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Home | Escola de Samba - Mocidade

Mocidade Independente de Padre Miguel

Mocidade Escola de Samba Bandeira

"Elza Deusa Soares."

Samba Enredo 2021

Compositores: Sandra de Sá, Igor Vianna, Doutor Márcio, Solano Santos, Renan Diniz, Jeferson Oliveira, Prof. Laranjo e Telmo Augusto
Intérprete: Wander Pires

Letra do Samba 2021: 

Lá vai, menina…
Lata d’água na cabeça
Vencer a dor, que esse mundo é todo seu
Onde a “água santa” foi saliva
Pra curar toda ferida que a história escreveu
É sua voz que amordaça a opressão
Que embala o irmão

Para a preta não chorar         (bis)
Se a vida é uma “aquarela”
Vi em ti a cor mais bela
Pelos palcos a brilhar

É hora de acender no peito a inspiração
Sei que é preciso lutar

Com as armas de uma canção                     (bis)
A gente tem que acordar
Da “lama” nasce o amor
Quebrar as “agulhas” que vestem a dor

Brasil, enfrenta o mal que te consome
Que os filhos do Planeta Fome
Não percam a esperança em seu cantar
Ó, nega, “sou eu que te falo em nome daquela”
Da batida mais quente, o som da favela
É resistência em nosso chão
“Se acaso você” chegar com a mensagem do bem
O mundo vai despertar, deusa da Vila Vintém
Eis a estrela… Meu povo esperou tanto pra revê-la

Laroyê e Mojubá… Liberdade
Abre os caminhos pra Elza passar…
Salve a Mocidade!                                          (bis)
Essa nega tem poder, é luz que clareia
É samba que corre na veia

Desfile 2021




Enredo 2021

  • Carnavalesco: Jack Vasconcelos
  • Diretor de Carnaval: Marco Antonio Marino (Marquinho Marino)
  • Diretores de Harmonia: Wallace Capoeira
  • Intérprete: Wander Pires
  • Mestre de Bateria: Dudu Oliveira
  • Rainha de Bateria: Giovana Angélica
  • Mestre-Sala: Diogo Jesus
  • Porta-Bandeira: Bruna Santos
  • Comissão de Frente: JJorge Texeira e Saulo Finelon
  • Desfile de 2021
  • Posição de desfile: 5° escola a desfila na segunda (24/02/2021) / 01:35 - 3:28


"Elza Deusa Soares."

Sinopse - RESUMO

A menina magricela nascida no distante bairro de Padre Miguel, menos de 40 quilos de pura insistência em sobreviver, desembarca no badalado programa de calouros de Ary Barroso. Equilibrava bom punhado de alfinetes para conter os panos todos do conjunto que sobrava e sambava no corpo. O sonho de ser a moça bonita do rádio determinava as cantorias da pequena – lata d’água na cabeça – cuja infância havia sido subtraída pelo suor de sol a sol dos afazeres domésticos. Já em posição debutante no palco transmitido em ondas aos ouvintes, as lembranças de pueris duetos com o som do louva-a-deus e as espiadelas no pai violeiro garantiam relativa técnica. Mas a força para transcender o destino foi a autêntica locomotiva. O autor de “Aquarela do Brasil” fez as honras sem nenhum pingo de honra quando mirou o pedacinho de gente posicionado bem na boca de cena da História: “de que planeta você veio, minha filha?”. Gargalhadas histéricas na plateia, só que por breves segundos. Na aquarela de Ary, não havia destaque para a cor da resposta visceral, raio cósmico, cortina do passado dilacerada ante a metamorfose de uma divindade em flor: “eu vim do planeta fome”. Desvario. Apoteose. A primeira.

Com o pedestal voltado à glória, soltou o talento até raspar o fundo do tacho d’alma para, ao fim, desabar nos braços daquele gênio letrado bem menos sabedor desse chão do que a sua humanidade supunha. Ora, o apresentador jamais imaginaria negra e pobre a arte-final esquecida pelo maior clássico que compusera. Próxima ao gongo em silêncio, e mergulhada na letra de “Lama”, estava, possivelmente, a imagem de Deus. Deusa – corrijamos – de joelhos e em adoração. Mulher. Que irrompeu a pergunta insensível, o direito que tinham para humilhá-la, as dificuldades do berço, o preconceito castrador e invasor do íntimo feminino, o racismo. A partir dali, nasceu uma estrela. Voz das vozes abafadas. Microfone de potente rouquidão rascante para os ais dos humildes. Água santa a revalidar existências e também as reminiscências ligadas à mãe lavadeira, ofício da roupa batida que faz marcar o ritmo de um futuro quase sempre estéril.


