Salgueiro - Escola de Samba - Samba Enredo English

Salgueiro Escola de Samba Bandeira

Ouça aqui o Samba Enredo do Salgueiro apenas clicando no botão do player ao lado.

 

GRES Acadêmicos do Salgueiro

FICHA TÉCNICA

Fundação: 05/03/1953

Cores: Vermelho e Branco

Presidente: Regina Celi Fernandes Duran

Quadra: Rua Silva Teles, 104 - Andaraí - Rio de Janeiro - RJ - CEP 20541-110
Telefone: (21) 2238-9226
Fax: (21) 2238-0389

Ensaios: As quartas, a partir de 20h às 22h; aos sábados, 22h

Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 08) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa
CEP: 20.220-290
Telefones Barracão
(21) 2203-0897 / (21) 2223-1110

Web site: www.salgueiro.com.br

Imprensa:
Flávia Cirino
flavia.cirino@salgueiro.com.br
Telefone: (21) 9834-0807


Salgueiro 2015

horário do Desfile da escola

Enredo:
"Do fundo do quintal, saberes e sabores na Sapucaí"

Carnavalescos:
Renato Lage e Márcia Lage

Comissão de Carnaval: Regina Celi, Dudu Azevedo e Renato Duran

Diretor de Harmonia: Jô Calça Larga

Intérpretes: Quinho, Serginho do Porto e Leonardo Bessa

Mestre de Bateria: Marcão

Rainha de Bateria: Viviane Araújo

Mestre-Sala: Sidclei

Porta-Bandeira: Marcella Alves

Comissão de Frente:
Hélio Bejani


horário do Desfile da escola

O Acadêmicos do Salgueiro foi fundado a partir da união de duas escolas de samba do Morro do Salgueiro: Azul e Branco e Depois eu Digo. A Unidos do Salgueiro, terceira escola existente na localidade do bairro do Andaraí e que tinha como representante maior o sambista Joaquim Calça Larga, que não concordou com a fusão e, por esse motivo, ficou de fora.

Mais tarde, a Unidos do Salgueiro desapareceu. Em seu primeiro desfile, com o enredo "Romaria à Bahia" em 1954, a Acadêmicos do Salgueiro surpreendeu o público e alcançou a terceira colocação.

O primeiro presidente do Salgueiro foi Paulino de Oliveira e nos anos que se seguiram, a escola ousou ao tratar de enredos que colocassem os negros em destaque. É exemplo marcante desse novo estilo, Navio Negreiro (1957). Mas foi em 1958, sob a presidência de Nelson Andrade, que a agremiação adotou o lema que traz até hoje: nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente. Foi Nelson Andrade o responsável pela ida do carnavalesco Fernando Pamplona para o Salgueiro, em 1960, dando início a uma grande mudança no visual da escola. Revolucionou a estética dos desfiles das escolas de samba, que resgataram personagens negros que enriqueceram a história do Brasil.

Na década de 1970, a escola consagra o jovem artista plástico Joãozinho Trinta, que foi aluno de Pamplona, nos memoráveis desfiles . Joãozinho Trinta obtém o tricampeonato.

O Salgueiro tem seu nome associado às celebridades. Está na verdade entre as primeiras escolas a mostrar as realizações dos afro-brasileiros, em contraste com o seu fã clube atual da classe média.

O Salgueiro se tornou famoso por seus excelentes intérpretes de samba. Tem uma quadra de samba muito popular, estando perto do centro da cidade em uma das áreas mais seguras (em comparação com as outras escolas dentro de comunidades). Todos os anos, ela usa o seu símbolo, o fogo, em seu desfile.

Enredo 2015 do Salgueiro

CLICK E OUÇA O SAMBA

Salgueiro

Enredo: "Do fundo do quintal, saberes e sabores na Sapucaí"

Autores: Xande de Pilares, Jassa, Betinho de Pilares, Miudinho, Luiz Pião e W Correa

Intérprete: Serginho do Porto e Leonardo Bessa

Samba Enredo

Tem amor nesse tempero... Salgueiro

Esse "trem é bom demais"

Vem dos tempos dos meus ancestrais

Foi o índio que ensinou

Com sua sabedoria

O jeito de aproveitar, tudo que a terra dá, no dia-a-dia

É de dar água na boca, se lambuzar

Visitar o paraíso.... e sonhar

 

O danado desse cheiro sô... ô sinhá

Atiçou meu paladar... ô sinhá

Já bebi uma "purinha" vim sambar na Academia

E não quero mais parar...

