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Unidos de Padre Miguel

Unidos de Padre Miguel  Samba School flag

Ginga

Samba Enredo de 2021

Compositores: Samir Trindade, Jr Beija-Flor, Ribeirinho, Guto Biral , Davi Show Serrinho, Ricardo da G. Braga , Dilson PS Medeiros, Rômulo Presidente
IntérpreteZé Paulo Sierra

Letra do Samba 2021:

Nego, malandragem de Angola
Fujão de senzala, moleque meu irmão
Eu vi um nego, guerreiro ancestral
Na Dança do ritual
Pra fazer revolução
Pé descalço no céu, berimbau na mão

Okô, oo era senhor
Chora o capoeira
Sonhava um tempo de paz
Cordel na beira do cais
Deu meia lua e não foi de brincadeira
Rabo de arraia levantou poeira
Paranauê , paranauê Paraná

Jogo de dentro, São Bento, filosofia
Maculêlê,  Maria
Paranauê camará

E lá vai o Capoeira ( zum zum zum zum)
Feito brisa a liberdade ( na rasteira mata um)
Foi o mestre na Bahia
Foi aluno em Palmares
E quando vejo o povo da Vila Vintém
Que na briga não teme ninguém
Lembro o Capoeira
O nosso herói se fez Besouro e bamba
É filho desse quilombo
Resiste aprendendo a amar o samba

 Girou , gira , jogador
Abre a roda pra cultura brasileira
Gingou ,ginga , vencedor
É a Unidos de Padre Miguel capoeira

Desfile 2021




Enredo 2021

  • Carnavalesco: Fábio Ricardo
  • Diretor de Carnaval: Cícero Costa e Nana Costa
  • Diretor de Harmonia: Alessandro Cobra e Carlos KZ
  • IntérpreteDiego Nicolau
  • Mestre de Bateria: Mestre Dinho
  • Rainha de BateriaKarina Costa
  • Mestre-Sala: Vinícius Antunes
  • Porta-Bandeira: Jéssica Ferreira
  • Comissão de Frente: David Lima
  • Desfile de 2019
  • Posição de desfile: 
  • 6ª  escola a desfilar no Sábado (22/02/2021)
  • entre 01:45h - 02:35h

Ginga

Sinopse - RESUMO

Viajando no tempo da poesia, nasço da espontaneidade sagrada, do mítico ritual do povo Mocupe do sul de Angola. Brincando entre as brisas, filhas do vento, desperto o desejo de conquista de jovens guerreiros à dança do N’golo. Lembro-me bem: os tambores anunciavam a preparação da Enfundula – festa de passagem à vida adulta –, quando as raparigas fertilizavam o sangue da puberdade num misterioso cio, que encorajava rapazes a lutar pela disputa de suas esposas.

No afã da minha gente, sou a doce e constante firmeza de elo e abrigo. Filha da Mãe África, “berço da humanidade”, cresço entre seus ritos de mistérios e verdades, templo sagrado de Okô – divindade da agricultura, formo do sábio cultivo da terra e do domínio que forja as ferramentas ao seu plantio; dita ventura à típica pecuária, entrelaço-me à candura dos diversos encantos de sua cultura.

Mãe! Eu sou a extensão do seu umbigo, fruto que brota desse chão, a força e o espírito de nossas tribos… Assim, eu sigo, levada pela tradição de seus ensinamentos, a destreza para vencer os inimigos.

Tudo ressignificava o meu saber, emergindo da linha do horizonte, trazida pelo cerne da dor e do lamento. Cruzo a imensidão dos mares entre a calmaria e a tempestade, acorrentada pela intolerância de homens fiéis à ganância e ao poder.

Desprovida de liberdade, meu corpo padece, é escravo por fim. Mas não é rendido, apesar de ferido, encontra o elo supostamente perdido.

Por bem ou por mal aos ferros expostos, terei, eu, sorte igual? Longe das minhas paisagens habituais, velo a alma coberta de poesia tradicionalmente africana, em terras distantes. Entre pregões e a violenta estada no “Cais do Valongo” – por onde chegaram milhares de negros escravizados, sigo o “bando banto”. Abrasada nas senzalas, rompendo o silêncio de noites sombrias, sou incorporada feito arte matuta, uma espécie de dança, disfarçada entre os afazeres da labuta. Mas é na hora da fuga, usando os pés, as mãos e a cabeça, que me revelam como luta – subtraída da dor contra as “leis do opressor”.

Diante do que se vê, tudo parecia uma cilada: numa relação humana, onde o elemento principal é a expressão do corpo, sou alvo do realismo fantástico de olhares estrangeiros. Telas são pintadas registrando a vida urbana, fosse de forma sóbria ou insana, o fato é que o ato da pitoresca caravana representa um fenômeno antropológico intrinsecamente ligado a diversos episódios da minha trajetória.

