Estácio de Sá - Escola de Samba - Samba Enredo English

Beija Flor Samba School flag

Ouça aqui o Samba Enredo da Estácio de Sá apenas clicando no botão do player ao lado.

 

GRES Estácio de Sá

FICHA TÉCNICA

Fundação: 27/02/1955

Cores: Vermelho e Branco

Presidente de Honra: Coronel França

Presidente: Leziário Nascimento

Quadra: Av. Salvador de Sá, 206

Ensaios:

Barracão:

Imprensa:


Estácio de Sá 2017

Veja o horário do Desfile

Enredo: "E o moleque desceu o São Carlos, pegou um sonho e partiu com a Estácio"

Carnavalescos: Chico Spinoza e Tarcísio Zanon

Diretor de Carnaval: Júnior Escafura, Marcão, Nelsinho e Roni

Intérprete: Thiago Brito

Mestres de Bateria: Reinaldo Chagas

Rainha de Bateria: Luana Bandeira

Mestre-Sala: Marcio Souza

Porta-Bandeira: Alcione

Comissão de Frente:
Claúdia Mota

Desfile de 2017

Posição de desfile: Quinta escola a desfilar no dia 24/02/2017


 


Estácio de Sá

Samba Enredo: "E o moleque desceu o São Carlos, pegou um sonho e partiu com a Estácio"

Autores: Daniel Gonzaga, Edson Marinho, Claudio Russo, Lequinho, Igor Ferreira, Dr. Jorge, Salviano, Júlio Alves, Alexandre Moraes, Marquinhos, Hugo Bruno, Tinga, Gabriel Martins

Intérprete: Tinga e Leozinho Nunes

Samba Enredo

ACREDITAVA NA VIDA…
E NA ALEGRIA DE SER FELIZ
ANDAVA NO SÃO CARLOS
PENSAVA EM SER GUERREIRO
COM TERRAS E GENTES A CONQUISTAR
Ô DINA… SEU GURI FOI EM BUSCA DE UM SONHO
ESPALHAR TODO AMOR QUE COMPONHO
PUS A PERNA NO MUNDO E PARTI
Ô DINA… SEU MOLEQUE VOLTOU NOVAMENTE
PRA FAZER MAIS FELIZ ESSA GENTE
CHEGA DE CHORAR, VAMOS SORRIR

EU VOU MOSTRAR PRA VOCÊS
COMO SE DANÇA O BAIÃO
ACENDER A FOGUEIRA
LOUVAR SÃO JOÃO
HERANÇA QUE VEM DE PAI
LEMBRANÇAS DO SEU LUGAR
SAUDADE MEU REMÉDIDO É CANTAR!

QUANDO EU SOLTAR A MINHA VOZ ENTENDA
QUE PALAVRA POR PALAVRA
EIS AQUI A MINHA ESCOLA
SE ENTREGANDO
DIGA LÁ MEU CORAÇÃO
NA MOÇADA PONHO FÉ
PEITO ABERTO LÁ VOU EU
PORQUE NADA FOI EM VÃO
É… A ESPERANÇA CONTINUA
QUERO SENTIR A DOR DESSA MANHÃ
OLHA O MEU POVO CANTANDO NAS RUAS
VIVER E NÃO TER A VERGONHA DE SER FELIZ
CANTAR… A EMOÇÃO DE UM APRENDIZ
A VIDA É UM GRITO DE ALERTA
UM PONTO DE INTERROGAÇÃO
É BONITA! O QUE É DIGA LÁ MEU LEÃO?

EÔ EÔ EÁ… BERÇO DO SAMBA! ESTÁCIO DE SÁ!
EÔ EÔ EÁ… PRA FESTA OUTRA VEZ RECOMEÇAR!