 

O ouro desperta ambição

Da fome nasce a criatividade

O branco, o negro e seus costumes

Trazendo muito mais variedade

Um elo em comunhão

E a culinária virou arte e tradição

É no tacho... na panela... mexe com a colher de pau

Saberes e sabores lá do fundo do quintal

Peço a Nossa Senhora pra não deixar faltar

É divina... que delícia... pronta pra saborear

 

Prepara a mesa bota a fé no coração

Numa só voz vai meu samba em louvação

É o meu Salgueiro com gosto de quero mais

Oh Minas Gerais!


Enredo de 2015

"Do fundo do quintal, saberes e sabores na Sapucaí"

Sinopse

Os primeiros habitantes

Afastada do litoral, a região do Serro do Frio, em Minas Gerais, antes da chegada dos colonizadores, era habitada pelos índios botocudos. Tratava-se de uma tribo conhecida pelas enormes argolas enfiadas nos lábios e nos lóbulos das orelhas. Da presença indígena, a cozinha mineira herdou muitos elementos, como o uso de raízes e brotos, os frutos encontrados no mato, a caça, a pesca, os utensílios, os modos de preparo e tempero dos alimentos, enfim, o aproveitamento dos recursos que a terra dava.

Conta certa crônica escrita por um viajante europeu que os índios desta região tinham como hábito degustar um verme que vivia no broto da taquara, uma espécie de bambu. Os nativos faziam com ele uma excelente iguaria parecida com um creme que ressaltava o sabor dos alimentos. Usado de outra forma, o "bicho-da-taquara", como era também conhecido, uma vez seco e triturado em pó, servia como poderoso sonífero. Isto proporcionava longas noites de sono repletas de sonhos maravilhosos por terras desconhecidas e de exuberantes paisagens, paraíso de cores e sensações inesperadas. Aquele que o consumia, era transportado para um mundo imaginário fascinante!

A corrida do ouro

Os bandeirantes avançaram pelo território brasileiro em busca de riquezas. Levavam na bagagem, nos lombos dos burros, o modo de cozinhar dos tropeiros que produziam uma comida seca e fácil de ser transportada. Comida não perecível, de quem fica pouco tempo em um só lugar. As bandeiras tinham que se virar com o pouco que tinham à mão, daí recorrerem à caça e à pesca, aos talos e folhas e outras tantas ervas que encontravam pelos caminhos.

Por volta de 1693, foi descoberto ouro em Minas Gerais. Logo teve início uma corrida desenfreada atrás de seus veios. Esmeraldas e diamantes atraíram gente de toda parte do Brasil e da Europa. Portugal teve que abrir o olho, mandou fiscais, militares e estabeleceu uma alfândega para evitar o contrabando dos metais e pedras preciosas.

Nesse período a população cresceu, os pequenos povoados viraram vilas com casas de alvenaria e sobrados de dois andares que ocuparam o lugar das palhoças de pau-a-pique. Modos e modas da metrópole se espelhavam no comportamento das sinhás e sinhazinhas, que trouxeram tecidos e rendas, louças e talheres, novos ingredientes para aprimorar ainda mais a cozinha mineira.

Alucinados pela febre do ouro muitos abandonaram a lavoura e se dedicaram à exploração das minas. Logo a escassez de alimentos se fez sentir. Havia ouro, mas faltava comida. Com o preço dos alimentos subindo sem parar, muita gente passou fome. E como a necessidade é mãe da invenção, o mineiro daqueles tempos foi buscar soluções até então impensadas. Exigia-se o aproveitamento de tudo. O que antes era rejeitado, agora era incorporado num novo prato, num novo modo de preparo. Daí vem o jeito mineiro, sempre cauteloso e prevenido. Ou seja, a abundante cozinha típica mineira surgiu da fome.