Como a inocência de uma criança, ibejê de esperança, sou praticada em círculo de arte-defesa. Pura ou armada à ladainha do mestre Pastinha e entre tantos outros camaradas, minha filosofia é criada. Abençoados sejam meus filhos, pois chegou a hora: repouso íntima e genuína aos valores da tradição de Angola. Com o saber gravado n’alma, danço, gingo, pulo, brinco e rodopio.

Da cerimônia ao desafio: peço a benção nos pés do atabaque e o jogo inicia. Saio no “aú”, me fortaleço no “rabo de arraia”, finco meu pé e não entro de “bua”, planto “bananeira”, solto “meia- lua”…me esquivo na “negativa” e o jogo continua…

“Sou manha, malícia, mandingueira, sou tudo o que a boca come…” Como guardiã da cultura negra e da preservação do seu saber, abro minhas rodas nas ruas, nas feiras, nas festas, nos cais, comandada pelo berimbau…regidos por vareta e bordão, soam o “Gunga”, o “Médio” e o “Viola”. Também seguem o ritmo: chocalho, reco-reco, agogô e pandeiro.

Toques, cantos, cantigas, corridos e ladainhas, tudo numa só sintonia: “São Bento Pequeno, Jogo de Dentro, Ave-Maria, São Bento Grande, Cavalaria, Maculelê, Benguela, Santa Maria”.

Canto e o coro responde: “Paraná-auê, Paraná-auê, Paraná…ê viva meu mestre, ê viva meu mestre camará, quem me ensinou…ê quem me ensinou camará…ê vamo-nos embora…ê vamo-nos embora camará… ê pelo mundo afora…ê pelo mundo afora camará…”

Mas, diante dos dados reais da vida, me pego pensando: sofri imensa perseguição e poucos sabem que dois anos depois da Abolição, Marechal Deodoro da Fonseca decretou minha proibição. Assim prossegui, entre brigas e arruaças, até o ano de 1932. Quando mudam o meu feitio, saltante, esportiva, com golpes rápidos e técnicas de arte marciais, fico mais ligeira e politicamente correta, aceita pela sociedade brasileira. Ganho status de uma tal gente bacana, que pelos ensinamentos de mestre Bimba, passa a me chamar de Luta Regional Baiana. Nesse espaço social, por meio de um novo decreto presidencial, sou legalizada como profissão. Saio da pauta policial e, na condição de esporte e lazer, sou praticada em todo território nacional.

Dominada pela carga simbólica dos signos místicos da cultura afro-brasileira em meio dos quais cresci, abro as cortinas do passado, saúdo os meus heróis – que tradicionalmente gingaram, relacionando-se até hoje suas atividades à história de luta e à formação do povo brasileiro: a realeza de Zumbi, do Quilombo dos Palmares; a “ginga verbal” de Machado de Assis; as batucadas e o candomblé de Tia Ciata; o olhar cotidiano de João do Rio; a plasticidade de Rubens Valentim; o Brasil folclórico de Macunaíma e os sambas de Candeia cantados em jongos, pontos de umbanda, sambas de roda e partido-alto, cantigas de maculelê e sambas de enredo.

Meu gingado é a gira, que corre gira nas rodas pelo mundo.

Seguindo o caminho voltado para a cultura, luta e resistência do povo brasileiro, consagro-me ao receber tamanho reconhecimento de Patrimônio Imaterial da Humanidade, de roda e ofício. Ao enredo do meu samba, unindo a todos que vão e que vêm, enalteço a força e a raiz quilombola da comunidade da Vila Vintém.

À devoção dos meus filhos, sou padroeira, sou a ginga do carnaval da Unidos de Padre Miguel. Nessa mistura brasileira, Sou mandinga,
A todos digo Feliz e sorrateira:
Muito prazer,
Eu me chamo Capoeira.

  • 2016                                    Vice-Campeã
  • 2015                                    Vice-Campeã
  • 2009Campeã
  • 2006Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 12 de novembro de 1957 
  • Cores: Vermelho Branco
  • Presidente: Lenílson Leal
  • Presidente de Honra:-
  • Quadra: R. Mesquita - Padre Miguel, Rio de Janeiro - RJ, 21721-021
  • Ensaios:-
  • Barracão: Rua Prefeito Júlio de Moraes Coutinho, 1900 - Manguinhos, Rio de Janeiro - RJ
  • Web site: www.unidosdepadremiguel.com.br
  • Imprensa: Monica Marinho

A História da Unidos de Padre Miguel

O início da escola foi esfuziante, pois logo em seu primeiro desfile na Praça Onze em 1959 sagrou-se campeã e adquiriu o direito de se apresentar entre as grandes em 1960. Entretanto, a má colocação que obteve, a fez retornar às categorias inferiores. A escola voltou a desfilar entre as grandes em 1964, 1971 e 1972. Após o incremento financeiro de Castor de Andrade à Mocidade Independente de Padre Miguel, a escola se distanciou dos principais grupos cariocas, chegando, inclusive, a não desfilar em alguns anos.