  • 2017Campeã
  • 1991Campeã
  • 1996Campeã
  • 1990Campeã
  • 1985Campeã
  • 1979Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 10/11/1955
  • Cores: Verde e Branco
  • Presidente: Wandyr Trindade
  • Presidente de Honra: Rogério Andrade
  • Quadra: Av. Brasil, 31.146 – Realengo – Rio de Janeiro, RJ – CEP 21725-001
  • Ensaios:-
  • Barracão:Cidade do Samba (Barracão nº 10) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa - CEP: 20.220-290
  • Web site: www.mocidadeindependente.com.br
  • Imprensa: Rodrigo Coutinho

A História da Mocidade

Em 1956, apresentou o enredo "Castro Alves", novamente num desfile local. Em 1957, na praça onze, participou pela primeira vez do desfile oficial no Rio de Janeiro, com o enredo "O Baile das Rosas" conquistando o 5° lugar no grupo de acesso. Em 1958 foi campeã do grupo de acesso com o enredo "Apoteose ao Samba", mas o que realmente marcou esse carnaval foi que nele foi realizado, pela primeira vez sob o comando de Mestre André, a célebre "paradinha da bateria" em frente à comissão julgadora. O povo então foi ao delírio, mais tarde, a acompanhar a tal "bossa" com o grito de "Olé". Durante este período, a Mocidade era conhecida como "uma bateria que carregava a escola nas costas", pois a bateria era mais conhecida do que a própria escola, só alguns anos depois teve condições de competir com as grandes da época (Portela, Mangueira, Salgueiro, e Império Serrano). A partir da "paradinha" feita por Mestre André, a "paradinha" foi aderida anos depois pelas outras escolas de samba, e hoje em dia todas as baterias das escolas de samba do Rio de Janeiro e do Brasil a fazem.

No ano de 1974, com o carnavalesco Arlindo Rodrigues, apresentou o enredo "A festa do Divino", tirando um 5° lugar. Mas neste ano ela poderia ter ganhado o campeonato, se não tirasse uma nota 4 em fantasia - o que foi considerado um escândalo, na época, visto que Arlindo era conhecido e consagrado pelo bom gosto e requinte nas fantasias. A campeã Salgueiro teve apenas 4 pontos a mais que a Mocidade, ou seja, um simples 8 em fantasias daria o título à Padre Miguel, visto que no quesito de desempate, bateria, o Salgueiro tinha 9 e a Mocidade 10.

Desde então, a escola deixava de ser conhecida apenas por sua bateria, para impor-se como grande escola de samba. Em 1975, a Mocidade vence pela primeira vez as "quatro grandes", num desfile realizado em outubro durante o congresso da ASTA - American Society of Travel Agents, no Rio de Janeiro, em que as escolas do grupo principal realizaram um desfile competitivo, a Mocidade foi campeã.

Em 1976, por ironia, a Mocidade empatou em segundo lugar, com a Mangueira, e perdeu o desempate por ter um ponto a menos na nota da tão famosa bateria nota 10. Em 1979, ainda com Arlindo Rodrigues, a Mocidade conquista o seu primeiro campeonato com "O Descobrimento do Brasil". No ano seguinte, assumiu o carnaval Fernando Pinto, produzindo desfiles considerados pela crítica como excepcionais, projetando-se assim como um dos mais criativos e inventivos carnavalescos já conhecidos.

No primeiro ano de Fernando Pinto na Mocidade, em 1980, a escola conquistou um segundo lugar com o enredo "Tropicália Maravilha". Em 1983, a Mocidade recebe o Estandarte de Ouro de melhor comunicação com o público com o enredo "Como era verde o meu Xingu". Fernando permaneceu na escola até 1987, ano de sua morte, e fez grandes carnavais na Mocidade na década de 1980: além de "Tupinicópolis", deu à escola o título de 1985, com "Ziriguidum 2001". Nesse carnaval, a Mocidade entraria na Avenida com um enredo futurista, projetando o carnaval do próximo século.

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