Enredo de 2017

"E o moleque desceu o São Carlos, pegou um sonho e partiu com a Estácio"

Sinopse

Setor 1  - O moleque do Morro do São Carlos
Era domingo de Carnaval
O São Carlos estava em festa 
O moleque acabou de chegar
Acreditava na vida
Na alegria de ser
Nas coisas do coração
Nas mãos, o muito a fazer
Havia um fogo em seus olhos
Um fogo de não se apagar
Pensava que era um guerreiro
Com terras e gentes a conquistar
Ô, Dina 
O menino desceu o São Carlos
Pegou um sonho e partiu 
Só quis saber como é 
Qual é?

As respostas estavam nos papéis
 Que embrulhavam os peixes 
Com as composições escritas por Pafúncio
O vendedor de caranguejos
Com ele o moleque então 
Descobriu a Escola de Samba 
O que é o Asfalto
A passarela das fantasias
Pierrot, Arlequim e Colombina.
Depois de tanta folia

A lama dos sapatos é a medalha 
Que ele tem pra mostrar 
Passado é um pé no chão e um sabiá 
Presente é a porta aberta 
E futuro é o que virá.

Setor 2 - Inchu/ Exú  São Joao, Forró
É Lembrança de Primavera 
Tudo agora é flor 
A flor da primeira poesia
Entregue nas mãos do Rei do Baião

Não mais pé no asfalto 
Agora é pé no chão 
Levanta poeira 
Pé de serra,  Exú*, 
Onde tudo começou...

Luiz respeita Januário 
Eu vou mostrar pra você 
Como se dança baião 
Se quiser aprender 
É só prestar a atenção

É tempo de festa 
Ela só quer, só pensa em namorar
É tempo de fartura 
Choveu no sertão 
Floresceu o mandacaru 
Chegou São João 
Ascende a fogueira no meu coração 
Pois minha vida é andar por esse país 
Pra ver se um dia descaso feliz 
Porém se a gente vive a sonhar 
Com alguém que se deseja rever 
Saudade intonce aí é ruim 
Eu tiro isso por mim
Que vivo doido a sofrer 
Amargo que nem jiló
Pergunto a Deus 
Porque tamanha judiação 
Num vendo a luz 
Assum preto lamenta um cantar de dor

Setor 3 – Diretas Já
Então cante 
Que seu canto é minha força pra cantar
Nas estradas da vida     
Caminhos opostos 
Sem jamais deixar de se olhar 
Vou sangrando 
Coração na boca 
Peito aberto 
Por favor me entenda 
Você merece... Você merece...
Na boca um gosto amargo de fel 
Você merece... Você merece...
O diploma de bem comportado

Eu sei que a vida deveria ser bem melhor 
Apesar dos pesares 
Ainda me orgulho de ser brasileiro 
Ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera 
E enfrenta o Leão
Agita na mesa uma batucada
Faz do mundo um bumbo

Evoé!**
Não deixe acabar com seu carnaval 
É preciso mais que nunca prosseguir...

Setor 4 – O lado mais doce do compositor
Ciganas estradas
Traçadas nas palmas de suas mãos 
Pisou firme, onde bate mais forte o coração 
Com permanente vontade de mudar 
Seu coração sem limites
Voou, amou, sofreu, sangrou, explodiu!
Coração agora fragmentado 
Como pequenas estrelas no céu 
Brilha na noite da magia 
Onde a fantasia, acende a luz de uma nova primavera 
Diga lá!
Que é a Estácio de Sá
Bailando neste imenso salão apoteótico do recomeço 
Diga lá pra Dina
Ôõ  êêa 
O moleque acabou de chegar 
Ôõ  êêa
É nessa cama que ele vai sonhar...

"A História da Estácio de Sá"

Em sua bandeira, a Estácio de Sá carrega o nome do fundador da cidade do Rio de Janeiro, mas sua história se confunde, sobretudo, com a formação das escolas de samba. A explicação é simples: "Vem de lá, vem de lá", da região da Praça Onze, a origem da vermelha-e-branca. É a Deixa Falar, considerada por pesquisadores como a primeira de todas. É no Estácio, pertinho da Praça Onze, reduto do samba, da batucada e do candomblé, palco de personagens clássicos do mundo do samba como Tia Ciata, Donga e Sinhô, que nasceu a Deixa Falar, em meados de agosto de 1927. Um dos seus fundadores é Ismael Silva, sambista de Niterói que se mudou ainda criança para a região do Rio Comprido na década de 20. Inicialmente, a Deixa Falar era bloco, mas logo se tornou escola de samba. A alcunha foi sugerida pelo próprio Ismael Silva, em analogia a uma escola normal que funcionava no bairro. Para ele, a Deixa Falar funcionava como um celeiro de "professores do samba".

