Acadêmicos da Rocinha - Escola de Samba - Samba Enredo English

Acadêmicos da Rocinha Samba School flag

Ouça aqui o Samba Enredo da Acadêmicos da Rocinha apenas clicando no botão do player ao lado.

 

GRES Acadêmicos da Rocinha

FICHA TÉCNICA

Fundação: 31/03/1988

Cores: Verde, Azul e Branco

Presidente de Honra: Darlan Santos

Presidente: Ronaldo Oliveira

Quadra: Rua Bertha Lutz, 80 – São Conrado

Ensaios: Rua Bertha Lutz, 80 – São Conrado

Barracão: Rodrigues Alves, 733 – Santo Cristo

Imprensa:


Acadêmicos da Rocinha 2017

Enredo: "No Saçarico da Marquês, Tem Mais um Freguês. Viriato Ferreira"

Carnavalescos: João Vitor Araújo

Diretor de Carnaval: Márcio André

Intérprete: Leléu

Mestres de Bateria: Mestre Júnior

Rainha de Bateria: Mônika Nascimento

Mestre-Sala: Yuri Perroni

Porta-Bandeira: Thainá Teixeira

Comissão de Frente: Handerson Big

Desfile de 2017

Posição de desfile: Primeira escola a desfilar no dia 25/02/2017


 


Acadêmicos da

Rocinha

Samba Enredo: "No Saçarico da Marquês, Tem Mais um Freguês. Viriato Ferreira"

Autores: Flavinho Segal, Fadico, Anderson Benson, Dudu, Renato Galante e Mauricio Amorim, Leandro RC, Otávio, Gui Cruz e Wagner Rodrigues.
Intérprete:

Samba Enredo

 

“Quando a minha escola cruza o alvorecer

a borboleta me faz renascer

nessa avenida colorida

as luzes de um sonho iluminaram meu caminho

o teatro de revista traçou meu destino

apoteose da ilusão (ilusão)

é ordem do rei, brincar sem parar

do circo encantado

às maravilhas do mar

ao som dos tamborins, cheguei para convidar 

a sereia para sambar

Quando a bola rolou, a chuva caiu

o mundo aplaudiu o gênio João

a arte nas asas de um beija-flor

do lixo ao luxo o talento do professor

Embarque no trem que vai te levar

eu vi na história a coroa brilhar

o que a banana tem? Cai nessa festa

vista a fantasia é carnaval, meu bem

amor... De ramos vi brotar a linda flor

e hoje colhe os frutos que plantou

é a “rosa” mais bela desse meu jardim

no “saçarico” do marquês, a Sapucaí vai levantar

pra aplaudir de pé, eu sou mais um freguês

oh mestre... Aonde estiver

Quero ver segurar... Rocinha

o embalo do meu samba vai te guiar

olha a estrela no céu, é Viriato a brilhar

o grande artista da cultura popular. ”

 


Enredo de 2017

"No Saçarico da Marquês, Tem Mais um Freguês. Viriato Ferreira"

Carnavalesco: João Vitor Araújo

Sinopse

Querida Apoteose,

Há alguns anos já não nos encontramos mais. Tanto sonhei em criar os melhores espetáculos para você! Quis fazer do seu palco um grande teatro, como os que eu acompanhei ainda jovem na minha Copacabana. As vedetes, as músicas, o glamour da época… Àquelas peças, com muito riso e muita dança, deram o nome de “teatro de revista”. Mas eu via além e sempre preferi chamá-las de “apoteose”, porque era exatamente o que essa maravilha simbolizava pra mim na época: uma apoteose triunfal.

Tolo eu, que vislumbrava a apoteose somente naqueles palcos que cintilavam brilho e fulgor. Mal sabia que, num palco muito maior, já se celebrava outra festa ainda mais apoteótica: o carnaval de rua, dos blocos e das escolas de samba do Rio. Lugar do povo, dos pobres e ricos, do luxo e do simples, todo mundo junto. O pedreiro que virava rei, a lavadeira do morro que virava rainha, que encantador! E, com a insistência de alguns amigos, fui incentivado a entrar nessa brincadeira. Veja bem: eu, magriço que só, vim dar vida a fantasias luxuosas que antes só existiam na minha imaginação. Muitos me chamavam de “destaque”, mas eu prefiro definir aquilo tudo como um verdadeiro sonho. Um sonho de carnaval, um deslumbramento. Uma verdadeira apoteose.