Paradoxalmente, nos anos 2000, após uma fase de estagnação da coirmã de Padre Miguel, a Unidos trilhou um caminho de sucesso. Com dois campeonatos seguidos. Em 2005 no Grupo D e em 2006 no Grupo C, saiu do último grupo do carnaval carioca até o retorno ao desfile no sambódromo em 2006, pelo Grupo B.

"2005 - Abram alas que eu quero passar. Sou carnaval carioca sou Unidos de Padre Miguel"

Com o carnavalesco André Cézari Unidos de Padre Miguel fez um desfile Maravilhoso falando sobre o Carnaval Carioca e sua História. Com um samba que é lembrado até hoje na sua quadra, "Eu sou Unidos, Amor... Vermelho e Branco, Eu sou..." a Unidos conseguiu o seu 3° campeonato. Este samba é usado como o Samba-Exaltação da escola atualmente.

"2006 - Da lágrimas do tupã, nasce o fruto divino: o guaraná"

Ganhou seu 2° Campeonato seguido, com o carnavalesco estreante Edson Pereira falando da História do Guaraná, a Unidos Impactou com seu desfile impecável.

"2007 - Unidos pelos caminhos da fé, desbravando os carnavais"

Em 2007, a Unidos de Padre Miguel voltava a Marquês de Sapucaí depois de mais de duas décadas. A escola contou o seu cinquentenário a começar pela comissão de frente de guerreiros prateados em defesa da fé. Um dos pontos altos do desfile foi o segundo carro, com televisões, mesas de bate-papo e varais de roupa, em um visual que formava um barraco, preenchido pela comunidade da Vila Vintém. As baianas da escola vieram douradas em comemoração à boda de ouro. Quadrilha de festa junina, natal, páscoa, pipas foram lembrados como rituais em alas irreverentes. O público se animou com a escola, que passou acelerada e teve de se arrastar no final para não terminar o desfile com menos de 40 minutos. A escola conseguiu a sexta colocação no grupo B.

"2008 - No reino das águas de Olucôn"

Em 2008, a mídia dava como certa a ascensão da escola para o Grupo de acesso A, porta de entrada para o Grupo Especial, mas, inexplicavelmente, a escola obteve apenas a terceira colocação, adiando assim o seu retorno ao Grupo A. A Unidos de Padre Miguel não passou de um terceiro lugar, mas o desfile foi impecável. Desde a comissão de frente até o último carro, a escola mostrou alegorias luxuosas, para contar a importância das águas, seja dos mares, dos rios ou dos oceanos, por meio da história de Olokum, Deus das Águas.

"2009 - Vinho, néctar dos deuses - A Celebração da Vida"

Em 2009, a Unidos de Padre Miguel apresentou alegorias e fantasias altamente luxuosas para contar o enredo sobre o vinho, denominado Vinho, néctar dos deuses - A celebração da vida, conquistou o Grupo Rio de Janeiro 1, empatada com a Acadêmicos do Cubango, ascendendo ao Grupo A, porta de entrada para o Grupo Especial. A escola mergulhou na Mitologia, do deus Dionísio, para mostrar que o vinho foi amadurecido em Roma, apadrinhado pela Igreja Cristã, na Idade Média, desprezado pelo Islamismo e fortalecido no Renascimento, até ser relacionado com a celebração da vida, estando presente em todas as cerimônias e festas comemorativas. A bebida embarcou em naus, na época das Grandes Navegações, chegando ao Mundo Novo. No Brasil, criou-se com os imigrantes italianos, no sul do país, sendo homenageado na Festa da Uva, realizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

2010 - "Aço- Universo Presente na Riqueza da Terra - O Futuro a Ti Pertence"

Em 2010, a escola sentiu o peso de abrir o desfile com as arquibancadas vazias. Com problemas na comissão de frente, que representava a estrela cadente, cujas fantasias atrasaram e obrigaram os componentes a se vestir na avenida, a escola contou a história do aço através de uma grande bola de fogo, que chocada com a crosta terrestre, deu origem ao minério de ferro, matéria-prima do metal. O abre-alas causou impacto pelas cores e luzes e representou a explosão de meteoritos, cuja principal escultura era a de um pássaro de fogo. A escola mostrou as grandes civilizações que usavam o ferro principalmente para fabricação de armamento, como os romanos, fenícios e celtas. O segundo carro representou a evolução do aço na era medieval. Em outra alegoria, uma grande locomotiva antecedeu os altos-fornos, que tornaram possível a construção das siderúrgicas. Um Robocop de cinco metros estava à frente da quarta alegoria, que retratou o aço presente no nosso dia a dia, nas mais diversas situações - cozinhas industriais, hospitais, laboratórios, empresas e indústrias em geral. O último carro trouxe São Jorge, que no sincretismo religioso é Ogum, o Orixá do ferro, da guerra. A bateria veio fantasiada de alquimista. Apesar de apresentar fantasias e alegorias bem acabadas, os efeitos de luz e fumaça planejados pela escola acabaram sendo prejudicados pelo sol. Na apuração, a escola terminou em 11º lugar sendo rebaixada junto com a Paraíso do Tuiuti para o Grupo de Acesso B.