Como escola, a Deixa Falar desfilou pouco - apenas nos carnavais de 1929, 1930 e 1931. Nem chegou a participar do primeiro desfile oficial, organizado pelo jornal "Mundo Sportivo", em 1932. No entanto, foi referência para o surgimento de outras agremiações no Rio de Janeiro, inclusive no próprio morro de São Carlos, base da atual Estácio de Sá. Lá, foram fundadas outras escolas que faziam sua folia na disputa pelo título, como "Cada Ano Sae Melhor", "Vê se pode" (posteriormente "Recreio de São Carlos") e o "Paraíso das Morenas". Os laços, quase consangüíneos, falaram mais forte e, em 1955, essas escolas se uniram para formar a Unidos de São Carlos. Desde então, o efeito ioiô, aquele sobe-e-desce de grupos, pontuou a história da São Carlos, mas nem por isso deixou de fazer bonito no desfile principal. Dois exemplos são notórios e foram reeditados recentemente: "A festa do Círio de Nazaré", em 1975, e "Arte Negra na Legendária Bahia", de 1976, que revelou o talento do compositor e intérprete Dominguinhos do Estácio.

Em 1983, mais uma mudança: a Unidos de São Carlos vira Estácio de Sá. Suas cores, antes azul-e-branca, voltam a referenciar a herança direta da Deixa Falar, e o "pavilhão do amor" balança novamente vermelho e branco. A troca no nome era para adequar a escola à sua comunidade, que já contava, na época, com integrantes e simpatizantes que iam além das fronteiras do Morro de São Carlos.

Em sua nova fase, a Estácio, já no desfile principal, tomou características de uma escola leve, descontraída e irreverente, mas nunca emplacando uma posição de grande destaque - no máximo, o quarto lugar com a primeira versão de "O tititi do sapoti". Mas, em 1992, veio a surpresa que ninguém esperava. Quando todos davam como certo o título para a bicampeã Mocidade, o Leão corre por fora e abocanha o título, com o enredo "Paulicéia Desvairada, 70 anos de Modernismo no Brasil". Este é o único campeonato da Estácio de Sá no Grupo Especial, que, em 1997, sofreu um baque e retornou ao Grupo de Acesso A, onde permaneceu por nove anos. Chegou a ir para a terceira divisão do samba, o Grupo de Acesso B, em 2005. Sua retomada ascendente, campeã dos Grupos de Acesso em 2005 e 2006 culminou em seu retorno à elite do samba. No Carnaval 2007 a escola reeditou no Grupo Especial o inesquecível enredo "Tititi do Sapoti". Após um desfile que sacudiu a Marquês de Sapucaí, a Estácio de Sá retornou ao Grupo de Acesso, onde está há quatro anos em busca de uma vaga no Grupo Especial das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.

Estácio de Sá - O verdadeiro Berço do Samba

O bairro do Estácio de Sá é indiscutivelmente o berço do samba carioca. Centro da grande "malandragem" do príncipio do século, vizinha da Praça Onze e do Mangue (Zona), foi passagem de todos os grandes sambistas que, na época, surgiram no Rio - da Mangueira à Portela, passando pelos compositores e cantores do rádio que, em pleno desenrolar da "década de ouro do samba", lá iam garimpar a base de seu repertório, sambas maravilhosamente eternos. Francisco Alves e Mário Reis são exemplos. O início resume-se nas destacadas figuras de Mano Edgar, Bucy Moreira, Alcebíades Barcelos (Bide), e seu irmão Rubens, Armando Marçal, Ismael Silva, Baiaco, Brancura e tinha como frequentador Juvenal Lopes ("Nonel do Estácio ou "Juju das Candongas"), que mais tarde se mandou para a Mangueira, onde chegou à presidência e Heitor dos Prazeres.