Reconheço, sem falsa modéstia, que sempre desenhei relativamente bem. Na verdade, meu traço era o que eu tinha de mais valioso. E foi esboçando croquis, já para nomes famosos desse mundo do carnaval, que resolveram me dar o título de carnavalesco. “Incrível, fantástico, extraordinário” – agradeço o elogio, mas acredito que incrível mesmo é o carnaval, que em quatro dias fazia parar nosso calendário para o povo ir à forra e se divertir antes da derradeira quarta-feira. “A ordem do rei é brincar / Quatro dias sem parar”. Nessa brincadeira toda, eu louvei Rei Momo, pierrôs e colombinas. E, tomado de um azul único vindo de Madureira, a brisa me levou para outros reinos igualmente encantados. Pude ser criança outra vez e, brincando na ilusão do circo, me atirei nos braços da alegria. Também me deixei encantar e mergulhei até o fundo dos oceanos, num cortejo irreal com as maravilhas do mar. 

Nessa vida, eu tive oportunidade de fazer e refazer amizades. João, por exemplo: homem baixo, mas de imenso talento, que em tempos atrás me abrira as portas desse mundo da folia. Trabalhamos juntos em muitos anos; em outros concorremos juntos; e tempos depois retomamos o ciclo. E já transformada Avenida, agora com uma Apoteose ao fundo, fez com que um senhor como eu, de corpo franzino, jogasse bola em plena chuva e descerrasse as cortinas da ribalta com suas mágicas luzes. Assisti à liberdade do negro raiar e, principalmente, viver o miserê reluzir em ouro no meu mundo de ilusão. 

Quis Deus que, no fim da vida, eu pegasse um trem rumo à rainha imperial e me perdesse num verdadeiro bananal em flor. E, com ajuda de uma delicada rosa, tive a honra de ver os pecados debaixo do Equador e os saçaricos do marquês, aquele que tem na Apoteose seu esplendor. Uma rosa muito querida, por sinal, que certo dia me disse: “No saçarico da Marquês tem mais um freguês”. Gentileza demais da parte dela, a rosa professora, que me prestou essa singela lembrança comigo já não mais aqui nessa vida. Mas ao mesmo tempo que me lisonjeio, penso ser curioso me chamar de “freguês”, uma vez que eu já fui de um tudo nessa vida. Já fui teatro, já fui história, já fui amor de carnaval. Em alguns anos me fiz águia, outras vezes beija-flor. Já fui menino-rei e também vesti a coroa de uma rainha, extravasando minha emoção. Hoje, 25 anos depois, me vejo sobre uma borboleta e muito honradamente me visto de azul, verde e branco para contar um pouco do que vivi. E da minha vida fazer a tão sonhada Apoteose. 


 

