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Acadêmicos do Salgueiro

Salgueiro Escola de Samba Bandeira

"O Rei Negro do Picadeiro"

Samba Enredo de 2021

compositores: Marcelo Motta, Fred Camacho, Guinga do Salgueiro, Getúlio Coelho, Ricardo Neves e Francisco Aquino
Intérprete: Emerson Dias

Letra do Samba

Na corda bamba da vida me criei Mas qual o negro não sonhou com liberdade? Tantas vezes perdido, me encontrei Do meu trapézio saltei num vôo pra felicidade Quando num breque, mambembe Moleque Beijo o picadeiro da ilusão Um novo norte, lançado à sorte Na "companhia" do luar... Feito sambista... Alma de artista que vai onde o povo está E vou estar com o peito repleto de amor Eis a lição desse nobre palhaço Quando cair, no talento, saber levantar Fazer sorrir quando a tinta insiste em manchar O rosto retinto exposto Reflete no espelho Na cara da gente um nariz vermelho Num circo sem lona, sem rumo, sem par... Mas se todo show tem que continuar Bravo! Ah esperança entre sinais e trampolins E a certeza que milhões de Benjamins Estão no palco sob às luzes da ribalta Salta menino! A luta me fez majestade Na pele, o tom da coragem Pro que está por vir... Sorrir é resistir! Olha nós aí de novo Pra sambar no picadeiro Arma o circo, chama o povo, Salgueiro! Aqui o negro não sai de cartaz Se entregar, jamais!


Desfile 2021




Enredo 2021

  • Carnavalesco: Alex de Souza
  • Diretor de Carnaval: Alexandre Couto
  • Diretor de Harmonia: Jomar Casemiro (Jô)
  • IntérpreteEmerson Dias e Quinho
  • Mestre de Bateria: Guilherme Oliveira e Gustavo Oliveira
  • Rainha de Bateria: Viviane Araújo
  • Mestre-SalaSidclei Santos
  • Porta-Bandeira: Marcella Alves
  • Comissão de Frente: Sérgio Lobato
  • Desfile de 2021
  • Posição de desfile: 3º a desfilar de segunda 24/02/2021


 "O Rei Negro do Picadeiro"

Sinopse - RESUMO

Nasci livre!

Sou filho do “Negro Malaquias”, sujeito danado de brabo, que caçava os “fujão”da fazenda do sinhô e da sinhá, que até eram “bão”; e minha mãe, Leandra, era cativa de estimação.

Um dia o circo chegou lá na Vila, eu levava broa de milho para vender na entrada; tinha uns doze anos e resolvi fugir. O picadeiro representava liberdade, sonho e fantasia. Antes que me esqueça, meu nome é Benjamim Chaves, mas meu pai me chamada de “Beijo”, “Moleque Beijo”.

Parti no Circo Sotero, Lá, a obrigação da meninada, era aprender desde cedo todas as tarefas. Mesmo eu, que era um agregado, aprendi debaixo de castigo, a cuidar dos animais, todas acrobacias e outras coisas mais…

“A mãe da arte de todos os números é o salto” e eu dei um salto na vida. Tem que aprender a cair, pra saber levantar.

Aprendi muito com o “Mestre Severino” e adotei seu sobrenome, agora pode me chamar de Benjamin de Oliveira. Mas entre sonho e realidade, vida de “beijo” é difícil, é difícil como o quê… E de tanto apanhar, fugi de novo. Meu destino era fugir, destino de negro…

Fui atrás de uma caravana de ciganos, mas “quá”, “num” é que os “ladino” queriam me trocar por cavalo?

Fui e fui pego por um fazendeiro, provei que era circense e ele me deixou seguir viagem.

E de circo em circo, substituí o palhaço principal, que estava doente, no Circo frutuoso, começando aí minha história.

A noite começava a fervilhar nas cidades grandes, eram novos tempos, teatros, café-concerto, a elite buscava o teatro sério e o “Zé Povo”, o que fosse mais ligeiro, encontrava no circo o divertimento que queriam. “Todo artista tem de ir aonde o povo está!”

Minha popularidade crescia, uma vez até o presidente, o marechal de ferro, Floriano Peixoto, por eu cantar e dançar chulas foi lá me cumprimentar.

Na Spinelli lancei a forma de teatro combinado com circo que chamariam de pavilhão. Comédias, paródias e a arte de representar por gestos, sem palavras. Fizemos clássicos, como Otello, farsas, melodramas, operetas como A Viúva Alegre, até uma paródia de O Guarani, que acabou projetado nas telas, o cinema surgia na bela época. O primeiro Momo, que seria mais tarde, a representação do “Rei na Folia”, foi pela primeira vez, representado por mim, na minha opereta fantástica O Cupido do Oriente. Assim como inúmeras peças, de minha autoria.