Foi ali que surgiu a "Deixa Falar", considerada a Primeira Escola de Samba. Criada em 1927, segundo o IPHAN, sua fundação foi oficializada no dia 12 de agosto de 1928, no nº 27 da Rua Maia de Lacerda, na casa de um sargento da polícia militar, pai do saudoso Bijú, senhor Chystalino. Como nas imediações funcionava uma Escola Normal, que formava professores para a rede escolar, Ismael Silva resolveu batizar seu grupo de Escola de Samba, já que formaria professores de samba. A Deixa Falar durou pouco tempo, desfilando na Praça Onze nos carnavais de 1929, 1930 e 1931, e nem chegou a participar do primeiro concurso das Escolas de Samba do Rio, organizado em 1932 pelo Jornal Mundo Sportivo pois preferiu passar para a categoria de rancho carnavalesco. No entanto, foi uma referência para o surgimento das outras Escolas.

A maioria não se misturava muito". Quem saía dentro da corda mesmo eram o baliza Gaguinho, a porta-estandarte Caboquinha, o Chico Macaú que encourava barricas de vinho para a bateria reforçada do Bloco da Carestia, em cuja casa havia Umbanda, Congo e Caxambu e a gente que vinha dos trabalhadores do cais, operários, artesãos, gráficos e ambulantes aos quais se juntavam malandros, cafetões e boêmios em geral. Entre as cabrochas: Anastácia do Nino, Celeste, Rosália, Odetinha, Agripina, Julieta, senhoras de respeito que faziam o coro de canto ou a fila de baianas. Entre os malandros batuqueiros, Bujú Velho, Gaguinho, Paulo Grande, Dadá Mulato, Alemãozinho, Neca Bonito e o maior malandro de todos os tempos do Estácio, Nino da Anastácia. Tinha ainda os mais esquecidos, os importantíssimos homens da corda como Jorge Burundú (da "Cada Ano Sai Melhor"), João Pimentão (da "Paraíso das Morenas"), e o Milú (da "Recreio de São Carlos"), gente que fazia questão de se expor, brigar, sofrer e carregar aquela estiva toda, ida e volta.

Após a "Deixa Falar" surgiram várias agremiações no bairro do Estácio como "Cada Ano Sae Melhor", "Sem Você Eu Vivo", "Vê Se Pode" que se transformou na "Recreio de São Carlos", "Paraíso do Grotão" e "Boi Azul". Em 27 de fevereiro de 1955 surgiu a "Unidos de São Carlos", criada a partir da fusão das escolas "Cada Ano Sae Melhor", "Paraíso das Morenas" e "Recreio de São Carlos". Em 1983, a "Unidos de São Carlos" passou a se chamar Estácio de Sá.

A primeira Escola de Samba do país nasceu em 1928, criada por uma turma de bambas como Ismael Silva, Bide, Marçal, Baiaco, Brancura e Mano Edgar. Eles costumavam se reunir na subida do Morro de São Carlos, no Estácio - um dos pontos quentes de um Rio de Janeiro que vivia mil transformações e transgressões. Acabaram inventando a Deixa Falar.

Os botequins na esquina da Rua Maia Lacerda, perto da Praça Onze e da Zona do Mangue, atraíam malandros de todas as partes do Rio, alguns deles excelentes sambistas. Vinha gente de Benfica, Madureira, Providência e Gamboa. Ali era cenário para o meretrício e para as rodas de carteado. Essa vida noturna intensa garantiu ao Estácio a aura de Berço do Samba carioca - aquele que conhecemos até hoje, dolente, pausado e marcado por instrumentos de percussão.

Não é à toa que a malandragem sempre esteve associada ao Rio de Janeiro, berço do samba. Tampouco é fruto do acaso o fato de a primeira escola de samba carioca, a "Deixa Falar", ter nascido no bairro do Estácio, tradicional reduto da massa de desocupados e trabalhadores informais, dedicados a jogatina e exploração de mulheres naquele alvorecer dos anos 30. Eram os chamados "bambas" os líderes destas hordas de malandros, que se reuniam nos botecos em culto à boemia e tudo mais que estivesse associado.