A História da Acadêmicos da Rocinha

A escola de samba Acadêmicos da Rocinha é originária de três blocos carnavalescos da favela da Rocinha: o Império da Gávea, Sangue Jovem e Unidos da Rocinha. A Acadêmicos da Rocinha tem como símbolo a borboleta e as cores azul, verde e branca.
Desfilou pela primeira vez como escola de samba em 1989 pelo Grupo 4 na Estrada Intendente Magalhães em Campinho, tendo como carnavalesco Joãozinho Trinta. Naquele ano a escola se sagrou campeã e ascendeu para o grupo . Mais dois campeonatos consecutivos pelo grupo 3 em 1990 e pelo grupo 2 em 1991 a levou para o Grupo 1 onde permaneceu até 1996, ano em que obteve a segunda colocação, que lhe garantiu o direito de desfilar pela primeira vez no Grupo Especial.
A partir de 2002, a Acadêmicos da Rocinha se manteve no Grupo A e em 2005, com o enredo “Um mundo sem fronteiras”, a escola consagrou-se campeã do Grupo de Acesso A e garantiu o direito de desfilar em 2006 novamente pelo Grupo Especial.A escola desceu de grupo após o desfile com 371,7 pontos.
No carnaval 2008, estreou como carnavalesco, o auxiliar de Max Lopes na Mangueira, Fábio Ricardo. Naquele ano a Rocinha obteve o vice-campeonato, atrás apenas do Império Serrano, a campeã.
Em 2009, a escola de São Conrado homenageou o cartunista J. Carlos com o enredo Tem francesinha no salão… O Rio no meu coração, conseguindo a 3º colocação com 239 pontos, mantendo-se no Grupo de Acesso A em 2010.
Para o carnaval de 2010, a Rocinha segue com o carnavalesco Fábio Ricardo e busca mais um acesso pra o grupo especial com o enredo autoral Ykamiabas, baseado no livro Ykamiabas - Filhas da Lua, Mulheres da Terra. contado a história das mulheres guerreiras que chegaram ao Amazonas há dez mil anos, terminando na 10º colocação, quase perto de descer para o antigo Grupo B.
Após o carnaval 2010, Maurício Mattos se desliga da escola e o então vice Déo Pessoa assume a escola . trazendo Luiz Carlos Bruno como carnavalesco , para o lugar de Fábio Ricardo. Sérgio Lobato, como coreografo e da volta de Anderson Paz, como cantor principal. além disso trocou de rainha de bateria, com a sobrinha de Max Lopes (Érika Palmer), no lugar de Fábia Borges. No o carnaval 2011, com o tema Rocinha! Estou vidrado em você, a escola apresentou na avenida a trajetória do vidro desde do solo de areia até as lentes da tecnologia. Apesar de ser apontada como uma das favoritas ao titulo do Grupo de Acesso A, a escola ficou apenas na 9° colocação.
No carnaval 2012 a escola de São Conrado manteve Luiz Carlos Bruno no desenvolvimento de seu carnaval tendo como enredo uma abordagem carnavalesca sobre a história das praças, foi a segunda escola a desfilar e obteve a 8ª colocação, na frente apenas por um décimo da última colocada Paraíso do Tuiuti. Na ocasião as duas últimas seriam rebaixadas para o até então grupo B, o que não aconteceu devido a uma virada de mesa da LESGA (Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso), com isso, permanece em 2013 no grupo de acesso, hoje com o nome de Série A.
A saída de Deo Pessoa (para assumir a LIERJ) fez com que seu então vice, Darlan Filho, fosse nomeado como novo presidente da escola . O novo presidente manteve a base deixada por Deo, com a exceção de Anderson Paz, que se tornou evangélico e decidiu largar o microfone principal da escola e que foi substituido Leléu, que estava naViradouro. Em 2014, a escola homenagou o bairro carioca Barra da Tijuca 7 e com um pré-carnaval conturbado e com problemas financeiros acabou por fazer um desfile bem aquém das expectativas e do que já vinha realizando, por fim acabou rebaixada para o grupo B para o carnaval 2015.

Para 2015, a escola conta com um novo carnavalesco, o ex-rei momo Alex de Oliveira , que faz dupla com Christine Moutinho .

Os Títulos da Escola

ANO COLOCAÇÃO
1989 Campeã
1990 Campeã
1991 Campeã
1992 5° lugar
1993 6° lugar
1994 3° lugar
1995 4° lugar
1996 Vice-Campeã
1997 16° lugar
1998 9° lugar
1999 Campeã
2000 9° lugar
2001 Campeã
2002 3° lugar
2003 10° lugar
2004 3° lugar
2005 Campeã
2006 14° lugar
2007 8° lugar
2008 Vice-Campeã
2009 3° lugar
2010 10° lugar
2011 9° lugar
2012 8° lugar
2013 5° lugar
2014 16° lugar
2015 Campeã
2017