Os escravos das minas

A notícia da descoberta do ouro trouxe para Minas milhares de escravos vindos de outras regiões do Brasil, principalmente daquelas onde a cana-de-açúcar prosperava. Outros vieram diretamente do continente africano, o que causou um espantoso aumento da população negra em Minas. Esta migração forçada e sofrida deixou sua marca indelével na cultura mineira, seja na religiosidade, na música e na dança e, sobretudo, na cozinha, formando junto com o indígena e o branco colonizador a "Saborosíssima Trindade" da tão variada culinária de Minas.

"Depois do idioma, a comida é o mais importante elo entre o homem e a cultura". - (Raul Lody)

A cozinha

"O cartāo de visitas de um local é a sua cozinha. Ela ensina, pelo sabor, seus saberes".

Um prato típico é aquele que preserva e envolve muitos saberes no seu conteúdo, saberes que não se perderam no tempo. Cada utensílio de cozinha, como pilões, tachos, gamelas, colheres de pau, panelas de ferro ou de pedra sabão. Cada tempero como o imprescindível alho e sal, o urucum, a pimenta, cada folha vinda do mato ou da horta, como o "ora-pro-nobis" e a couve, cada ingrediente como a gordura de porco, a farinha ou a cachaça, tudo guarda em si um conhecimento ancestral, que atravessa as gerações e faz sentir no presente as lembranças e os afetos que nos remetem a outros tempos e lugares vividos.

As receitas culinárias de Minas são inumeráveis. Misturas de magia afro-indígena, da sofisticação luso-europeias, mas o princípio fundamental em todas elas, dito com propriedade, é: "O primeiro ingrediente que vai na panela é o amor".

A comida e a fé, sustentáculos do homem da terra...

Era preciso ter disposição e força para encarar o trabalho duro. E haja angu e rapadura para vencer a lida! Mas mesmo quando a comida era pouca, havia a fé, havia a crença, que superava as dificuldades e enchia de esperança o futuro.

Em Minas, a devoção está para o homem como o sol está para a vida. Sob a luz de Nossa Senhora do Rosário o "ora-pro-nobis" toma gosto e ganha tom! Todos em uma só voz entoam as angústias e as glórias de um povo que sobreviveu à escravidão. Todos honram à padroeira da cidade do Serro, nas figuras de índios, reis, juízes e marujos. Aqui as três raças se consagram: índios, brancos e negros louvam em uníssono àquela que guarda e protege a todos sem fazer distinção. Homens e mulheres unem-se num ato de amor e gratidão por tudo o que a terra e a vida lhes deram sob a bênção de Nossa Senhora, cantando, seguindo em procissão, e, é claro, compartilhando os quitutes da boa mesa, da divina comida mineira, temperada com uma boa pitada de generosidade.

E eis o grande milagre:

Colher de pau, pilão, tacho de cobre.

Fogo de chão, gamela, fogão de lenha.

É com amor que o mineiro põe a mesa,

É atiçar o fogo e manter a chama acesa!

(Renato Lage e Márcia Lage)

OBS - Este enredo é baseado no livro "História da Arte da Cozinha Mineira", de Dona Lucinha (Maria Lúcia Clementino Nunes). Folhear essa obra é fazer um aprendizado sobre os costumes de Minas Gerais, suas tradições, suas deliciosas receitas. É seguir os caminhos que levaram à descoberta do ouro e se aprofundar na história do Brasil. Nosso enredo para o carnaval de 2015 é uma viagem através dos sabores que Minas Gerais oferece e resguarda nos saberes que cada prato típico preserva através do tempo.

Carnavalescos: Renato Lage e Márcia Lage"

Escolas de Samba do Grupo Especial.

Ouça os sambas de enredo e confira todas as informaçoes sobre as escolas de samba

sambas do Grupo da Série A
saiba tudo sobre o carnaval

Carnaval do Rio de Janeiro Escolas de Samba Fotos

 

A Historia do Salgueiro

Enredo 2015 da Beija-Flor

Os Títulos da Escola