Fui ator, diretor, autor, produtor, dançarino, compositor, cantor (até gravei discos), e palhaço sim senhor! O PRIMEIRO PALHAÇO NEGRO DO BRASIL! E o palhaço o que é? E o que fui? Uai?! Acima de tudo: um artista brasileiro!!!

Abram as cortinas, acendam as luzes, que o show tem que continuar! Respeitável público, minhas senhoras e meus senhores, nessa passarela/picadeiro, o meu querido Salgueiro vai apresentar: Novos Benjamins do circo, teatro, cinema e televisão, com o aplauso “d´ocês”!

Despeço-me com um “Beijo” do “Moleque” e o meu muito obrigado!!!

  • 2009Campeã
  • 1993Campeã
  • 1975Campeã
  • 1974Campeã
  • 1971Campeã
  • 1969Campeã
  • 1965Campeã
  • 1963Campeã
  • 1960Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 05/03/1953
  • Cores: Vermelho e Branco
  • Presidente: André Vaz 
  • Presidente de Honra: Rafael Alves
  • Quadra: Rua Silva Teles, 104 - Andaraí - Rio de Janeiro - RJ - CEP 20541-110
  • Ensaios:-
  • Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 08) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa - CEP: 20.220-290/td>
  • Web site: www.salgueiro.com.br
  • Imprensa: Flávia Cirino 

A História do Salgueiro

Primeiros anos Em seu primeiro desfile, com o enredo "Romaria à Bahia" em 1954, a Acadêmicos do Salgueiro surpreendeu o público e alcançou a terceira colocação, à frente da Portela.
O primeiro presidente do Salgueiro foi Paulino de Oliveira e nos anos que se seguiram, a escola ousou ao tratar de enredos que colocassem os negros em destaque, e não como figurantes. É exemplo marcante desse novo estilo, Navio Negreiro (1957). Mas foi em 1958, sob a presidência de Nélson Andrade, que a agremiação adotou o lema que traz até hoje: nem melhor, nem pior, apenas uma escola diferente. Foi Nélson Andrade o responsável pela ida do carnavalesco Fernando Pamplona para o Salgueiro, em 1960, dando início a uma grande mudança no visual da escola. Pamplona criou uma equipe formada por ele, o casal Dirceu e Marie Lousie Nery, Arlindo Rodrigues e Nilton Sá, revolucionou a estética dos desfiles das escolas de samba. Essa tendência foi reforçada com a chegada de Fernando Pamplona e, posteriormente, de Arlindo Rodrigues, que resgataram personagens negros que enriqueceram a história do Brasil, embora fossem pouco retratados nos livros escolares, como Zumbi dos Palmares (Quilombo dos Palmares - 1960), Xica da Silva (Xica da Silva - 1963) e Chico Rei (Chico Rei - 1964).

1963 - "Xica da Silva"

No primeiro desfile realizado na Avenida Presidente Vargas, a Acadêmicos do Salgueiro foi a nona escola a se apresentar pelo Grupo 1. Mais uma vez a escola optou por homenagear uma personalidade desconhecida do grande público na época, Chica da Silva. A ideia de desenvolver tal enredo partiu do carnavalesco Arlindo Rodrigues. Até mesmo Fernando Pamplona desconhecia a personagem. Arlindo ficou responsável pelo desfile, enquanto Pamplona ajudou a escolher o samba-enredo. Pela primeira vez, na história do carnaval carioca, um enredo foi centrado em uma personalidade feminina. Também pela primeira vez, um desfile de escola de samba apresentava uma ala coreografada. Com perucas, luvas e roupas de época, componentes da escola representavam doze pares de nobres dançando polca. A ala "o minueto" foi coreografada por Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Na época, a ideia causou polêmica e dividiu opiniões, recebendo críticas de sambistas mais tradicionais. Com o passar do tempo, as coreografias em alas e alegorias foram incorporadas por outras escolas. Isabel Valença, esposa do então presidente Osmar Valença, desfilou como destaque de chão representando Chica da Silva. Sua fantasia ostentava uma peruca de 1,10 metros, e um vestido com cauda de sete metros de comprimento. A luxuosa fantasia de Isabel fez tanto sucesso que ela foi convidada para participar do concurso de fantasias do Teatro Municipal, no ano seguinte, se tornando a primeira mulher negra a vencer o concurso. Isabel desfilaria durante anos como destaque de chão do Salgueiro, sempre ostentando fantasias caras, de luxo. O cineastra Cacá Diegues, que assistiu ao desfile ao vivo, afirmou que a apresentação foi uma das inspirações para dirigir o filme Xica da Silva, rodado em 1976. Ao final de seu desfile, a escola recebeu gritos de "já ganhou". Na apuração das notas, o favoritismo foi confirmado e a Acadêmicos do Salgueiro conquistou o seu segundo título de campeã do carnaval carioca. Desta vez, sozinha. No ano de 2013, o Jornal Extra recriou o desfile em um show especial em homenagem à Acadêmicos do Salgueiro

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