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Beija-Flor de Nilópolis

Beija Flor Samba School flag

''Se essa rua fosse minha''

Samba Enredo de 2021

Compositores: Magal Clareou, Diogo Rosa, Júlio Assis, Jean Costa, Dario Jr. e Thiago Soares
IntérpreteLuiz Antônio Feliciano Marconde (Neguinho da Beija-Flor)

Letra do Samba 2021:

Preceito! 
Minha fé pra seguir nessa estrada 
Odara ê! Reina firme na encruzilhada 

 Abram os caminhos do meu Beija-Flor 
Por rotas já trilhadas no passado 
O tempo de tormentas que esse mar levou 
Revelam este novo eldorado 
Nas trilhas da vida… desbravador! 

Destino traçado… vencedor! 
Nos becos da solidão 
M
oleque de pé no chão 
E nessas andanças eu sigo teus passos 

São tantas promessas de um peregrino
É crer no milagre, sagrados valores 
Em tantos altares, em tantos andores 
A vela que acende a dor que se apaga 

A mão que afaga se torna corrente 
Nilopolitano em romaria 
A fé me guia! A fé me guia! 

Em meus devaneios 
Entre o real e a imaginação 
Saudade persiste, 
Insiste em passear no coração 

Feito um poema a beira-mar 
Canto pra te ver passar 
Me vejo em teu caminho 

Nessa imensidão azul do teu amor 
E às vezes, perdido 
Eu me encontro em tuas asas, Beija-Flor 

Por mais que existam barreiras 
Eu vim pra vencer no teu ninho 
 É bom lembrar, eu não estou sozinho 

Ê laroyê ina Mojubá Adakê Exu ôôô 
 Segura o povo que o povo é o dono da rua 
Ô corre gira que a rua é do Beija-Flor

  Desfile 2021



Enredo 2021

  • Carnavalescos: Alexandre Louzada e Cid Carvalho
  • Diretor de Carnaval: Dudu Azevedo
  • Diretor de Harmonia: Valber Frutuoso e Simone Sant’Ana 
  • Intérprete: Neguinho da Beija-Flor 
  • Mestre de Bateria: Rodney e Plínio
  • Rainha de Bateria: Raíssa de Oliveira
  • Mestre-Sala: Claudinho
  • Porta-Bandeira: Selminha Sorriso
  • Comissão de Frente: Marcelo Misailidis
  • Desfile de 2012
  • Posição de desfile: 6.ª de Segunda
    24/02/2021 / de 
    02:40 às 03:15



''Se essa rua fosse minha"

Sinopse - RESUMO

Sob o véu da noite que nos envolve agora, céu e chão num turbilhão de estrelas, firma meu samba nessa encruzilhada, o seu ponto de partida, a esquina onde dobram sonhos de tantas vidas, onde os destinos são traçados na mágica Rua, na Rua do Marquês, que também é minha, é sua. Na hora em que a avenida se ilumina, a Lua, despida, torna-se vazia e então, para brincar o carnaval, põe-se a vestir-se de fantasia.

Pelas vias riscadas na terra, minha gente por elas atravessou. Ainda sem fronteiras, conheceu reinos de Âmbar, de Prata, de Ouro e de Seda, seguindo os passos dos aventureiros viajantes com que o vasto mundo interligou.

Ruas sem fim que contam histórias. Ruas que conhecemos sem sequer passar por elas. Ruas do mundo afora que são cartões-postais, ou que simplesmente são lembradas por quem nelas moram. Ruas de desejos, de saudades, de lembranças de seus recantos e encantos. Ruas de todo canto, sejam elas as mais belas ou aquelas que nos atraem, simplesmente pelo seu vem e vai. Sejam elas a avenida elegante de Paris ou de Nova York, sei lá, talvez uma mão inversa de Londres ou “El Caminito”, em Buenos Aires, para “un tango bailar”; ou, melhor ainda, aquelas onde a brisa sopra de um “eterno cantor” em suas ondas ao quebrar, que espalham beleza e calor, nas calçadas famosas onde se declara amor à “Princesinha do Mar”.

Mas, afinal, são estradas fantásticas, lendárias, de se ouvir falar, ou, melhor, são elas talvez frutos que só a imaginação alcança, tão impossíveis de se chegar. Para que isso aconteça, basta querer e sonhar. E por que não deixar se levar nessa viagem que a mente pode criar, seja pela Via Láctea passear, ou a Torre de Babel alçar, e a morada de Deus visitar. Ou, quem sabe, desafiar a mitologia e, no Labirinto do Minotauro, a tão desejada saída encontrar; ou, talvez, num passe de mágica, na estrada de tijolos de ouro, no final do arco-íris, poder chegar.

