

ERGUEU QUILOMBO 
DEU UM TOMBO NO APARATO 
DESSES CAPITÃES DO MATO  
CLAMANDO LIBERTAÇÃO 
JA FOI VIDRAÇA, FEZ DA LUTA UMA CORAÇA 
E HOJE O NEGRO SEM MORDAÇA  
VEM EXPOR SUA GRATIDÃO 
LUMIA O CRUZEIRO DAS ALMAS 
QUE É LINHA DE FORÇA MAIOR 
A GIRA JÁ VAI COMEÇAR! 
E HOJE A ROCINHA, INCENSA ESSE CATIMBÓ  
RISCA A PEMBA NO TERREIRO, PEDE A BÊNÇÃO A MINHA VÓ

MARIA CONGA É QUE VENCE DEMANDA!
MARIA CONGA É QUE VENCE DEMANDA!
SARAVÁ VÓ BENZEDEIRA PRETA VELHA DE ARUANDA


Desfile 2021




Enredo 2021

  • Carnavalesco: Marcus Paulo
  • Diretor de Carnaval: Maurício Santana Dias
  • Diretor de Harmonia:-
  • Intérprete:-
  • Mestre de Bateria: Augusto Junior
  • Rainha de Bateria:-
  • Mestre-Sala: Vinicius Jesus
  • Porta-Bandeira: Viviane Oliveira 
  • Comissão de Frente:-
  • Desfile de 2021
  • Posição de desfile: 
  • 3º a desfilar no sábado (01/03/2019)
  • entre  23:30h - 23:50h

A Guerreira Negra Que Dominou os Dois Mundos

Sinopse - RESUMO

O presente enredo busca evidenciar a cultura negra em um espaço de resistência, a história dos valentes heróis do Brasil Negro, dos quais muitos desconhecem, ou insistem em não reconhecer. Memoráveis por trajetórias de lutas, do sonho da liberdade e igualdade. Nessa ambiência, Maria da Conceição, a Maria Conga, que teve a vida norteada por tais ideais, apesar de todas as adversidades e sofrimentos, terá a história, baseada em fatos e livremente adaptada, alçada à luz.

Nossa guerreira sofreu perseguições por causa da luta pelos direitos e ideais em nosso mundo. Fundou um Quilombo de resistência e acolhimento que, atualmente, e uma comunidade (Quilombo de Maria Conga) habitada por uma população majoritariamente negra, e foi a primeira comunidade quilombola reconhecida na Baixada Fluminense. Proclamada heroína da cidade de Magé, em 1988, no centenário da abolição da escravatura, Maria Conga, por volta de 1895, após seu falecimento, tornou-se um espírito de luz. Consagrada por Oxalá e coroada por Zambi, ela continua sua missão, seu legado, ao receber os que precisam.

Por tudo isso, a guerreira negra que dominou os dois mundos, Maria Conga, terá a trajetória de vida, em nosso mundo, e sua importância no mundo espiritual, contada no maior espetáculo a céu aberto da Terra. O palco será a Marquês de Sapucaí, no festejo momesco da cidade do Rio de Janeiro, nossa Cidade Maravilhosa.
 

Desenvolvimento

 
Festa para a princesa congolesa

No continente africano, na região do Congo, uma tribo congolesa está em noite de festa. É o nascimento da princesa da tribo. Festa, canto e dança, com muita fartura, para receber a princesa que nascia sob a luz do luar. Festejos que seriam repetidos sete anos depois para o batismo nominal da alteza. Ela seria apresentada sob a luz da grande lua cheia que, em um sopro do vento, traria seu nome, como reza a lenda dos costumes da tribo local.

Erguida para ser banhada com a luz da grandiosa lua cheia, antes que o vento soprasse seu nome nos ouvidos de seu pai, toda alegria de uma noite farta e feliz foram brutalmente interrompidas, e todos ali foram agressivamente aprisionados e escravizados. Empilhados em centenas, em condições desumanas, e piores que as de outras mercadorias, onde pouco mais da metade das pessoas aprisionadas sobreviviam a bordo de um navio de incertezas, sofrimentos e muita dor, desde a Costa do Congo até o desembarque na Bahia de Todos os Santos.

 

O Destino e o batismo, Maria da Conceição

Em terras brasileiras, por volta de 1804, no Porto de Salvador, na Bahia, o destino da pequena princesa mudaria novamente.

Separada da família, vendida para um senhor que a batizou de Maria da Conceição, a guerreira negra começa o novo caminho de luta, resistência e proteção aos seus pares. Viveu todas as agruras comuns aos escravos e fez da liberdade a causa da sua vida inteira. Com cerca de 18 anos de idade, chegou a Magé, vendida a um fazendeiro alemão, dono de uma fazenda de café. Ela se destacava pela liderança entre os escravos na senzala, na luta pelo fim da escravidão.

Alforriada após anos de trabalho escravo, por volta de 1854, Maria não se dá por satisfeita, continua sua luta pela liberdade e também se depara com uma nova realidade: a falta de direitos dos alforriados, que, após serem libertos, eram jogados nas ruas e muitos voltavam ao trabalho escravo por falta de opção.

 

O Quilombo de Maria Conga, luta, resistência e acolhimento

Agora chamada de Maria Conga, como preferia, perseguida por sua luta, apesar de alforriada, fundou um Quilombo que servia de abrigo e dava proteção aos negros refugiados da guerra contra jagunços e capitães do mato.

Magé/Guapimirim, onde morreu no final do século XIX. A brava lutadora não deixou descendentes e nunca reencontrou sua família novamente.