2011 - "Hilária Batista de Almeida"

No ano de 2011, a escola cantou Tia Ciata. A comissão de frente representou a África. O abre-alas trouxe o Palácio Dourado de Oxum, o orixá da homenageada. O segundo carro lembrou a Bahia, terra onde viveu e cresceu Tia Ciata, destacando-se a lavagem do Bonfim, Bumba meu Boi, Festa do Divino e Folia de Reis. O Rio de Janeiro foi reverenciado no setor seguinte, que recordou blocos, ranchos, corsos e escolas de samba. Uma alegoria trouxe um fusca imitando uma antiga viatura da Polícia Militar ilustrando a perseguição sofrida pelos sambistas no começo do século XX. O enredo Hilária Batista de Almeida foi projetado pelos carnavalescos Edward Moraes e Fábio Santos, sendo que Edward saiu da escola, após não concordar com o samba vencedor. A escola conseguiu um 3° Lugar No Grupo de Acesso B.[4]

2012 - "Arte - Um Universo Fascinante"

Em 2012, apostou num enredo sobre a arte. Contratou o intérprete Igor Vianna e fez um desfile considerado Bom, ficando assim em 3° Lugar na Classificação.

2013 - "O Reencontro entre o Céu e a Terra no Reino de Alà Áfin Oyó"

No ano seguinte, com a promoção das escolas do Grupo B para a segunda divisão, a escola passou a fazer parte da Série A, apresentando o orixá Xangô como tema de seu desfile. Marquinho Art'Samba Foi contrato para a função de intérprete Oficial da Agremiação, foi a 9° escola a entrar na Avenida e conseguiu o 7° lugar.

2014 - "Decifra-me ou te devoro: Enigmas - Chaves da Vida"

Em 2014 a Unidos de Padre Miguel foi considerada uma surpresa, com seu desfile sendo considerado "impactante", e obtendo o terceiro lugar. Foi a 8° escola a entrar na avenida com um enredo sobre os Mistérios da Humanidade.

2015 - "O Cavaleiro Armorial Mandacariza o Carnaval"

Em 2015, fez uma homenagem ao escritor Ariano Suassuna e fez mais um desfile que colocou a escola com uma das favoritas ao título da Série A, porém obteve o vice-campeonato. Desfilou com 2.300 Componentes. Foi a 4° escola a entrar na avenida.

2016 - "O Quinto dos Infernos"

Em 2016, o boi vermelho perdeu seu intérprete Marquinho Art'Samba, que preferiu aceitar ser o novo intérprete da Imperatriz Leopoldinense. Para seu lugar, foi contratado o renomado Luizinho Andanças.[5][6] Com o enredo "O Quinto dos Infernos" a escola fez um desfile alegre com seus 2.500 Componentes foi a penúltima escola a entrar na avenida, tiveram alguns problemas com carros alegóricos q vieram com falhas, porém mais uma vez não deixou a desejar em seu desfile Obtendo a 2° colocação novamente.

2017 - "Ossain - O poder da cura"

Para 2017, anunciou o enredo "Ossain - O poder da cura", sobre o orixá das folhas e da cura Ossain. No desfile, a escola fazia uma bela apresentação até o momento em que a porta-bandeira da agremiação, Jéssica Ferreira, caiu durante sua apresentação frente ao módulo de jurados e teve que ser levada ao hospital - foi diagnosticado que ela teve uma entorse no joelho. Seu par, Vinícius Antunes, seguiu desfilando sozinho por alguns minutos, sendo muito aplaudido pelo público, até a chegada da segunda porta-bandeira da escola, Cássia Maria, para seguir o desfile ao lado do mestre-sala. O atendimento à Jéssica prejudicou também a evolução da escola - apesar de não ter estourado o tempo. Na apuração, com as previstas punições no quesito Mestre-Sala e Porta-Bandeira (0,9 no total), a Unidos terminou em quarto lugar.

Para 2018, a escola contratou o carnavalesco João Vitor Araújo, ex-Rocinha, que irá desenvolver o enredo "O Eldorado Submerso - Delírio Tupi-Parintintin" baseado na obra de Milton Hatoum

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