Aí a malandragem se criou. E no Estácio criou-se o grande Ismael Silva, grande "bamba" e um dos fundadores da agremiação carnavalesca supracitada. "O samba moderno nasceu no Estácio. O bum, bum, paticumbum, prugurundum é Ismael Silva. As primeiras escolas de samba se apropriaram da estrutura dos cortejos e apressaram a linha melódica para andar, pular e dançar", explica o pesquisador Carlos Nogueira, autor da tese No São Carlos era assim .... Para Nogueira, o samba "tem relação direta com as favelas por causa dos negros. A maioria dos ex-escravos subiu os morros. E onde passou o negro tem uma semente do samba", afirma.

O Estácio e suas principais agremiações carnavalescas

Deixa Falar: A primeira Escola de Samba foi fundada em 12 de agosto de 1928, com as cores vermelho e branco. Ismael Silva, Alcebíades Barcelos (Bide), Armando Marçal, Nilton Bastos, Rubem Barcelos (Mano Rubem), Edgar Marcelino dos Passos (Mano Edgar), Silvio Fernandes (Brancura), Oswaldo Vasques (Baiaco) e Aurélio Gomes foram seus principais integrantes. Desfilou entre 1929 e 1931.

Cada Ano Sae Melhor: Tinha como cores o verde e rosa. Como a Deixa Falar, também foi fundada em 1928. Nascida na localidade conhecida como "Beco da Padeira" (atual "Capela"), no Morro de São Carlos.

Vê se Pode: Teve seu nome mudado posteriormente para "Recreio de São Carlos". com as cores verde e branco, foi fundada em 1929, no local conhecido como "Atrás do Zinco", também na comunidade do São Carlos.

Paraíso das Morenas: A caçulinha, nascida no "Larguinho" em 1947, com as cores azul e rosa.

G.R.E.S. Unidos de São Carlos: Fundada em 27 de fevereiro de 1955, como resultado da fusão das três últimas agremiações citadas acima e com as cores azul e branco. Mudou as cores para vermelho e branco e o nome para...

G.R.E.S. Estácio de Sá: Adotado em 1983 com a intenção de retratar a nova realidade da Escola, que passou a contar com integrantes de toda a região do entorno do Estácio. Campeã do carnaval de 1992 comemorou, em 2005, o cinquentenário da fusão das três escolas.

Fonte: Departamento Cultural do G.R.E.S. Estácio de Sá

Os Títulos da Escola

ANO COLOCAÇÃO
1958 4° lugar
1959 11° lugar
1960 Não Desfilou
1961 8° lugar
1962 5° lugar
1963 9° lugar
1964 8° lugar
1965 Campeã
1966 3° lugar
1967 Campeã
1968 7° lugar
1969 6° lugar
1970 7° lugar
1971 6° lugar
1972 9° lugar
1973 Campeã
1974 9° lugar
1975 10° lugar
1976 6° lugar
1977 10° lugar
1978 Campeã
1979 8° lugar
1980 6° lugar
1981 Campeã
1982 12° lugar
1983 Campeã
1984 6° lugar
1985 10° lugar
1986 10° lugar
1987 4° lugar
1988 9° lugar
1989 9° lugar
1990 5° lugar
1991 5° lugar
1992 Campeã
1993 6° lugar
1994 13° lugar
1995 7° lugar
1996 10° lugar
1997 13° lugar
1998 8° lugar
1999 3° lugar
2000 8° lugar
2001 7° lugar
2002 8° lugar
2003 5° lugar
2004 9° lugar
2005 Campeã
2006 Campeã
2007 13° lugar
2008 7° lugar
2009 5° lugar
2010 3° lugar
2011 3° lugar
2012 7° lugar
2013 4° lugar
2014 Vice-Campeã
2015 Campeã
2017