 

Guiada por espíritos de luz ao reino das almas

A guerreira Maria Conga deixa nosso mundo para ser guiada por espíritos de luz ao encontro da consagração feita por Oxalá e sua coroação por Zambi. Ao exemplo de toda sua luta, liderança e acolhimento na terra, recebe em sua consagração e coroação no Reino das Almas, a liderança da linha dos Pretos Velhos de Iemanjá, a mãe de todos. Tudo para dar continuidade a sua missão, ao seu legado, e também, receber os que precisam.

A negra guerreira, líder, passou a maior parte da vida nas matas de Magé/Guapimirim, onde morreu no final do século XIX. A brava lutadora não deixou descendentes e nunca reencontrou sua família novamente.

A Preta Velha Maria Conga se eterniza no plano espiritual com sua doçura e proteção nos calorosos abraços de vovó. Nos concede direcionamento através da luz em nossos caminhos, segurança com seus patuás, curas com suas ervas, benzeduras com suas rezas, e também, a força espiritual para continuarmos na batalha por direitos, justiça e igualdade.

Quando, ainda hoje, na busca por condições mais justas, existem perseguições severas, com tentativas implacáveis de nos calar, ceifando nossas vidas com a moderna chibata de gatilho, pólvora e chumbo, que desfere centenas de chicotadas a bala. Mesmo assim, Maria Conga nos recebe em seu Quilombo de resistência no Reino das Almas e nos acaricia, nos acolhe. E, com um poder inexplicável, faz com que nossas vozes sejam ouvidas, mesmo com a vida ceifada, muito mais alto pelos quatro cantos do mundo, multiplicando a força da nossa resistência, timbrando nossa existência, sempre presente!

“Capturaram meu corpo, mais minha alma seguirá livre pela eternidade.” Maria Conga

 

Sinopse, Pesquisa e texto: Marcus Paulo

  • 2015                                       Campeã
  • 2005Campeã
  • 2001Campeã
  • 1999Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 31 de março de 1988
  • Cores: Azul Branco e Verde
  • Presidente: Ronaldo Oliveira
  • Presidente de Honra: Ronaldo Oliveira
  • Quadra:
  • Rua Bertha Lutz, 80 
  • São Conrado - Rio de Janeiro - RJ
  • Ensaios: ?????????
  • Barracão: ?????????
  • Web site: http://www.academicosdarocinha.com.br
  • Imprensa: ?????????

A História da Rocinha

A escola de samba Acadêmicos da Rocinha é originária de três blocos carnavalescos da favela da Rocinha: o Império da Gávea, Sangue Jovem e Unidos da Rocinha. A Acadêmicos da Rocinha tem como símbolo a borboleta e as cores azul, verde e branca.

Desfilou pela primeira vez como escola de samba em 1989 pelo Grupo 4 na Estrada Intendente Magalhães em Campinho, tendo como carnavalesco Joãozinho Trinta. Naquele ano a escola se sagrou campeã e ascendeu para o grupo 3. Mais dois campeonatos consecutivos pelo grupo 3 em 1990 e pelo grupo 2 em 1991 a levou para o Grupo 1 onde permaneceu até 1996, ano em que obteve a segunda colocação, que lhe garantiu o direito de desfilar pela primeira vez no Grupo Especial.

A partir de 2002, a Acadêmicos da Rocinha se manteve no Grupo A e em 2005, com o enredo “Um mundo sem fronteiras”, a escola consagrou-se campeã do Grupo de Acesso A , garantindo o direito de desfilar em 2006 no Grupo Especial, que não frequentava há nove anos. Desenvolvendo o enredo "Felicidade não tem preço" a escola desceu de grupo com 371,7 pontos.

No carnaval 2008, estreou como carnavalesco, o auxiliar de Max Lopes na Mangueira, Fábio Ricardo. Naquele ano a Rocinha obteve o vice-campeonato, atrás apenas do Império Serrano, a campeã. Já em 2009, a escola de São Conrado homenageou o cartunista J. Carlos com o enredo Tem francesinha no salão… O Rio no meu coração, conseguindo a 3º colocação com 239 pontos, mantendo-se no Grupo de Acesso A em 2010.

Para o carnaval de 2010, a Rocinha segue com o carnavalesco Fábio Ricardo e busca mais um acesso para o grupo especial com o enredo autoral Ykamiabas, baseado no livro Ykamiabas - Filhas da Lua, Mulheres da Terra. contado a história das mulheres guerreiras que chegaram ao Amazonas há dez mil anos, terminando na 10º colocação, quase perto de descer para o antigo Grupo B.

Após o carnaval 2010, Maurício Mattos se desliga da escola e o então vice Déo Pessoa assume a escola[4] . trazendo Luiz Carlos Bruno como carnavalesco , para o lugar de Fábio Ricardo. Sérgio Lobato, como coreografo e da volta de Anderson Paz, como cantor principal. além disso trocou de rainha de bateria, com a sobrinha de Max Lopes (Érika Palmer), no lugar de Fábia Borges. No o carnaval 2011, com o tema Rocinha! Estou vidrado em você, a escola apresentou na avenida a trajetória do vidro desde do solo de areia até as lentes da tecnologia. Apesar de ser apontada como uma das favoritas ao título do Grupo de Acesso A, a escola ficou apenas na 9° colocação.

No carnaval de 2012 a escola de São Conrado manteve Luiz Carlos Bruno no desenvolvimento de seu carnaval tendo como enredo uma abordagem carnavalesca sobre a história das praças, foi a segunda escola a desfilar e obteve a 8ª colocação, na frente apenas por um décimo da última colocada Paraíso do Tuiuti. Na ocasião as duas últimas seriam rebaixadas para o até então grupo B, o que não aconteceu devido a uma virada de mesa da LESGA (Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso), com isso, permanece em 2013 no grupo de acesso, hoje com o nome de Série A.

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