Enfim, são tantos caminhos a percorrer, tantas estradas que se mostram naturais, virtuais ou do destino, estradas da vida de cada um de nós. Mas eis que chega ao fim essa viagem. É aqui o caminho do sonhar, na Rua das Ruas, a razão desse meu caminhar, onde mora nossa missão de vida, onde o samba escolheu habitar e de onde o meu povo chega de seu próprio caminho vindo do seu lugar. É a Rua de todos no seu momento de por aqui passar. Mas, agora, é a minha hora, a minha vez de lhes mostrar que essa Rua, nesse instante, é só minha e, como o sonho me permite, essa Rua eu vou ladrilhar com pedrinhas de brilhantes para o meu Beija-Flor voar.


  • 2018Campeã
  • 2011Campeã
  • 2015Campeã
  • 2008Campeã
  • 2007Campeã
  • 2003Campeã
  • 2004Campeã
  • 1998Campeã
  • 1983Campeã
  • 1977Campeã
  • 1978Campeã
  • 1976Campeã

Ficha Técnica

  • Fundação: 25/12/1948
  • Cores: Azul e Branco
  • Presidente: Ricardo Abrahão David
  • Presidente de Honra: Anísio Abraão David
  • Quadra: Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1025 - Nilópolis - RJ
  • Ensaios: ?????????
  • Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 11) - Rua Rivadávia Correa, nº 60 - Gamboa
  • Web site: www.beija-flor.com.br
  • Imprensa: Natália Louise

A História da Beijar-Flor

O município de Nilópolis, na Baixada Fluminense, é o berço da Beija-Flor. A cidade e a escola de samba trilharam caminhos semelhantes, uma vez que parte dos governantes de Nilópolis também administrava a agremiação.[18]

Nilópolis integrou parte da capitania hereditária de São Vicente, pertencente a Martim Afonso de Sousa, a partir de 1531. Foi dividida em sesmarias e, mais tarde, transformada na Fazenda de São Mateus, tornando-se um grande engenho produtor de açúcar e aguardente. Em 22 de setembro de 1900, a região foi vendida ao criador de cavalos e mulas João Alves Mirandela e seu sócio Lázaro de Almeida. A fazenda foi desmatada e dividida em lotes, colocados à venda a partir de 1914. Em pouco tempo, a fazenda se transformou no povoado Engenheiro Neiva, integrado a São João de Meriti, na época, o 4.º distrito de Nova Iguaçu. Em 9 de novembro de 1916, o povoado foi desligado de São João de Meriti, vindo a ser o 7.º distrito de Nova Iguaçu. Ainda em 1916, foi fundada a agremiação “Bloco Progresso de Nilópolis”. Encabeçada pelo Coronel Júlio de Abreu e formada por políticos do Rio de Janeiro e de São Paulo, dentre eles, Nilo Peçanha, o grupo levou ao distrito serviços de abastecimento de água potável, igrejas, comércios, imprensa, pontes, além da primeira escola municipal e estadual da região. Em 1 de janeiro de 1921, a região foi renomeada para Nilópolis, em homenagem a Nilo Peçanha. Em 21 de agosto de 1947, Nilópolis foi emancipada de Nova Iguaçu.

Os principais locais de sociabilidade da cidade encontram-se nas imediações da estação de trem: a Avenida Mirandela (onde a Beija-Flor realiza seu tradicional desfile pós-carnaval); e do outro lado, a Praça Paulo de Frontin (antigo palco das manifestações públicas e do carnaval de rua da cidade).

Apesar do forte comércio e da presença de indústrias, é a escola de samba a maior expressão do município. Juridicamente "GRES Beija-Flor", a escola passou a ser chamada formalmente de "Beija-Flor de Nilópolis", tamanha identificação. Na cidade, também é comum locais de comércio que levam o nome da escola, sem ligação com a agremiação, apenas em forma de homenagem. No pórtico de entrada da cidade, foi construída uma escultura de um beija-flor, em homenagem à escola. A escultura foi retirada pelo prefeito Alessandro Calazans em seu mandato. Porém, seu sucessor, Farid Abrahão David, ao ser eleito em 2016, anunciou a reconstrução da escultura.

Farid Abrahão David, afastado da presidência da Beija-Flor para assumir a Prefeitura de Nilópolis.

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