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Acadêmicos de Santa Cruz

Acadêmicos de Santa Cruz Samba School flag

"Santa Cruz de Barbalha – Um Conto Popular no Cariri Cearense"

Samba Enredo de 2021

Compositores: Samir Trindade, Junior Fionda, Elson Ramires e Rildo Seixas
Intérpretes: Roninho 

Letra do Samba 2021:

Saudades tenho do meu Cariri
Minha terra onde nasci
E deixei meu coração
O verde admirava da varanda
Era doce minha lida
O suor do meu sertão Êh, muié guerreira
Batiza o meu lugar
A bênção a Padim Padi Ciço
Vi capitão Virgulino Que se chamou Lampião
“Maria Bunita” da saia rendada
Me ensina menina prendada
A cantar como o Rei do Baião
Oh, moça solteira Oh, pau da bandeira iá

Oh, moça solteira                   (bis)
Pede ao Santo Padroeiro
Um sinhô pra ser seu par

Onde versa o trovador
Nasce a fé e alegria No Araripe o soldadinho
Anuncia um novo dia
Nos altares eu pedi… Ao Pai
E na fonte agradeci… Em paz

Lava a minha alma
E cura a minha dor                            (bis)
No peito a Santa Cruz do amor

Vou voltar
Santo Antônio de Barbalha
Ilumine essa batalha
Minha gente pede ao céu Vou voltar
Santo Antônio de Barbalha Ceará tem paraíso
Em forma de cordel

Onde plantei o meu valor
Colhi meus ideais
Vai ressoar o meu tambor
A voz que ecoa dos canaviais

Desfile 2021




Enredo 2021

  • Carnavalesco: Cahê Rodrigues
  • Diretor de Carnaval:-
  • Diretor de Harmonia: Elson Bragança e José de Souza Barros (Cobrinha)
  • IntérpreteRoninho
  • Mestre de Bateria: Riquinho
  • Rainha de Bateria:-
  • Mestre-Sala: Mosquito
  • Porta-Bandeira: Roberta Freitas
  • Comissão de Frente:-Moragas
  • Desfile de 2021
  • Posição de desfile: 4º escola a desfilar no Sábado (22/02/2021) entre 00:15 - 00:45

"Santa Cruz de Barbalha – Um Conto Popular no Cariri Cearense"

Sinopse - RESUMO

Meus olhos arranha o céu Desse império que ajudei a construir
Mas o coração dói de saudade Da minha Barbalha… 
Lá no meu Cariri…
Cariris eram os índios da região Que perderam as terras, Crenças e religião,
Branco deixou o medo Do papafigo, pai-da-mata, Rasga-mortalha e
Assombração… Ê, Barbalha…
Seu nome vem da medalha
De quem nela residia
A primeira moradora
Que o nome não dizia
Vinha da família Barbalha
Era tudo que o povo sabia Você já foi a Barbalha?
Pois, então, vá… Sabe quem já andou por lá, seu menino?
Capitão Virgulino, Meu Padim Padi Ciço O Príncipe Regente, sinhá!
E um horror de muié Querendo casá! Até o Rei do Baião passou por lá…
Santo Antônio padroeiro É quem manda no lugar Arranja emprego, cura doença
Manda chuva Faz a roça prosperar É santo casamenteiro
E passa o dia inteiro
Ouvindo promessa
De quem quer desencalhar Você precisa ver A festa do padroeiro
São duas semanas inteiras De muita fé e brincadeira Noite das Solteironas
Cantigas de roda Dança de coco Versos de feira Romeiros e carpideiras 
Aos pés do pau da bandeira Erguida pelo povo de lá Barbalha fica pr’aquelas banda
Dos Verde Canaviá Dos engenhos de rapadura Das belas igrejasAi, saudade que dá…
Terra santa, terra boa Das águas medicinais A saúde jorra em fontes
E na rede de hospitais Terra de cordelista, Repentista e forrozeiro Poeta e versador
E tem um passarinho prosador, O Soldadinho do Araripe, Que canta e encanta por amor…
Barbalha tá assim de folia! Tem lapinha, reisado e ladainha Feira de tudo que é vendedor,
É um verdadeiro Carnavá
A Santa Cruz descobriu Barbalha
A terra da fé e alegria
E vai levar ocê pra lá! Você já foi à Barbalha? Pois, então, vá…
Feche os olhos, Faça um pedido E comece a sonhar! (Quero vê ocê voltá…)
Ê, Barbalha!!!

  • 2004                                    Vice-Campeã
  • 2002Campeã
  • 1996Campeã
  • 1989Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 18 de fevereiro de 1959
  • Cores: Verde e branco
  • Presidente: Moysés Antônio Coutinho Filho (Zezo)
  • Presidente de Honra:-
  • Quadra: R. do Império, 573 - Santa Cruz, Rio de Janeiro - RJ, 23555-024
  • Ensaios:-
  • Barracão: ?-
  • Web site: http://academicosdesantacruz.com.br
  • Imprensa: -

A História da Acadêmicos de Santa Cruz

Foi de um bloco de sujo, o Vai Quem Quer, nos anos 1950, que começou a desenhar-se a futura escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz, cujas reuniões iniciais aconteciam no pontilhão da Rua do Império, esquina com a Rua Campeiro-Mór.

A escola surgiu de uma dissidência de um grupo de foliões que desfilavam no bloco carnavalesco Garotos do Itá e, mais tarde, em 18 de fevereiro de 1959, fundava-se a nova escola que, nos anos de 1967 e 1968, começou a aglutinar sambistas de outras escolas de samba de Santa Cruz, como, Unidos da Jaqueira, Independentes do Morro do Chá, Garotos do Itá e Unidos do Caxias.

O Acadêmicos de Santa Cruz foi fundado por José Ramos Cordeiro (Zé Taqueiro), Altamiro de Oliveira, Guilherme José de Andrade, Luiz dos Santos Oliveira (Hominho), Benedito Antônio do Nascimento (Coragem), Hélio de Carvalho (Petico), Ubirajara das Neves (Bira), Áureo Cordeiro Ramos (Mestre Áureo), José Vieira Félix (Dindica), Otacílio de Souza, Manoel José de Santana (Biéca), Otávio Dantas (Tavinho) e Luiz Cordeiro Ramos.

Tem as cores verde e branco. Teve como símbolo inicial a figura de um boi como referência ao matadouro que durante anos funcionou no bairro, um capelo fazia referência aos acadêmicos que fundaram a escola, juntamente a um pandeiro e um surdo como marcos da relação com o carnaval. Mais tarde o símbolo da escola foi substituído pela figura de uma coroa, sendo que em alguns anos a escola teve na bandeira uma estrela.

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